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    Presidente Décio Becker diz que parte dos jogadores foi responsável pela queda do Cerâmica

    Décio Becker: a tática para o futuro do Cerâmica

    por Silvestre Silva Santos | Publicada em 11/11/2016 às 18h23| Atualizada em 12/11/2016 às 21h56

    A história recente do Cerâmica Atlético Clube, agremiação que colocou Gravataí no cenário nacional do futebol, tem o dedo, a mão e o braço do empresário quase aposentado Décio Vicente Becker, o presidente do CAC desde 2007 e com mandato que se encerra em 31 de dezembro próximo.

    Foi com ele no comando da diretoria que o clube se tornou profissional, conquistou o segundo lugar na Copa Lupi Martins de 2008 (Campeonato Gaúcho, Segunda Divisão) e disputou a Copa do Brasil de 2010, sendo eliminado ainda na primeira fase.

    E foi com a assinatura de Décio Becker, em centenas de cheques pessoais, que o CAC ergueu uma estrutura física de fazer inveja à muitas equipes profissionais do Brasil. Além do estádio com arquibancada coberta e iluminação que permite jogos noturnos, dispõe de toda estrutura médica, fisioterapia, academia, refeitório e alojamentos.

    Hoje, quase totalmente fora do CAC, o presidente Décio Becker vê o Cerâmica como um clube de futebol que fracassou quase que exclusivamente por causa de alguns jogadores profissionais – não todos! – mercenários, que não se empenharam como deveriam dentro das quatro linhas.

    --- Dentro do grupo tinha jogadores, muitos dos que faziam parte do grupo, que estavam lá visando só o dinheiro, sem querer jogar --- analisa, hoje, sentado na sala de jantar da sua confortável residência no Condomínio Ocean Side Sea Club, em Torres.

     

    : Vista aérea do estádio do Cerâmica Atlético Clube, no centro de Gravataí

     

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    Décio Becker: de pantufas e pijamas, no paraíso

     

    Poucas dívidas

     

    Desde 2007 Décio Becker só deixou a presidência por cerca de quatro meses, entre julho e dezembro de 2014, por recomendação médica. No comando da diretoria agiu com mão de ferro, ou punho de aço.

    Tanto que o clube, que desativou seu departamento profissional em 2015 quando perdeu seu principal apoio financeiro, da General Motors, não tem dívidas. As pendências são de ações na Justiça Trabalhista, reclamações principalmente de ex-atletas e uns poucos funcionários.

    A reclamatória trabalhista de maior valor, de acordo com o presidente Décio, está em torno dos R$ 300 mil.

     

    : Arquibancada social, coberta. Clube tem iluminação para sediar jogos noturnos

     

    Rendas

     

    Sem futebol profissional, como o clube se mantém, financeiramente?

    As rendas para sustentação do CAC, hoje, vêm do aluguel do estádio para o Esporte Clube Cruzeiro. O “Cruzeirinho”, como é conhecido, vendeu sua sede em Porto Alegre e não conseguiu terminar, ainda, a que está construindo em Cachoeirinha.

    Além disso, o caixa do Cerâmica é reforçado pelos patrocínios de empresas que continuam apostando no clube. Poderia ser mais dinheiro, mas o salão de festas está interditado e não pode ser locado.

    --- E nem é por exigências do Plano de Prevenção e Combate a Incêndio, do Corpo de Bombeiros. Nesse aspecto está tudo certo. A interdição é por causa só de um vizinho que reclamou da acústica --- conta o presidente.

     

    : Clube tem sala de musculação e fisioterapia, refeitório, alojamento e salão de festas

     

    Do bolso

     

    Amante do futebol, Décio Becker não pensou duas vezes para meter a mão no bolso e sacar o talão de cheques quando assumiu o Cerâmica. Ele não gosta de falar sobre quando investiu e, para o Seguinte:, minimizou o dinheiro que botou na construção do estádio.

    --- Ah, acho que foi uns R$ 15 milhões! --- limita-se a falar.

    Se tem arrependimento do que fez pelo futebol profissional de Gravataí, Décio Becker garante que não. E justifica dizendo que o que fez teve um único objetivo:

    --- Fiz isso para o bem da cidade, não tem porquê ter arrependimento.

     

    : Discurso na solenidade de posse de Décio Becker ao reassumir a presidência em dezembro 

     

    Sucessão

     

    No começo desta semana, quando esteve em Gravataí, Décio começou a tratar da sua sucessão no comando do Cerâmica. A primeira reunião já foi realizada e um nome desponta como mais forte para a presidência a partir de janeiro que vem.

    O presidente não conta, mas o Seguinte: descobriu que a missão de recolocar o CAC entre os clubes profissionais do futebol gaúcho pode ficar nas mãos de um dos sete vice-presidentes atuais.

    No caso, trata-se do advogado Antoninho Juarez Costa e Silva, que já presidiu o Cerâmica quando o clube ainda era amador. É outro apaixonado por futebol e sua história pessoal se confunde com a trajetória do CAC.

    --- Mas para voltar a ser profissional depende muito de patrocínio porque fazer futebol, hoje, está muito caro --- opina o atual presidente.

    : Décio agradece, na tribuna da Câmara de Vereadores, a homenagem prestada ao Cerâmica

    O futuro

     

    Décio Becker defende que a área que o Cerâmica Atlético Clube tem, praticamente no centro de Gravataí, deve ser vendida para viabilizar o CAC em curto prazo. A sugestão dele é que seja adquirida uma área maior, na qual seja possível reconstruir a estrutura existente e dispor de três ou quatro campos de futebol, para treinamento e para alugar para outras equipes.

    --- É o caminho mais viável. E reconstruir a estrutura não é difícil porque tudo que está ali é pré-moldado. O clube perde as fundações e paredes, mas o que custa mais caro é tudo reaproveitável --- assegura.

    Mas não vai ser ele quem vai decidir e assinar estes cheques. Afinal, sua presidência tem a duração de, somente, mais um mês e meio. Então...

     

    Para saber

    O Cerâmica A.C. foi fundado em 19 de abril de 1950. Suas cores são preto, verde e amarelo e seus fundadores foram Antônio Vieira Ramos, Sinval Dias da Rosa, Osvaldo dias da Rosa, Adão Medeiros, Ari Ramos, Osvaldo Brito, Osmar Dias, Antonio Ribeiro, Carlos Selister, Eloyr Machado, Erni Ramos, Alcides Correa e Ary Medeiros.

    O primeiro título do clube nofutebol de campo amador ocorreu em 1955, no Campeonato Municipal. Em 1958, fundou a Liga Gravataiense de Futebol juntamente com o Esporte Clube Paladino e o Alvi-Rubro, visando organizar a competição local. Ganhou, ainda, as edições de 1966, 1987 e 1988 do Citadino de Futebol.

     

    Profissionalização

     

    O clube foi amador durante a maior parte de sua história, sendo que sua primeira partida como profissional foi dia 26 de agosto de 2007, com derrota por 2 a 1 para o Guarani, de Bagé, pelo Campeonato Gaúcho de 2007, no Estádio Morada dos Quero-Queros, em Alvorada, já que seu estádio ainda estava sendo construído.

    A primeira vitória do clube como profissionalizado foi em 2 de setembro de 2007, contra o Juventude B, no Estádio Alfredo Jaconi. O Cerâmica fez 1 a 0, também pelo Campeonato Gaúcho de 2007.

     

    A façanha

     

    O Cerâmica conseguiu uma façanha logo no ano seguinte. No Campeonato Gaúcho de 2008 após terminar em oitavo entre nove clubes, no seu grupo, na primeira fase, o time eliminou o juniores do Grêmio,  nos pênaltis, por 3 a 2.

    Na fase seguinte, os juniores do Internacional também bailaram com o resultado agregado de 6-3 (3-0 e 3-3). Na semifinal, o eliminado foi o Novo Hamburgo, após vencer em casa por 2 a 1 e empatar fora em 1 a 1.

    O Cerâmica chegou à primeira final como profissional logo no seu primeiro ano, mas o clube não levantou o troféu, já que empatou em casa em 0 a 0 com o Pelotas e perdeu por 2 a 0 no Estádio Boca do Lobo.

    Em 2010 chegou à final novamente perdendo para os juniores do Internacional por 3 x 0.

     

    Cenário nacional

     

    O vice-campeonato rendeu ao clube uma participação na Copa do Brasil de 2010 e R$ 20 mil da FGF. Pela competição nacional, foi eliminado na primeira fase, pelo Paraná Clube. Empatou em casa no primeiro jogo por 1x1 e foi goleado de virada - 6x1 - na partida de volta.

    Também em 2010 participou da Recopa Sul Brasileira, representando o Rio Grande do Sul devido à recusa do Sport Club Internacional de participar como o campeão da Copa FGF.

    O Cerâmica sagrou-se campeão depois de derrotar o Brusque, de Santa Catarina, na final, por 1 a 0. Esse é o principal título do clube desde sua fundação.

     

    Internacional

     

    O Cerâmica Atlético Clube foi até Viamão em 12 de junho de 2014 para enfrentar a Seleção do Equador em um jogo histórico para o tricolor de Gravataí. Os equatorianos venceram pelo placar de 2 a 0, com gols de Ibarra e Rojas. A partida foi disputada no campo de treinamentos do Hotel Vila Ventura.

     

    A próxima:
    Décio Becker – a transição na Carlos Becker 

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