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GRAVATAÍ, 04/08/2021

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    política

    Sessão da Câmara de Vereadores de Gravataí de 2011 | Foto ARQUIVO

    A cassação de Miki e a ’maldição do golpeachment’ de Gravataí

    por Rafael Martinelli | Publicada em 08/07/2021 às 12h33| Atualizada em 24/07/2021 às 10h42

    A História, com H maiúsculo, serve de alerta para os vereadores obcecados por cassar o prefeito Miki Breier (PSB) e o vice Maurício Medeiros (MDB) para tomar a Prefeitura de Cachoeirinha de assalto. Em Gravataí o impeachment que vitimou Rita Sanco (PT) e Cristiano Kingeski (PT) em 2011 resta envolto em uma ‘maldição política’.

    Sei o assunto é um tabu, porque sem correlação direta envolve famílias que perderam entes queridos, mas como jornalismo é dar nome às coisas arrisco a incompreensão ao lembrar como praticamente todos os envolvidos no golpeachment morreram politicamente.

    Antes de tratar das ‘mortes políticas’, e de como golpes arrastam políticos do governo ou da oposição de turno, recordo o infeliz acaso.

    Em 2011, às vésperas da votação do impeachment, o vereador Bernando Nunes, cujo DEM orientava pelo voto a favor da cassação, não resistiu a um agressivo câncer.

    Nos últimos 10 anos, também faleceram Acimar da Silva (MDB), prefeito eleito indiretamente pelos vereadores e assassinado em um assalto; Nadir Rocha (MDB), que era o presidente da Câmara e foi vítima de um enfarto; Cau Dias (PSB), também por câncer; e Roberto Andrade (PP) em consequência da COVID-19.

    Dr. Levi (Republicanos), hoje um dos ‘sobreviventes políticos’ por ter sido eleito vice-prefeito de Luiz Zaffalon (MDB) em 2020, quase perdeu a vida ao cair do segundo andar em um acidente dentro do comitê de sua candidatura a prefeito em 2016, quando ficou em quarto lugar – o último dos primeiros, entre os principais candidatos.

    Outro ‘sobrevivente político’, sem voto à época, mas advogado autor do pedido de impeachment, é Cláudio Ávila (PSD), em 2020 eleito vereador. Não sem antes ter sido impugnado após ter vencido a eleição de 2016 como vice de Daniel Bordignon (PDT).

    Nas ‘mortes políticas’, Dario Bhlem (DEM), que assumiu no lugar do falecido Bernardo e votou a favor do impeachment de Rita não mais foi eleito. Zilon Espíndola (MDB), que substituiu Nadir, que não pode votar porque assumiria como prefeito interino, também não. O mesmo aconteceu com Márcio Souza (PV), Ricardo Canabarro (PV) e Vail Correa (PTB).

    Anabel Lorenzi (PSB), ex-esposa de Miki, ironia do destino com o apoio dele, votou pela cassação de Rita, concorreu por quatro vezes, entre eleições para deputada e prefeita, e também não teve sucesso.

    A ‘maldição’ não poupou os vereadores governistas da época. Os petistas Tânia Ferreira, Carlito Nicolait, Airton Leal e Carlinhos Medeiros (que também quase perdeu a vida em um acidente automobilístico) votaram contra o golpe, mas, apesar das tentativas, hoje não ocupam mandatos eletivos.

    Fato é que, para além da imponderabilidade da morte, que, reforço, não tem relação com a política, golpes arrastam políticos, do governo ou oposição de turno. O impeachment de Dilma Rousseff comprova nacionalmente, já que Cunhas, Jucás, Geddels e Temers estão sem mandato, processados ou presos. 

    Na relação com Cachoeirinha, o ex-prefeito José Stédile (PSB) votou pelo impeachment em 2015 e não foi reeleito deputado federal.

    Ao fim, refirmo: peço escusas antecipando uma provável incompreensão com este artigo, mas, pela força do inusitado, registro nos anais da nossa história esses acontecimentos que são assunto corrente nos bastidores políticos quando se fala em golpeachment.

    Na aldeia, no mínimo foi vibe ruim.

     

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