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    crise do coronavírus

    A volta às aulas presenciais e o empírico ’não, por enquanto’ da Prefeitura. As coisas são diferentes na política de Viamão

    por Cristiano Abreu | Publicada em 08/09/2020 às 20h05

    Por dever de ofício, assisti à entrevista coletiva realizada pela Prefeitura de Alvorada nesta manhã (8) sobre a volta às aulas. Por 20 minutos, as secretárias da Educação e da Saúde, Ana Brunetta e Neusa Abruzzi, e o Prefeito Appolo (MDB) apresentaram números, planejamento, detalharam pesquisa realizada com pais, responderam perguntas da comunidade e foram categóricos: as aulas não serão retomadas em 2020.

    Por lá, só a Educação Infantil tem apoio para a volta. A Prefeitura apresentou pesquisa com pais e responsáveis pelos estudantes, e o resultado é esmagador: mais de 90% favoráveis em manter as crianças em casa.

    - Como essa é uma gestão compartilhada, deve ser feita ouvindo a comunidade, as secretarias e o prefeito - avisa Ana Brunetta.

    - Vamos pecar, talvez pelo excesso, mas vamos preservar a vida do nosso povo - emendou Appolo.

    Atitude republicana, transparente, responsável. Coisa de gente grande.

    Sabendo da reunião desta terça-feira entre o prefeito de Viamão Nadim Harfouche (PSL), o secretário de Saúde Glazileu Aragonês, da Educação Belini Romanzini, o Comitê de Operações de Emergência em Saúde (COE) e outras autoridades para discussão do mesmo tema, fui atrás das definições locais. Questionei à Comunicação Social:

    - Sobre o planejamento de Viamão

    - Se os pais, alunos ou professores foram ouvidos

    - Qual posição das secretarias presentes, se pelo retorno ainda neste ano, ou não.

    - Que estudos estão sendo feitos pela administração do município

    Olhas a resposta ao Diário de Viamão/Seguinte:

    "A reunião realizada hoje pela manhã estiveram presentes o COE, Secretaria de Saúde, de Educação e PGM. Como Viamão voltou para a bandeira vermelha, não há como voltar as (SIC) aulas, visto que é preciso duas semanas de bandeira laranja para flexibilizar. Mesmo que isso fosse uma realidade, o entendimento do Prefeito Nadim e do Secretário Belini é de seguir as orientações do Comitê, que por enquanto não acha viável retornar as aulas presenciais, por não haver um controle da circulação do vírus."

    Concordo com a decisão, porém acho pouco. O tema é complexo, o ano está acabando, os pais e educadores estão desorientados. A tal bandeira laranja, o abre tudo, já já vem aí. E será preciso adotar uma medida calçada em mais do que conhecimento empírico.
    A sensação é de que o tema será empurrado com a barriga enquanto o Estado manter a classificação de distanciamento social no vermelho. Mas o "não, por enquanto" estará longe de bastar em breve.

    Tudo é muito difícil e parece ser mais complexo em Viamão. Não é uma crítica focada na gestão interina de Nadim, mas comparando as prefeituras da região metropolitana, ficam nítidas as agruras da antiga capital gaúcha.

    Alvorada compartilha de muitas das dores de Viamão. Ambas são pobres, carentes, subdesenvolvidas e abrigam mais de 200 mil moradores. Contudo, na política, mesmo longe de ser o modelo perfeito, a vizinha que derivou de nossas terras está a léguas de nós.

    Em Alvorada, Cachoeirinha, Canoas ou Gravataí, as informações são públicas, os prefeitos falam, mostram os rostos (há pouco tempo, antes de parar na UTI com a COVID-19, Appolo cometeu um "sincericídio" de repercussão estadual sobre a reabertura do comércio). O que quero dizer com isso? Os gestores da região erram, mas estão culturalmente acostumados. Se portam no tamanho... agem conforme a liturgia de seus cargos.

    Não é de hoje que a política de Viamão é assim. Conheço alguns dos agentes públicos (antigos e atuais) desde 2012. Independente da sigla partidária, fazem da Câmara e da Prefeitura seus bunkers, tentam blindagem no silêncio. Isolam-se em suas convicções e conchavos, não aceitam críticas. Ignoram o trabalho da Imprensa, enxergam conspirações fictícias. Não escutam o povo.

    Esse é o modus operandi da política de Viamão. Um sistema hermeticamente fechado, impermeável, à prova de novas ideias e retroalimentado para cooptar os que vão chegando.

    Pobre povo...

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