notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 15/11/2018

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    na copa

    Jairão apita os jogos da várzea de Gravataí há 20 anos | GUILHERME KLAMT

    COM VÍDEO | Para o Jairão, foi pênalti sim, senhor

    por Eduardo Torres | Edição de Imagens Guilherme Klamt | Publicada em 22/06/2018 às 16h37| Atualizada em 06/07/2018 às 20h29

    — É pênalti!

    Com convicção, Jairo César Barbosa Alves, o Jairão, 46 anos, gritou, antes mesmo que trinasse o apito do holandês Björn Kuipers. Pois o árbitro de Brasil e Costa Rica, aos 32 minutos do segundo tempo, também teve segurança para apontar a marca da cal. Era pênalti em Neymar, mas...
    Depois da estreia brasileira na Copa do Mundo, quando, além do empate com a Suíça, a arbitragem não agradou nem um pouco aos brasileiros, a torcida e a imprensa lohgo pediram: o VAR. Pois o Seguinte: tratou logo de se prevenir para acompanhar a segunda partida do Brasil na Rússia. Jairão, com 20 anos de apito na várzea de Gravataí e ns categorias de base do futebol gaúcho, foi, do sofá de casa, no bairro Rubem Berta, zona norte de Porto Alegre, o nosso VAR nos 90 minutos. E, por muito pouco, a arbitragem não foi novamente o centro das atenções de mais um jogo dos comandados de Tite no mundial.

    Somente aos 90 minutos Phillipe Coutinho aproveitou a sobra na área para marcar, de primeira, e de bico, o primeiro gol da vitória brasileira. Aos 51, Neymar completou os 2 a 0.

    Mas e aquele pênalti? Depois de marcado pelo holandês, foi para revisão de vídeo. Minutos depois, a conclusão foi de que não houve penalidade. Para o pessoal da FIFA, Neymar se jogou.

     

     

    — Às vezes é melhor trabalhar no apito na várzea, sem esse monte de câmeras que acabam deixando o árbitro nervoso. Sempre fica aquela pergunta se está certo ou errado. Neste lance, eu apontei o que vi no primeiro momento. Assim é que se decide na várzea. Não tem espaço para dúvida. Ou decide na hora, ou apanha mesmo — conta o Jairão.

    Por isso, sempre antes de cada jogo em que atua, o experiente árbitro avisa aos bandeiras: 

    — Se ver alguma coisa que eu não vi, grita. Mas dentro da área, a decisão é do juiz.

    A convicção de árbitro acostumado à pressão dos alambrados já custou até mesmo um dente ao Jairão. Foi em 2007, quando ele estava atuando como bandeirinha em uma decisão entre Cedrense e Caveirense. Ele marcou impedimento, e o árbitro confirmou. Indignado, o jogador partiu para cima. Jairão foi proteger o homem do apito e... 

    — Perdi um dos dentes da minha prótese. Na várzea não tem esse negócio de VAR, é vrau mesmo — brinca.

    Na manhã desta sexta, os cartões vermelhos e amarelos, o apito e as bandeirinhas do Jairo estavam bem guardados. Para assistir a Seleção Brasileira, ele estava munido de café, cuca e pizza caseira. Era um primeiro tempo outra vez arrastado dos brasileiros. O árbitro, pelo menos, agradou ao nosso VAR.

    — Ele não deixa os caras se criarem. Está sempre em cima do lance, quando apita, o jogador vaiu reclamar e ele já está ali. É desse jeito que eu apito também, não gosto de usar cartão — garante.

    Na partida de São Petersburgo, os cartões só foram aparecer nos minutos finais. O Jairão, que não gosta de usar deste artifício para proteger a arbitragem, guarda em casa aqueles cartões que ele considera históricos. Todos meio rasgados, emendados com durex, mas com lembranças da carreira dele. 

     

    Leia também:

    COM VÍDEO | O balão da Costa Rica em Gravataí

    COM VÍDEO | O craque do Brasil que jogou no Cerâmica

    COM VÍDEO | Bem vindos à Suíça. A nossa Suíça

    Deu sono na estreia do Brasil e do Miguel

     

    Jairão, quando não está nos campos, é padeiro e confeiteiro. Atualmente está desempregado. Para manter a forma e seguir na elite dos árbitros da várzea, caminha e corre 30 minutos diários pela manhã e ao anoitecer. Já faz uns oito anos que diz que vai abandonar o apito. Mas, quando resolve frequentar os campos, desiste.

    — Eu vejo que ainda estou melhor que muita gente.

    O primeiro pitaco do nosso VAR aconteceu aos 25 minutos de jogo. Gabriel Jesus até chutou para o gol e começou a comemoração. Ele não se empolgou no sofá.

    — Impedido — decretou.

    E a imagem da televisão prontamente mostrou o auxiliar com a bandeira erguida.

    Aos 37, o atacante costarriquenho acertou Tiago Silva. O Jairão já teria endurecido:

    — Se não der cartão, perde o controle.

    O holandês não deu o amarelo. Fosse na várzea, poderia dar problema, garante o experiente árbitro.

     

    Já apitou o Douglas Costa, o Ronaldinho...

     

    Na segunda etapa, o cenário mudou. E com uma figura conhecida pelo Jairão. Tite sacou William e entrou Douglas Costa. O guri, quando estava nas categorias de base do Grêmio, teve jogo apitado por ele.

    — Era um guri tão, mas tão mirradinho. Ele foi crescer mesmo quando saiu daqui, né. Era aquele tipo de jogador que a arbitragem precisa proteger, porque os caras batem mesmo. Mas o Douglas era valente. Apanhava e seguia a jogada — conta.

    Jairão também apitou jogos com Ronaldinho Gaúcho e outros nomes conhecidos nas categorias de base. Mas garante, o maior mala que ele já encontrou nos gramados — já na várzea — foi Dinho, ex-jogador do Grêmio. 

    O veterano é do tipo que quer apitar o jogo junto com o árbitro.

    — E de vez em quando larga aquela: "olha só o golaço que eu vou fazer, vai ser para ti" — conta o Jairão.

    Lá pelas tantas, Kuipers cansou das encenações de Neymar. Deu uma dura. De casa, o Jairão sorriu e gostou do estilo do europeu.

    Quando jogadores de ataque têm essa mania de ficar mais no chão do que de pé, em Gravataí o nosso árbitro usa da psicologia.

    — Eu digo para ele que ele tem talento, tem bola para fazer melhor e ir jogar. O cara vê, já no segundo lance, que eu não voiu marcar qualquer coisa, e muda de atitude. Mas se eu vejo que estão de maldade, não tem jeito. Expulso mesmo se for o primeiro minuto de jogo — comenta.

     

    : Neymar levou puxão de orelha do árbitro, fez teatro e marcou o segunod gol do Brasil | LUCAS FIGUEIREDO

     

    Quando o clima esquenta

     

    O Brasil seguia na pressão. O pênalti que, para o Jairão e para o Kuipers foi, para os controladores do VAR não foi. E a tendência era de que as coisas ficassem mais tensas. Neymar e Phillipe Coutinho levaram cartões amarelos em sequência.

    Nenhuma situação foi tão tensa como a vivida em setembro de 2016, no campo do Centro Comunitário Primeiro de Maio (Ceprima), na zona norte de Porto Alegre. Era tiro de meta e o Jairão correu para omeio de campo à espera da cobrança. De costas, ouviu um "tlac".

    — Achei que era uma bombinha.

    Virou-se para ver o que era. Um homem estava ao lado do goleiro do Cruzeiro, que enfrentava o Ajax, com a arma apontada contra ele. Disparou mais quatro vezes.

    — Mataram o goleiro ali, na minha frente. Fiquei sem reação. Nunca imaginei uma situação dessas, mas a gente sabe que pode acontecer — diz.

    A partida pela televisão seguia 0 a 0 e a placa dos acréscimos foi erguida: seis minutos.

    Hein?

    — Uma vez, dei 10 minutos. O time da casa estava perdendo e pressionando. Fizeram um gol nos acréscimos e ficaram reclamando, pedindo mais tempo ainda — sorri.

     

    Leia também:

    OPINIÃO | Os assediadores da russa podem ser você

    OPINIÃO | Estreia com a cara do Brasil do golpeachment

     

    E foi só o Jairão abrir o sorriso que a bola sobrou para o primeiro gol da Seleção. Aí, estava liberado o nosso VAR. Ele é brasileiro, ora:

    — Toma!

    Ainda aconteceu o segundo gol antes de terminar o jogo. Para o Jairão, o holandês Kuipers mereceu nota oito. E o sistema de controle por vídeo, ao nosso VAR, ainda não convenceu. Ele é um cético:

    — Tira a autoridade do árbitro e esse monte de câmeras, às vezes, não mostra o que precisa mesmo mostrar.

    • saúde
      Frente de prefeitos reage a saída de médicos cubanos
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Hoje até vereador comemora médicos indo embora
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      Todo sábado é dia para adotar um pet na Sperk
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • meio ambiente
      COM VÍDEO | A nossa lista vermelha da extinção
      por Eduardo Torres
    • trânsito
      Fim da tranqueira no trânsito está mais próximo
      por Silvestre Silva Santos
    • opinião
      Saída de médicos cubanos é desastre para Gravataí
      por Rafael Martinelli
    • eleições 2020
      OPINIÃO | Não façam Bordignon ’Miss Colômbia’ outra vez
      por Rafael Martinelli
    • meio ambiente
      Cobrança pela água do Gravataí pode gerar R$ 9 mi em um ano
      por Eduardo Torres
    • desejo azul
      Gremistas entregam alegria para crianças doentes
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • seu bolso
      OPINIÃO | Silvio Santos é um velho babão
      por Rafael Martinelli
    • cachoeirinha
      Asfalto em 33 ruas é símbolo para governo Miki
      por Rafael Martinelli com assessoria
    • educação
      OPINIÃO | O big brother da escola sem partido em Gravataí
      por Rafael Martinelli
    • história
      A história da Cachoeirinha do primeiro pedágio
      por Eduardo Torres
    • coluna do silvestre
      ‘Jardins do pesadelo’ estão perto do fim?
      por Silvestre Silva Santos
    • política
      OPINIÃO | 25 nomes para prefeitura de Gravataí
      por Rafael Martinelli
    • polícia
      Jovem executado por engano em hospital era de Cachoeirinha
      por Silvestre Silva Santos
    • vereadores
      Quem leva a presidência da câmara de Gravataí?
      por Rafael Martinelli
    • gravataí
      OPINIÃO | Aumento para os vereadores? Não recomenda-se
      por Rafael Martinelli
    • 2020
      OPINIÃO | A sucessão nas mãos de Marco Alba
      por Rafael Martinelli
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Eduardo Torres | EDITOR | eduardo@seguinte.inf.br
    Guilherme Klamt | EDITOR | guilherme@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.