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    jeane bordignon

    Bandeira preta: o papo é muito sério

    por Jeane Bordignon | Publicada em 03/03/2021 às 12h23

    Hoje não vai ter foto na coluna. Só a cor que toma conta do mapa do RS e da maior parte do país. Mas parece que muita gente ainda não entendeu a gravidade da situação.

    Dá agonia de ver as notícias de festas e aglomerações. Só consigo pensar que as pessoas estão cada vez mais insensíveis.

    Com mais de 250 mil mortes por Covid no país, acho que não tem quem não conheça alguma vítima. E os hospitais seguem superlotados. Muitos mais vão morrer porque não há equipamento suficiente para entubar todos os casos graves. E também porque o número de pacientes está superando a capacidade de atendimento, porque os profissionais de saúde são humanos. Como conseguem festejar diante desse cenário?

    Hoje tive que ir ao centro buscar a receita de remédios controlados da minha mãe, e a clínica é ao lado do hospital de campanha. Nunca vi tão cheio. E gente do outro lado da rua esperando algo ou alguém. Passei por ali tensa.

    Hospital de campanha cheio e lojas fechadas. Os poucos comércios abertos (tirando mercados e farmácias), bloqueados por correntes ou faixas de isolamento, atendendo só na porta. O centro lembra um filme de distopia pós-apocalíptica. E mesmo assim, pessoas andam com máscara no queixo e param para conversar sem se importar, cuspindo perdigotos e talvez coronavírus. Vi essa cena nesta manhã, na Anápio Gomes.

    Hoje também está fazendo um ano que peguei o avião no Rio de Janeiro e voltei para Gravataí. Foi numa segunda-feira. Já haviam sido notificados os primeiros casos no país e se falava na possibilidade de lockdown. Tive apenas duas semanas para abraçar algumas pessoas queridas, ir à missa com meus pais. No dia 15 de março, meu segundo domingo aqui, foi nossa última saída, para a missa de Bodas de Rubi deles. Fomos já temendo o coronavírus, mas achei importante celebrar a data. Talvez eu estivesse com mais expectativa do que eles, porque estava muito feliz de podermos comemorar juntos.

    Desde o dia 16 de março, só saio para médicos, farmácia e compras necessárias. E não reclamo, porque tenho o privilégio de morar numa casa com pátio e jardim. As plantas aliviam o peso do confinamento forçado.

    Mas o coração tem ficado cada vez mais apertado com o agravamento da pandemia. Querendo a vacinação chegue logo na idade dos meus pais, mas ao mesmo tempo com medo da ida deles ao posto. Temendo pelo meu sobrinho que só tem três meses de vida e não pode tomar vacina, além de ser muito mais frágil do que um adulto.

    Realmente não entendo quem consegue viver como se a ameaça não existisse. E não estivesse cada vez maior, porque não há estrutura nem pessoal suficiente para a demanda de doentes. Reforçando dados publicados aqui no Seguinte: pelo Rafael Martinelli:

    “O governo Luiz Zaffalon e a Santa Casa abriram 67 leitos nos últimos 10 dias, mas os indicadores já mostram ocupação de 105% nas UTIs covid e de 242.4% nos leitos de internação covid.

    O Rio Grande do Sul vive o pior momento da pandemia e está com o sistema de saúde à beira do colapso: 97,8% das 2.762 vagas em UTIs estavam em uso nesta segunda-feira, mais da metade por pacientes com coronavírus, segundo dados do Palácio Piratini.”

    Não tem vaga no Becker e não adianta levar para Cachoeirinha, Porto Alegre ou outra cidade, porque não terá. Acho que o sistema já entrou em colapso.

    Sabem o que significa isso?

    Segundo o dicionário Priberam:

     

    co·lap·so

    (latim colapsus, -a, -um, particípio passado do verbo collabor, -labi, cair com, desabar, desfalecer)

    substantivo masculino

    1. [Medicina] Diminuição súbita e considerável da energia do cérebro e de todas as forças nervosas.

    2. [Medicina] Depressão ou achatamento de um órgão, de um canal ou de uma estrutura.

    3. [Botânica] Estado da flor ou folha que se fechou.

    4. Estado de decadência ou degradação (ex.: colapso financeiro). = RUÍNA

    6. Destruição ou derrocada de uma estrutura (ex.: o sismo provocou o colapso de muitos prédios).

     

    Ficou mais claro agora?

    Não se trata de dar um canetaço determinando cor de bandeira para a vida “voltar ao normal”. Muita gente não vai ter nem chance de voltar. Outros tantos terão que se adaptar às sequelas da Covid. E mesmo quem não teve a doença será como um sobrevivente de um território em guerra. Pode estar com o corpo inteiro, mas a cabeça nunca mais será a mesma.

    Será uma reconstrução lenta de toda a estrutura de um país, porque o colapso não é só na saúde, mas também na economia e na sociedade.

    Que possamos reconstruir um país melhor do que esse que está em escombros. Estarei ao lado daqueles que lutam pelo mesmo objetivo, esperando pelo dia em que possamos nos abraçar outra vez.

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