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GRAVATAÍ, 04/08/2021

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    negócios

    GM de Gravataí | Foto ARQUIVO

    Os milhões que Gravataí já perdeu com a GM parada; Aguente firme, Dominic!

    por Rafael Martinelli | Publicada em 18/06/2021 às 19h09| Atualizada em 28/06/2021 às 14h11

    Gravataí já perdeu, nas projeções para os próximos dois anos, pelo menos R$ 50 milhões com as paralisações do complexo automotivo da GM devido ao contágio da pandemia. A retomada da produção foi adiada novamente, de julho para 3 de agosto e, agora, 16 de agosto. E apenas para o primeiro turno. Ainda não há definições sobre o segundo e o terceiro turnos.

    Se em 2020 as paradas aconteceram devido às restrições da COVID-19, o motivo alegado para a paralisação total desde março é a falta de peças. Em especial, semicondutores, cuja escassez também já paralisou indústrias de veículos da Chevrolet em outros países. São os mesmos usados em aparelhos de celular, por exemplo.

    Em 2021, o terceiro turno nunca voltou. Em uma média, o complexo automotivo que tem 5 mil funcionários incluindo sistemistas, ficou completamente parado por 10 meses.

    Como tratei em GM parada, Onix perde liderança e Gravataí dinheiro; ’É a pandemia, estúpido’!, a conta da tragédia é que cada mês com a montadora parada corresponda a R$ 5 milhões perdidos por Gravataí. Em 10 meses, já seriam R$ 50 milhões, com efeito nos próximos dois anos. Isso corresponde a 40% dos R$ 200 milhões recebidos de todos os impostos recolhidos pelo município.

    Como reportei em abril em GM parada, Onix perde liderança e Gravataí dinheiro; ’É a pandemia, estúpido’!, a suspensão na produção fez com que o Onix, produzido em Gravataí, perdesse  para o Fiat Strada a liderança de vendas que comemorava desde 2015. O Onix também perdeu a liderança no ranking sem veículos maiores, como picapes, para o HB20, da Hyundai.

    Ao fim, amplio a lembrança de “1933 não foi um ano bom”, de Fante, que citei em março quando a GM parou a produção completamente.

    O protagonista falava consigo mesmo:

    – Foi um inverno ruim. Uma noite, arrastando-me para casa na neve infernal, os dedos dos pés ardendo, as orelhas em fogo, a neve rodopiando ao meu redor um bando de pássaros irados, estaquei no meio do caminho. Era chegada hora de fazer um balanço. Com bom ou mau tempo, certas forças no mundo estavam em ação tentando me destruir. Aguente firme, Dominic Molise!

    Fato é que 2021, sem socorro federal, já é pior do que 2020, e 2022 pode ser pior ainda, mesmo que a pandemia termine amanhã – assim como nossas tristezas.

    Um milagre que não aconteceu para Dominic que, frente às impossibilidades da vida humana, escolhia entre seu sonho dourado e uma pequena existência que lhe era insuportável.

    Com o perdão deste humor ‘de segunda-feira’, numa noite de sexta: quando teremos um ano bom?

     

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