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    perfil Clebes Mendes

    Clebes com o filho cavalga pelo seu chão

    Um bairrista

    por Rafael Martinelli | Publicada em 02/05/2016 às 13h| Atualizada em 02/05/2016 às 15h47

    Em mais um dos perfis dos vereadores eleitos o SEGUINTE: apresenta Clebes Mendes. Da comissão de emancipação, para ele o Parque dos Anjos é um mundo.

     

     

    O cara elétrico, de capa amarela, remando em um bote e ajudando a resgatar moradores ilhados no fundão da Amapá numa noite de 2013, era Clebes Mendes.

    - Não estava lá como vereador. Não fui para aparecer. Fiz por solidariedade, como morador do bairro.

    - Tinha comprado o bote para lazer, mas não pensei duas vezes em correr até lá quando a água subiu. Hoje o bote é um instrumento de apoio à Defesa Civil - conta.

    O problema das cheias na Amapá persiste. Repetiu-se em 2014 e 2015, como acontece há décadas, desde a ocupação daquela área por casas e palafitas construídas a centímetros do Rio Gravataí. Clebes esteve lá por mais de uma vez. Mesmo sem uma solução para o drama histórico, ele não deixa de ir à vila para conversar com moradores que já perderam tudo nos alagamentos.

    - Sou uma referência no bairro e as pessoas sabem que brigo por elas. Estou disponível de manhã, de tarde, de noite, de madrugada. Sete dias por semana. É só me ligar. E sou igual ao que era antes da política: digo a verdade, mesmo que não seja a verdade que alguns gostariam de ouvir - diz.

    - Nunca fui xingado em lugar nenhum – orgulha-se.

     

    : Clebes na vila Amapá, ajudando a preparar um lanche para as crianças e família

     

    Pela emancipação

     

    Essa participação nas coisas do Parque dos Anjos foi o que levou o agricultor, metalúrgico, vendedor de carros e corretor de imóveis a entrar para a política.

    - Sempre fui bem bairrista – resume Clebes.

    - Participava da comissão de emancipação do Parque, que na época respondia por 43% da arrecadação de Gravataí. Em 2001 fui representante em Brasília. Uma PEC (projeto de emenda constitucional) que garantia a decisão ao governo federal enfraqueceu o movimento, mas despertou em mim a vontade de participar mais da política – explica.

     

    No vácuo do Acimar

     

    Clebes não trabalhou em cargos públicos e - “porque ocupava todo tempo ganhando a vida” - só foi concorrer pela primeira vez em 2012, apesar de ter apoiado campanhas de outros candidatos da região em eleições anteriores.

    Por não simpatizar com o PT, recusou um convite para se filiar e concorrer a vereador, feito pelo prefeito Daniel Bordignon, também morador do bairro, no auge da popularidade do segundo governo petista.

    Gostava mais do PMDB, por admiração a Pedro Simon.

    - O falecido Acimar da Silva (PMDB) sempre dizia que se eu e ele concorrêssemos a vereador, arriscava nenhum se eleger. Eu via isso como um elogio. Com a experiência que ele tinha, reconhecia força na minha candidatura aqui na região do Parque – recorda.

    Quando Clebes concorreu em 2012, Acimar era o prefeito, nomeado pela Câmara, num mandato tampão de pouco mais de um ano, após a polêmica cassação da prefeita Rita Sanco (PT).

    Fez 1.974 votos, mas como se diz no jargão da política, “saiu eleito” do Parque.

     

    : Um chimarrão com Acimar (na direita, ao fundo), o governador e a direção do sindicato dos metalúrgicos

     

    Campanha de bicicleta

     

    Uma das inovações da campanha de Clebes foi o uso de bicicletas. Ideia surgida devido à falta de recursos.

    - Minha campanha foi pobre, toda feita por amigos e vizinhos, pessoas sem nenhum histórico em campanhas ou na política. As bicicletas eram todas emprestadas – conta.

     

    Cobrando no vestiário

     

    De temperamento explosivo, Clebes foi líder do governo e travou fortes discussões em plenário, com vereadores e sindicalistas.

    - Assumi com muita vontade. Sabia os limites de um vereador e os entraves da burocracia, mas nunca deixei de correr atrás. Até passei do ponto algumas vezes, mas é meu jeito. Brigo pelo que acredito – argumenta.

    Após a saída de Dilamar Soares do PMDB, Clebes assumiu no partido o papel de ‘cri-cri’ nas cobranças internas em reuniões do governo.

    - É como todo time: há cobranças dentro e fora de campo. Você precisa ter os jogadores com as características certas para cada função. E comprometimento total da equipe. É disso que vem o resultado e a felicidade da torcida - metaforiza.

     

    : Clebes é um dos vereadores que mais cobra internamente na base do governo

     

    A máscara do Moro

     

    Clebes foi dos vereadores mais assediados durante a abertura da janela para troca de partidos. Até o PSC, de Jair Bolsonaro, por quem ele não esconde a simpatia, lhe fez um convite. Quem teve a oportunidade de ver o número de ligações que Clebes atendeu, e a quantidade de mensagens de WhatsApp que respondeu, pode testemunhar que os quatro partidos com as mais fortes candidaturas à Prefeitura queriam contar com seu passe.

    Ao fim, disse não ao PDT, PSB e PSD, para ficar no PMDB, onde talvez tenha a maior parceria para seguir usando a máscara do juiz Sérgio Moro, se enrolando na bandeira do Brasil e pedindo nas ruas e redes sociais o impeachment da presidente Dilma Rousseff e dos que chama de “petralhas”.


     

    : Essa é a montagem que o "anti-PT" Clebes usa na capa de seu Facebook

     

     

    Um pouco da história - e das histórias - do Clebes Mendes:

     

    Nascido em Gravataí, em 13 de março de 1975, o filho de Agostinho e Maria Leci, e irmão da Silvia, só não foi jogador de futebol porque era pobre e morava longe.

    Apesar da estatura mediana, a velocidade na cobertura e o ‘bote’ no atacante adversário levaram o zagueiro central campeão amador infantil pelo Cerâmica a treinar no Inter.

    - Fiquei seis meses sob o comando do lendário Abílio dos Reis. Tinha futuro, todo mundo dizia. Mas não tinha quatro passagens por dia para ir de Gravataí a Porto Alegre treinar. E o clube não contava com a estrutura que tem hoje para abrigar os jovens – resigna-se.

     

    No jogo da vida

     

    Se o sonho de ser jogador profissional virou um hobby (pelo qual Clebes foi destaque nos campos de várzea até ser posto na reserva por cirurgias nos dois joelhos), desde os 14 anos o guri que estudou nas escolas públicas Clotilde Rosa, Josefina Becker e Antônio Gomes Corrêa, já estava escalado para disputar o jogo da vida.

    O pai era operador de máquinas da Prefeitura, a mãe doméstica. Clebes tinha que ajudar em casa.

    O primeiro emprego foi como balconista num atacado do Parque dos Anjos. Aos 18 anos, testou a sorte como motorista de taxi até, aos 19, surgir uma oportunidade almejada por muitos guris do bairro naquela época: um emprego na Pirelli.

    Após quatro anos na multinacional, buscou inspiração no DNA agricultor de parte da família e se mandou para Glorinha, onde arrendou terras no Capão Grande para plantar arroz.

    A aventura no campo não durou muito. O trabalho braçal e de sol a sol esgotou Clebes, que voltou a morar no Parque e começou a lidar com a venda de carros, sua atividade por oito anos.

    A empreitada seguinte foi no ramo imobiliário, abrindo com um amigo a Gravataí Imóveis.

    - Sou corretor formado e perito avaliador judicial – diz.

    Desfeita a sociedade, Clebes foi gerenciar a Montana Imóveis, onde ficou até a campanha bem-sucedida para vereador.

    - Com certeza fui uma das surpresas da eleição. Pouca gente me conhecia fora do Parque.

     

    : Clebes 'tosqueando' uma ovelha com os amigos

     

    Viúvo com o filho no colo

     

    Eleito logo na primeira vez em que concorreu, poucos meses depois de assumir o mandato Clebes viveu aquele que considera o maior desafio da sua vida. Em julho de 2013, a esposa Fernanda faleceu aos 33 anos. Uma morte de surpresa, numa agonia de sete dias, vitimada pelas consequências de um aneurisma cerebral.

    - Perdi uma pessoa com quem estava casado há nove anos, mas me relacionava há 14. E fiquei com nosso filho (Renato) de um ano e três meses nos braços – emociona-se o vereador, que tem mais dois filhos: Felipe (22) e Wesley (18).

    - O gosto pelo que faço, e todo envolvimento para ajudar aos outros, ocuparam meu tempo e me deram estabilidade para superar e passar força e amor ao meu filho.

    É a ele que dedica as poucas horas de folga da política, levando o menino na pracinha ou dando uma escapada a Tramandaí.

    - Ele adora praia.

     

    : O lazer preferido de pai e filho é dar uma escapada para a praia

     

    OS PRINCIPAIS PROJETOS APRESENTADOS PELO CLEBES:

    “Posso citar a obrigatoriedade dos bancos terem banheiros e bebedouros; dos bancos terem também guarda volumes, para o cliente não ter que abrir bolsas e expor sua intimidade; o desconto em restaurantes para pacientes de cirurgia bariátrica; e o incentivo ao uso na merenda escolar de peixes produzidos no município”.

     

    UM ARREPENDIMENTO NA VIDA PÚBLICA:

    “Nenhum”.

     

    O CLEBES PELO CLEBES, EM UMA PALAVRA:

    “Determinado”

     

    OS PLANOS DO CLEBES:

    “Trabalhar por uma cidade melhor, independente de bandeira partidária”.

     

    O QUE DIZ PARA O ELEITOR QUE NÃO ACREDITA MAIS NOS POLÍTICOS:

    “A política só chegou nessa situação em que está por culpa de todos nós, eleitores e políticos. Não podemos agora nos eximir das responsabilidades. Temos é que cada vez mais falar de política nas nossas famílias e incentivar as pessoas boas a participar da vida pública. O eleitor precisa estudar os políticos, se informar sobre cada um, e não votar na campanha mais divertida, no mais rico ou na mais bonita, ou em quem lhe oferece alguma vantagem”.

     

    UM POLÍTICO ADMIRADO PELO CLEBES:

    “Pedro Simon”.

     

    O(A) CANDIDATO(A) A PREFEITO(A) DO CLEBES:

    “Marco Alba”

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