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GRAVATAÍ, 22/06/2021

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    política

    Daniel Bordignon deixa o PDT após 5 anos

    Bordignon fala: PT, Lula, Dimas, Ávila e a ’incompatível história’ com Marco Alba e Bolsonaro

    por Rafael Martinelli | Publicada em 12/05/2021 às 16h44| Atualizada em 24/05/2021 às 15h37

    Daniel e Rosane Bordignon entregaram a desfiliação do PDT de Gravataí e divulgaram carta aberta com agradecimento ao partido, mas críticas ao MDB de Luiz Zaffalon e Marco Alba.

    Detalhei a polêmica sábado em Prev(s)idência: Anabel, Dila e PDT entram pela porta de Zaffa, os Bordignons saem por outra; Agora tudo é GreNal na política de Gravataí e em artigos anteriores como Já tem data saída dos Bordignons do PDT de Gravataí; Explodiram as ’pautas-bomba’Acerta Zaffa com a reforma da previdência de Gravataí; Uma ’pauta-bomba’ para muitos desarmarem e Ouroborus Gravataí: Cláudio Ávila, Bordignon e o que Lula tem a ver com isso.

    Siga a íntegra do texto e, abaixo, a entrevista feita nesta quarta-feira pelo Seguinte: com o popular ex-prefeito, que na eleição de 2020 não repetiu a fama de ‘Grande Eleitor’ com Anabel Lorenzi.

    Em outro artigo, analiso e trago bastidores.

     

    “...

    O ENCONTRO DE GERAÇÕES: LUTAR NO PRESENTE PARA CONSTRUIRMOS UM NOVO FUTURO PARA GRAVATAÍ

    Meu querido amigo e minha querida amiga gravataiense,

    Hoje, quero conversar contigo sobre o presente e o futuro da nossa cidade. A dramática situação que vivemos com a pandemia, sua consequente crise econômica, as dificuldades terríveis dos pequenos e médios empresários, e a árdua batalha dos trabalhadores empregados e desempregados exigem de cada um de nós mais do que palavras, requerem atitudes que apontem a um novo horizonte.

    Em 2024, finalmente estarei sem qualquer impedimento para contribuir com ações concretas, garantir novas conquistas e resgatar a esperança do povo da nossa amada cidade. Sem nenhuma margem de discussão sobre a validade dos votos, os gravataienses poderão exercer a sua livre consciência e liberdade de escolha, injustamente usurpadas pela imposição dos que não querem uma política que beneficie quem mais precisa.

    Gravataí está cansada do discurso da seleta e gananciosa elite que há dez anos domina o poder e o dinheiro do povo. Precisamos resgatar urgentemente o desenvolvimento social e econômico do município com prosperidade, emprego e distribuição de renda aos mais necessitados. Afinal, nossa luta sempre será pela garantia de que os gravataienses possam, todo santo dia, tomar café, almoçar, jantar, ter esperança e sonhos de uma vida melhor para a sua família e a nossa comunidade.

    Quero representar a voz daqueles que não têm vez no atual governo. Temos um longo caminho pela frente, mas a esperança de vermos novamente a Gravataí de todos e todas ganhará cada dia mais força. Tenho fé de que logo retomaremos a cidade para nossa gente; da GM conquistada no primeiro ano do meu governo; da dignidade na área da saúde com maciços investimentos; das políticas assistenciais e culturais; do esporte; da educação com ampliação e construção de mais de mil salas de aula; da autonomia dos educadores e da valorização de todos os servidores públicos!

    Para tudo isso acontecer, é necessário mudar o presente e construir um novo futuro. De hoje até março de 2024, trabalharei pela unidade de todos que querem uma cidade próspera, aproveitando o que é benéfico à sociedade e renovando ações e medidas que façam os cidadãos se sentirem de fato na quarta maior economia no Estado.

    Por isso, eu e a minha companheira de lutas e de vida, Rosane Massulo Bordignon, e os que se somarão conosco decidimos optar por trilharmos um novo caminho, que possibilite a retomada da política coletiva de realizações, conquistas e vitórias. Reconhecendo humildemente alguns equívocos e reparando-os através da minha experiência, me somo à energia da brava nova geração de gravataienses que luta e resiste contra o poderio dominante na cidade. Juntos, seremos capazes de enfrentar o MDB e seus comandantes, construindo uma frente unificada e democrática que de fato contemple e represente o povo.

    Estamos de volta contigo e com todos aqueles que querem ter o orgulho de viver em uma Gravataí digna. Também quero sensibilizar aqueles que estão aliados ao MDB de que existe outro caminho, democrático e participativo, para fazer o povo mais feliz, valorizado e respeitado.

    Será um encontro histórico da experiência com a nova geração, que faz das suas ações no presente a esperança de um futuro justo.

    Por fim, diante da construção necessária para vermos garantidos os direitos do povo de Gravataí e por estar aberto a discussões sobre os melhores caminhos e formas, não há como nesse momento iniciar o debate filiado a qualquer que seja o partido político, pois quero ouvir você, discutir contigo e decidir te ouvindo como sempre fiz.

    Assim, diante da responsabilidade que tenho no contexto ao qual me proponho, informo que, juntamente a minha esposa Rosane, estou me desligando do PDT e que, a partir de hoje, buscarei construir a união de todos que querem priorizar as pessoas e não apenas privilegiados amigos. Da mesma forma, ressalto que jamais me associei ou me associarei a governos sem políticas públicas voltadas ao conjunto da sociedade e que privilegiam os poderosos em detrimento dos que empreendem, trabalham, produzem, bem como dos que mais precisam.

    Agradeço ao PDT, partido histórico que me acolheu e contribuiu com a nossa vitória em 2016. Desejo sabedoria e sorte aos que ficam!

    “PER ASPERA AD ASTRA”

    ...”

     

    Seguinte: A saída tem mais relação com a aproximação do PDT com o governo Zaffa, ou com a falta de unidade partidária como oposição a ´pautas-bomba’, como a da Sogil e da previdência municipal?

    Bordignon – As duas coisas são conexas. As urnas nos colocaram na oposição e tanto eu, quanto Rosane, temos uma história que nos diferencia dos governos do MDB. Defendíamos uma outra linha para o partido. Também pesa muito a questão nacional, que é muito grave. Não concordo com os ataques de Ciro a Lula. Expomos nosso pensamento em nossa carta aberta.

     

    Seguinte: Mas uma aproximação com o governo Zaffa quase aconteceu na eleição para a Presidência da Câmara, articulada pelo vereador Dilamar Soares (PDT), que ao fim foi preterido como contei em artigos como Bomba na eleição para Presidência da Câmara de Gravataí!; É MarxDonalds, Caim e Abel, Alan presidente da Câmara de Gravataí; Reviravolta pode prejudicar Marco Alba e Zaffa? e Zaffa na Prefeitura, Patrícia na Assembleia, Alan na Câmara e Marco Alba na História de Gravataí; As posses.

    Bordignon – De minha parte não houve conversa alguma. De qualquer forma, a Câmara é independente nestes acordos. Na Assembleia Legislativa há divisão entre os maiores partidos. Em meus governos acordos para presidência do legislativo sempre incluíram os partidos de oposição. No primeiro governo o PDT e MDB participaram; no segundo também, até Marco Alba romper o acordo, da mesma forma que fez em 2012 na cassação da Rita (Sanco).

     

    Seguinte: Na carta aberta fazes críticas aos 10 anos de MDB. Mas nas urnas a vitória do sucessor de Marco Alba aconteceu por larga margem, mais do que os adversários somados. Não demonstra uma aprovação popular?

    Bordignon – Temos uma história política diferente do ex-prefeito. Marco Alba representa o autoritarismo de Bolsonaro em Gravataí. Coordenou a campanha no segundo turno. E, sobre realizações, um governo não poder ser medido apenas por obras eleitorais feitas onde bem quis o prefeito, sem consultar a população, e financiadas com R$ 100 milhões em empréstimos. Desafio Marco Alba a debater sobre nossas gestões, sobre as finanças de nossos governos. Fiz muito pela vida das pessoas, dos mais pobres, dos pequenos comerciantes, sem esquecer dos servidores. Nunca colaboramos com o discurso de ódio contra os professores, contra o funcionalismo. Teria feito mais se, como hoje, tivesse meio bilhão por ano entrando da GM, o que não ocorreu em meus governos, apesar de meu papel na vinda da montadora. Desafio a debater sobre tudo que mentem para me culpar: IPTU, previdência, Sogil... Mas o povo sabe. Ganhei a eleição em 2016 e só não pude assumir porque, naquelas obscuras circunstâncias que alguns conhecem, no meio do caminho apareceu um Napoleão (ministro que decretou a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito), que votou de um jeito no TSE e, horas depois, de outro no STJ. Enfim, eu e Marco Alba temos histórias políticas incompatíveis. É o ‘GreNal (da Aldeia)’ que tu chamas, né? Que lado achas que ficaremos eu e ele, ano que vem, na luta contra o fascismo em um momento gravíssimo para o Brasil, no qual se Bolsonaro for reeleito estaremos ainda mais à mercê de um golpe de estado?

     

    Seguinte: Acreditas então que, em um segundo turno entre Lula e Bolsonaro, estarias com Lula e Marco Alba com Bolsonaro?

    Bordignon – Pergunte a ele e ao Zaffalon, porque não tenho dúvidas. Eu estarei, desde o primeiro turno, ao lado da democracia. Em 90, na eleição para o governo do Estado, ficaram brabos comigo no PT porque botei adesivo do Collares no peito e fui fazer campanha com uma Brasília que tinha. Para mim era uma escolha obvia, entre um político popular e o Marchezan, que era o candidato do Collor.

     

    Seguinte: Na carta aberta falas em “encontro de gerações” na formação de uma frente de oposição em Gravataí. Quem são representantes desse “novo”? Um é o vereador Cláudio Ávila, líder da bancada do PSD e que foi seu vice em 2016? O outro é Dimas Costa, que foi segundo colocado na eleição de 2020 também pelo PSD?

    Bordignon – Falo no geral, dos jovens, das pessoas que podem fazer política com a gente, mas certamente dos dois. Ávila é um amigo, mas cada um tem sua autonomia; e Dimas, o PSD e os vereadores, tem que estar conosco em uma frente democrática de oposição. Em 2020, mais uma vez o MDB venceu a eleição porque estávamos divididos.

     

    Seguinte: Está sendo articulado acordo para que apoies Dimas a deputado estadual em 2022 e tenha o apoio dele a uma candidatura tua a prefeito em 2024, com a articulação de Ávila, que seria então teu vice numa reedição da chapa de 2016?

    Dimas – O que garanto é que não haverá beligerância em relação a uma candidatura do Dimas. A eleição dele é muito importante para a cidade e para uma vitória da oposição em 2024. Não sou candidato a nada em 2022 e estou me colocando à disposição para formarmos uma frente democrática de oposição ao MDB.

     

    Seguinte: Mas, em 2024, és candidato a prefeito?

    Bordignon – Posso ser candidato a prefeito, a vice, a vereador, ou a nada, se isso ajudar. Não terei nenhum impedimento judicial. Mas todos sabem a injustiça pela qual passei. Seria eleito em 2008 e fui eleito em 2016, mas não pude assumir por contratos emergenciais de professores e médicos. Isso sem jamais responder por corrupção. Nunca precisei devolver dinheiro. Sofro, sim, as consequências de escolhas políticas que fiz. Sobre 2024, ninguém sabe se estará vivo amanhã. Na política, também. Em Gravataí já decretaram a morte de Abílio, de Mota, para alguns o Lula estava morto, mas a política tem seu tempo.

     

    Seguinte: Na carta observo referência a uma fala de Lula, no trecho “para que todo santo dia os gravataienses possam tomar café, almoçar e jantar”. E o provérbio latino que citas no final do texto pode ser traduzido por “através das dificuldades, para as estrelas”. Bordignon está recolocando a estrela no peito e voltando para casa?

    Bordignon – (risos) Pode ser. Mas isso também depende do PT. Neste momento trabalho por uma frente de oposição em Gravataí e pela reconstrução da democracia com Lula em 2022.

     

    Seguinte: É um arrependimento ter saído do PT?

    Bordignon – Foram circunstâncias especiais. Mas nunca ataquei o PT. É um partido que merece todo respeito na História do Brasil. Sigo com os mesmos princípios de quatro décadas, de quando ajudei a construir o que se chamava “Por Um Partido dos Trabalhadores”, de dirigente estadual do Cpers e de estar sempre na luta pelos mais pobres.

     

    Seguinte: O PSD, então, não é uma opção?

    Bordignon – Hoje não. Apesar do partido conversar com Lula, ainda tem cargos no governo Bolsonaro. Não tenho pressa. Não sou candidato em 2022. Posso me filiar até 5 de abril de 2024.

     

    Seguinte: Em 2018 antecipaste o ‘risco Bolsonaro’. Quais tuas projeções para as próximas eleições?

    Bordignon – “Ai daqueles que não reconhecem os sinais dos tempos”, dizia Jesus. Acredito em um novo tempo, nem a um extremo, nem a outro, da mesma forma como sempre me comportei em minha vida política.

     

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