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    3º Neurônio | ideias

    Ex-ministro Eduardo Pazuello e o empresário Carlos Wizard

    Wizard é o primeiro dos empresários que vai ter que explicar os 500 mil mortos

    por Carlos Wagner | Histórias Mal Contadas | Publicada em 21/06/2021 às 15h14

    O que está acontecendo com o empresário Carlos Wizard, 64 anos, deixou os seus colegas com as “barbas de molho”, um dito popular que significa de sobreaviso. Wizard tornou-se investigado na Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado da Covid-19, a CPI da Covid, e terá que explicar para os senadores qual a sua responsabilidade nos 500 mil brasileiros mortos pelo vírus. No ano passado ele foi secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde e foi dele a sugestão de “recontar os mortos” pela pandemia. A sugestão causou revolta entre os parentes dos mortos e ele pediu desculpas. Os senadores estão interessados em esclarecer a participação do empresário no “gabinete paralelo”. Ele aconselhava o ex-ministro da Saúde e general-de-divisão da ativa do Exército Eduardo Pazuello sobre a Covid. Pazuello foi figura chave na montagem da estratégia do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no combate ao vírus. O general tornou o negacionismo do presidente da República em relação ao poder de contágio e de letalidade do vírus em política de governo.

    O depoimento de Wizard na CPI estava marcado para quinta-feira (17/06). Não compareceu alegado que está nos Estados Unidos acompanhando um familiar doente. Assim que voltar ao Brasil terá o passaporte apreendido e será “conduzido coercitivamente” para depor na CPI – a história toda está na internet. É sobre isso que vou conversar com os meus colegas e leitores. O que os senadores querem que Wizard explique? Por todos os depoimentos e documentos que já desfilaram pela CPI, a ideia geral hoje é que o governo federal praticou uma série de políticas propositadamente com o objetivo de atrasar a compra de vacinas e insistir no uso de drogas como a cloroquina, sem eficácia contra o vírus. Além de ter sido relapso em outras questões, com a falta de oxigênio hospitalar em Manaus (AM) e no interior do Pará, que matou por asfixia dezenas de pacientes. O resultado é o que conhecemos hoje: mais de meio milhão de mortos. Wizard terá que explicar qual a sua participação nesse episódio. Aqui é bom que os colegas que trabalham pelo interior do Brasil, portanto com carência de estrutura e outros problemas, fiquem atentos para o seguinte: o empresário não vai depor sobre as suas convicções políticas ou falcatruas de desvio de verbas. Não, ele vai explicar a sua participação na montagem de uma política de combate à pandemia que propositadamente escolheu caminhos que levaram ao atual desastre. Wizard sabia que estava ajudando na montagem de um sistema que é acusado pela morte de 500 mil pessoas? O seu currículo, disponível na internet, aponta em outra direção. Ele é uma pessoa religiosa, seguidor da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Filho de um caminhoneiro e uma costureira, em Curitiba (PR), soube aproveitar as oportunidades que conseguiu com estudo e dedicação e se tornou um empresário bem-sucedido. É o resumo da história da vida dele disponível na internet.

    Então? Como uma pessoa com o perfil de Wizard se envolve na montagem de um sistema como esse que é chamado de genocida? Vamos descobrir quando ele depor. Recomendo aos colegas repórteres que pesquisem os arquivos do Julgamento de Nuremberg. Logo depois de terminar a Segunda Guerra Mundial, os Aliados julgaram os líderes nazistas da Alemanha com o objetivo de prender e executar os criminosos de guerra e de entender como pessoas consideradas normais puderam apoiar a política genocida dos nazistas. Baseados nos depoimentos dados nos tribunais há relatos interessantes dos empresários alemães que financiaram os nazistas. Tenho dito que, cada dia que passa, a CPI da Covid mais se parece com Nuremberg.

    Disse na abertura do texto que os colegas empresários de Wizard que se envolveram com o governo Bolsonaro “colocaram as barbas de molho”. Por quê? Já disse que a Constituição assegura o direito de qualquer pessoa a defender a bandeira política que bem entender. Mas a questão é outra: trata-se de buscar os responsáveis pela morte de 500 mil pessoas. É outro assunto. Esses empresários representam marcas de produtos. E a política do governo Bolsonaro na questão da pandemia é considerada genocida. Há pesquisadores já admitindo que o Brasil pode chegar a 1 milhão de mortos pela Covid. E pelo que já conhecemos, o grande responsável por toda essa lambança é o negacionismo do presidente da República. Os empresários que apoiaram e comemoraram a vitória de Bolsonaro calaram na hora que foi montada a máquina de causou a morte de 500 mil pessoas. Calaram porque não sabiam o que estava acontecendo? Vão ter que responder a essa pergunta. Tenho dito que o governo Bolsonaro não pode ser atacado pelo fato de ser de direita. Defender os valores da Ditadura Militar e ser formado por grupos exóticos, como nazistas, terraplanistas, ocultistas e outros. Na sua campanha eleitoral ele disse que faria isso. Aliás, durante os seus 30 anos como deputado federal pelo Rio de Janeiro, sempre afirmou que faria isso. O que ele não disse é que apostaria contra a ciência.

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