notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 18/09/2021

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    política

    Luiz Zaffalon em obra em adutora da Corsan na antiga ponte do Parque dos Anjos

    Gravataí e Cachoeirinha podem ter sua própria ’Corsan’; 4 bi torrados para o selo ’liberal do ano’ de Leite?

    por Rafael Martinelli | Publicada em 04/08/2021 às 12h15| Atualizada em 14/08/2021 às 12h36

    Nada a ver com lado na ferradura ideológica, e ser a favor ou contra privatização, mas a adesão de Gravataí à provável venda da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) não é uma certeza. O prefeito Luiz Zaffalon (MDB) contratou um escritório de advocacia para avaliar a participação da Prefeitura na privatização da estatal.

    Até a criação de uma empresa pública de água e esgoto, em parceria com Cachoeirinha, está entre as possibilidades para tentar tirar o município do rodapé do saneamento.

    A ‘pauta-bomba’ é que, se o sistema integrado Gravataí-Cachoeirinha escorrer dessa ‘mina de água’, será um desastre para o negócio que é obsessão do governador – e o fez reconhecer até que ‘mudou a verdade’ que cometeu durante a campanha eleitoral, quando garantiu que a estatal não seria vendida.

    É um negócio que pode até ser bom eleitoralmente para Eduardo Leite (PSDB), mas fará sumir R$ 4 bilhões do investimento direto em saneamento.

    Explico a conta gotas.

    Zaffa garante ter a segurança de que a parceria público-privada (PPP) de R$ 1,77 bilhão assinada no governo Marco Alba (MDB), com investimentos já em curso na região, não pode ser desfeita pela privatização.

    – A PPP se tornará uma parceria ‘privada-privada’ – explica, considerando inevitável a venda devido à legislação “claramente privatista” aprovada em 2020 no novo marco regulatório do saneamento, que obriga estados a, até 31 de dezembro de 2033, terem água universalizada e esgoto para 90% da população.

    – Para todo Rio Grande do Sul seria preciso R$ 10 bilhões. O que a Corsan não tem.

    A PPP firmada com o consórcio Ambiental Metrosul, que pertence ao Grupo Aegea Saneamento, cobre ‘apenas’ a Região Metropolitana, mas que é onde jorra o dinheiro.

    Com o chamado subsídio cruzado, os contratos com as 9 prefeituras (Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada, Canoas, Eldorado do Sul, Esteio, Guaíba, Sapucaia do Sul e Viamão), que correspondem a 1,5 milhão de habitantes, sustentam municípios menores do RS que não tem sistemas próprios, como Porto Alegre, Caxias e Novo Hamburgo.

    É o tamanho de Gravataí, a segunda em população e contribuintes na PPP, que faz com que Zaffa tenha contratado um escritório especializado na área para rediscutir o contrato.

    No atual formato a Corsan concedeu a operação para a iniciativa privada, mas é como se fosse o ‘CEO’ da PPP, tendo o parceiro privado e prefeituras com ‘sócios’ no conselho gestor, quem hoje tem como representantes de Gravataí o prefeito e o secretário de Obras Paulão Martins.

    Salvo engano, com a privatização as empresas negociariam diretamente entre si. Às prefeituras caberia recorrer à justiça caso as tarifas explodissem ou os serviços não fossem prestados.

    – Temos até 31 de março de 2022 para decidir. Imagina que baita empresa seria Gravataí e Cachoeirinha, que tem o sistema integrado? – instiga Zaffa, com a experiência de gestor da Corsan no governo Yeda Crusius, quando mexeu com R$ 4 bilhões em investimentos do PAC do Saneamento.

    Fato é que a privatização ainda é um negócio-tabu, onde reputo certezas corresponderiam aos 14% de cobertura de saneamento em Gravataí, e dúvidas jorram como os 50% de água perdida em relação à produzida pela Corsan.

    Segundo a Associação dos Engenheiros da Corsan (AECO) o Estado abrirá mão de R$ 4 bilhões em investimentos diretos no saneamento com a privatização.

    Conforme estudo enviado ao Seguinte:, o valor estimado com a venda da estatal poderia ser captado no mercado por meio de PPPs e investido diretamente no tratamento de esgoto. Com a privatização é uma dinheiroduto que pode ser torrado no caixa único do Estado para pagar dívidas e folha salarial.

    – O que o governo quer fazer é caixa com uma empresa que dá retorno para o Estado, bem diferente da CEEE. Além disso, vai deixar municípios menores desassistidos na área de abastecimento de água e tratamento de esgoto. Depois, esses municípios que não são atrativos financeiramente para a iniciativa privada ficarão como? – questiona o diretor da AECO, Eduardo Carvalho.

    Conforme dados da AECO, a Corsan apresenta um lucro líquido em torno de R$ 300 milhões por ano, dos quais 25% vão para o caixa do RS, cerca de R$ 70 milhões por ano.

    – O Governo não está pensando no longo prazo. Está pensando somente em um espaço de tempo de quatro anos e com viés eleitoreiro. Quer difundir uma marca privatista e de modernidade. Todavia, no caso do saneamento, a conta simplesmente não fecha – alerta.

    A conta a que se refere o dirigente leva em consideração que apenas 70 municípios são viáveis economicamente para uma Corsan privada. Isto é, são cidades que possuem consumidores suficientes para suportar uma tarifa adequada e garantir a taxa de retorno para o investimento. Assim, mais de 250 municípios poderão ficar sem atendimento de saneamento caso a Corsan seja privatizada, pois simplesmente não é viável economicamente diante do investimento necessário.

    – Corremos o risco de a Corsan ser privatizada, perder os R$ 4 bilhões que podem ser captados por PPPs, e depois o Estado ter criar outra estatal só para atender esses municípios que ficaram sem o saneamento. Aí sim ficará ainda pior – diz Carvalho, da AECO, que lembra ter sido o ocorrido no Tocantins, onde os 40 maiores municípios estão com a empresa privada e os demais, que não são rentáveis economicamente, voltaram a demandar o estado no saneamento.

    A Corsan, atualmente, atende dois terços dos municípios do Rio Grande do Sul, totalizando 317 cidades. Desses, pouco mais de 20% geram retorno financeiro e, por isso, através do subsídio cruzado concentrado na Corsan (pública) sustentam o serviço de saneamento em cidades menores.

    Sem Porto Alegre, Gravataí e Cachoeirinha – caso Zaffa e Miki Breier resolvam gerir sua própria água e esgoto – a privatização pode dar o selo de ‘liberal do ano’ para Eduardo Leite, e fechar as contas gaúchas do dia para a noite, mas em longo prazo vender ouro e deixar como herança os tolos.

    Alguém vai ter que levar água e esgoto para Ipiranga do Sul, não só para a gigante Canoas.

    Ao fim, se boa parte da Assembleia Legislativa está, politicamente falando, ‘no bolso’ do governador, a deputada de Gravataí Patrícia Alba está atenta à ‘pauta-bomba’ sem compromisso com o governo. Com um olho na aldeia, outro no estado.

     

    LEIA TAMBÉM

    Privatização da Corsan: Patrícia Alba ’pega na mentira’ o governador; Deputada de Gravataí vota contra ’Pix ilimitado’ para vender a estatal

    Sem água e sem esgoto Gravataí segue entre piores do Brasil; Zaffa apoia privatizar Corsan

    Falta de água e esgoto em Gravataí: Corsan anuncia meio bilhão e reservatório nas Moradas; Grito de Zaffa deu resultado

    A esperança para acabar a falta de água e tirar Gravataí do rodapé do saneamento; assista

    Como tirar Gravataí do rodapé do saneamento

    Um outro lado da PPP da Corsan; uma GM para Gravataí

    • coronavírus
      Parabéns, Gravataí e Cachoeirinha, por vacinar adolescentes; O negacionismo homicida de Bolsonaro
      por Rafael Martinelli
    • política
      Como tirar o Centro de Gravataí dos anos 70; Uma charla farroupilha com Zaffa
      por Rafael Martinelli
    • política
      Chamou de ladrão o Miki processa; O corrupto da mesa do lado
      por Rafael Martinelli
    • política
      Gravataí pode receber ’uma nova Emergência do Becker’ após calote milionário
      por Rafael Martinelli
    • política
      Vereadores de Gravataí vão decidir sobre fim das carroças e vida melhor para carroceiros; O açoite da verdade
      por Rafael Martinelli
    • negócios
      Como a GM vai ajudar até a lojinha do Zaffa em Gravataí
      por Rafael Martinelli
    • coronavírus
      Líder da vacina, Gravataí começa a aplicar terceira dose contra covid; A noite escura dos pobres e as estrelas da noite
      por Rafael Martinelli
    • política
      Onde estarão políticos de Gravataí após fracasso do ’nem-nem’ deste domingo? O ’ex e o futuro presidiário’
      por Rafael Martinelli
    • coronavírus
      Miki acerta ao ’obrigar’ funcionalismo a vacinar contra covid em Cachoeirinha; Os 25 mil covidiotas
      por Rafael Martinelli
    • política
      Crise no transporte: Zaffa, Miki e prefeitos querem fundo estadual para subsidiar Sogil, Transcal e empresas de ônibus da da Grande Porto Alegre; Na União, Bolsonaro vetou
      por Rafael Martinelli
    • política
      Golpe do Pica-Pau-Amarelo: Bolsonaro não me faz de trouxa; O abusador sempre pede desculpas
      por Rafael Martinelli
    • política
      A foto P&B do golpe: caminhoneiros protestam na ERS-118 em Gravataí; O ’MST do bolsonarismo’
      por Rafael Martinelli
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    [email protected]

    Roberto Gomes | DIRETOR | [email protected]
    Rafael Martinelli | EDITOR | [email protected]
    Cristiano Abreu | EDITOR | [email protected]
    Guilherme Klamt | EDITOR | [email protected]
    Rodrigo Becker | EDITOR | [email protected]
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.