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    Volta às aulas

    Escolas estão sendo preparadas para retomada do ensino presencial a partir da próxima semana. Foto: Agência Brasil

    CANOAS | Escolas vão ter que notificar casos de Covid; como será o dia a dia da retomada

    por Rodrigo Becker | Publicada em 31/05/2021 às 15h41

    Cada escola poderá organizar o ensino híbrido de acordo com sua realidade, mas planos devem ser aprovados pela Secretaria de Educação. Não vai faltar EPIs, cuidados e distanciamento


    Com o calendário já organizado para retomada a partir de 7 de junho, as escolas na rede pública municipal de Canoas passam por adaptações para enfrentar a realidade da pandemia. A primeira delas é pedagógica: o ensino híbrido que veio ainda traz desafios. A segunda, organizacional: espaços e horários estão sendo repensados para garantir o adequado distanciamento e evitar o contágio pelo vírus.

     

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    De acordo com a secretária de Educação, Sônia Rosa, cada escola tem seu plano de contingência para controle do distanciamento, medidas de higiene e identificação de casos suspeitos de Covid-19 entre alunos e profissionais da educação. A retomada do ensino presencial de forma segura exige que esses planos funcionem. Sônia explica que as escolas tiveram liberdade construção desses planos, mas que todos devem ser validados pela secretaria.

    "As diretrizes para retomada foram dadas pela nossa equipe técnica. Agora é possível adequar à realidade da escola", conta.

    A Educação Infantil será a primeira a voltar ao ensino presencial a partir de dia 7 de junho. Somente terão acesso às escolas os alunos que os pais autorizarem o regresso por escrito. Essa etapa já foi informada aos responsáveis e as autorizações estão chegando. 

    O mesmo acontece com os primeiros anos do Ensino Fundamental, que retorna na semana seguinte, a partir de 14 de junho. "Uma parte dos alunos não vai regressar por decisão dos pais. Então, vamos garantir o distanciamento previsto pelas regras sanitárias e, se for preciso, o escalonamento", explica Sônia.

    Vai ser assim: as salas de aula tem, em média, 46m² de área útil. Nesse espaço, podem ser acomodados até 16 alunos. "Se a turma tem 30 matriculados e somente 16 forem autorizados a frequentar a aula pelas pais, então pode ter aula presencial todos os dias", adianta a secretária. "Se 26 autorizarem, por exemplo, daí faremos dois grupos. Cada grupo tem aula presencial por dois dias e, nos dois dias seguintes, o segundo grupo".

    Nos demais dias, ensino remoto.

    "Especialmente para a alfabetização, achamos que uma semana é muito tempo para o escalonamento e estamos sugerindo dois dias", destaca Sônia Rosa.

    A mesma regra vale para os anos finais do Ensino Fundamental, que retorma às atividades presenciais a partir do dia 21 de junho.

    Outra novidade discutida com as escolas é o fim de recreio para o ensino presencial e o turno de 3 horas para quem for à escola. "Serão três horas de aula na escola e uma em casa, de forma remota. Quem não for à escola, os pais deverão se responsabilizar para que seus filhos assistam o conteúdo remoto e façam as tarefas que serão entregues pelos professores".

    Hoje, grande parte das escolas adota apenas uma aula online por semana, com a distribuição de atividades através da plataforma Google for Education. As escolas podem optar por concentrar as aulas online em um único dia ou distribuí-las ao longo da semana, mas esse plano deve ter a aprovação da Secretaria de Educação.


    Espaços coletivos, entrada e EPIs

    Os espaços coletivos das escolas também terão de ser adaptados ao ensino no período de pandemia. Refeitórios somente poderão ser usados se puderem respeitar o distancimento de dois metros entre os alunos e funcionários. Caso contrário, os lanches devem ser servidos em sala de aula.

    O uso de máscara, como de resto em toda a cidade, é obrigatório. Os alunos autorizados pelos pais devem trazer o equipamento de casa. "Entregamos às direções uma quantidade de máscaras descartáveis para o caso de alguma emergência", revela a secretária.

    Todos que entrarem nas escolas terão a temperatura medida e, em caso de febre, serão orientados a voltarem para casa ou procurar atendimento médico. "As escolas terão salas de isolamento onde podem aguardar crianças ou profissionais que, durante as aulas, apresentarem sintomas típicos de Covid-19. Nesses casos, a Secretaria de Saúde será notificada, os pais informados e orientados a levá-los ao posto de saúde mais próximo".

     

     

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