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GRAVATAÍ, 15/10/2018
pequenas empresas, grandes histórias

Marino empreendeu em outubro de 1980, no bairro que surgia

COM VÍDEO | A primeira loja da Morada do Vale

por Eduardo Torres | Edição de imagens: Guilherme Klamt | Publicada em 09/10/2018 às 15h25| Atualizada em 13/10/2018 às 14h17

— Do tempo da buraqueira até ver se transformar nessa cidade que a Morada do Vale é hoje em dia. Eu vi tudo aqui da minha loja — orgulha-se o comerciante Marino Loureiro.

Aos 74 anos, ele comanda, na esquina da Avenida Alexandrino de Alencar com a Avenida Alvares Cabral, a Letícia Modas, loja que abriu lá em outubro de 1980 e chega aos 38 anos consolidada como o primeiro ponto comercial criado no bairro recém urbanizado.

— Vim de Cachoeirinha morar em uma das casas da construtora Guerino. Era a minha oportunidade de finalmente ter uma casa para a minha família. Até hoje, mantenho o mesmo endereço — conta.

 

 

É que o local se tornou muito mais do que a moradia da família. Marino era representante comercial e, estimulado por um amigo, comerciante em Porto Alegre, resolveu abrir a loja na sua própria casa.

Era um bairro em formação, com muitas famílias — como a dele próprio — vindas com as crianças pequenas. Ora, este seria o mote para a entrada da primeira loja do bairro no mercado: uma promoção de camisetas brancas para os estudantes da escola João Goulart, a primeira do bairro.

— As pessoas levavam a camiseta e aproveitavam para levar mais alguma peça, ou o abrigo completo para os estudantes. A partir dali, passamos a trabalhar com a confecção bem variada durante muito tempo — diz.

 

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Naquele tempo, comprar na loja do Marino era, praticamente, fazer uma visita à sua família. É que ele expôs as roupas dentro da casa de 72 metros quadrados. Era comum os clientes entrarem, conversarem um pouco, tomarem um cafezinho e só então saírem com o produto que foram buscar.

— O bairro evoluiu, acho que hoje até compram mais no comércio local, porque tem mais opção. Mas naquela época, não tinha muita variedade e sair do bairro era horrível. O transporte coletivo era muito ruim — recorda o comerciante.

Aos poucos, ele foi prosperando e a laje da casa subindo. Segue morando naquele endereço, mas agora no andar de cima do prédio que construiu no terreno, tendo a loja no térreo.

: Marino na fachada da loja em meados da década de 1990 | ARQUIVO PESSOAL

 

Homenagem à filha

 

Mas, afinal, por que Letícia, se a loja sempre foi do Marino?

— Foi uma homenagem à minha filha.

Em outubro de 1980, Letícia tinha 11 anos. É a mais velha dos dois filhos do comerciante. Faz 27 anos que ela se mudou para Santa Cruz do Sul, e hoje está com 49 anos. Não seguiu o caminho de Marino nos negócios na Morada do Vale.

O filho, de 18 anos, Marino ainda não sabe se vai trilhar este caminho.

— Está na faculdade já, cursando administração. Mas não sei se vai tocar a loja no futuro — diz o pai.

Não será fácil herdar o significado de Marino no bairro. Foi um dos criadores da Amoval (Associação de Moradores da Morada do Vale), também em 1980 e, até hoje, em qualquer campanha eleitoral, os candidatos que visitam o bairro fazem questão de cumprimentar o dono da Letícia Modas.

 

: Esquina da Alexandrino de Alencar é um dos mais movimentados da Morada | GULHERME KLAMT

 

Plus size

 

Já foi o tempo em que ele vendia uniformes escolares. Também abriu mão, de um ano para cá, das confecções feminina e infantil. Apostou nas roupas masculinas, especialmente das “plus size”.

— Um homem de 200 quilos, que tem dificuldade em encontrar roupas por aí, aqui encontra. Camisas, camisetas, regatas, bermudas e calças — avisa o Marino.

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