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GRAVATAÍ, 18/10/2018
profissionais de sucesso

Natural de Porto Alegre, Paulo Adriane se considera um gravataiense que por sua profissão levou a aldeia dos anjos para além fronteiras do Rio Grande do Sul

O mais que global Paulo Adriane

por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt | Publicada em 27/03/2018 às 18h14| Atualizada em 11/06/2018 às 16h36

Ele é um porto-alegrense de nascimento, mas cidadão gravataiense de coração. Mora na aldeia dos anjos com a mãe e a ‘linguicinha’ Lua no Parque Olinda. Poderia estar fazendo sucesso em alguma montagem teatral ou elenco da dramaturgia televisiva do eixo Rio-São Paulo, mas optou por Gravataí e por orbitar a Região Metropolitana com projetos artísticos variados, especialmente os teatrais.

Assim é Paulo Adriane do Santos, nascido no Hospital Beneficência Portuguesa, de Porto Alegre, em 11 de maio de 1969, mais novo de três irmãos, filho do caminhoneiro Adão Ady dos Santos (falecido há seis meses) e de Lindaura Setembrina dos Santos, uma costureira aposentada e mãe dedicada ao lar, com quem mora nos dias de hoje.

Taurino, solteiro, sem filhos – “ainda”, faz questão de destacar – Paulo Adriane se diz um apaixonado pelo frio da Região Sul, um amante das artes cênicas, muito apegado à família e focado nos projetos relacionados à arte. Ele recebeu o Seguinte: na manhã de hoje (27/3).

 

Priscila

 

A conversa foi em um espaço que ele mantém no fundo do terreno, ao lado da garagem. Dá para afirmar que é um atelier e centro holístico onde reúne muitas peças de arte, mandalas, imagens, livros... É a sede da microempresa que leva seu nome e onde faz meditação e encontra amigos.

Paulo Adriane tentou em 1988 cursar Jornalismo na Unisinos. Foi na universidade que ele teve seus primeiros contatos com o teatro, e desde 1994 entrou de vez e profissionalmente nas artes cênicas, quando caracterizou-se pela primeira vez como Priscila e apareceu para todo o Brasil na TV Colosso, da Rede Globo.

Foi meio que ao acaso, Por causa de um ônibus estragado ele encontrou um produtor da ‘Vênus Platinada’ e ficou sabendo que, no dia seguinte, haveria um teste para selecionar o elenco da TVColosso. Era fevereiro. Ele foi e acabou sendo um dos escolhidos. Estreou em março e ficou com o personagem Priscila, no ar, até dezembro de 1996.

Na Globo, Paulo Adriane ainda fez participações em outros programas, das apresentadoras Angélica e Xuxa (Meneghel, gaúcha de Santa Rosa), em novelas, seriados e outros programas. Estabeleceu quase uma ponte aérea entre Gravataí e o Rio de Janeiro.

 

: Paulo Adriane como Priscila, da TV Colosso

 

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21 anos sem a TV Colosso do Paulo Adriane

 

Tradicionalismo

 

Por aqui fundou a Cia dos Atores Independentes de Gravataí, em 1999, e a Casa Base, no ano 2000. A Cia dos Atores ganhou homenagem especial da Câmara de Vereadores de Gravataí em 2014, mesmo plenário no qual em 12 de maio de 2015 foi distinguido com o título de Cidadão Gravataiense.

Além dos palcos e das câmeras de televisão, Paulo Adriane possui afinidade com outra área artística: o tradicionalismo. Começou a dançar na Invernada Mirim do CTG Aldeia do Anjos quando tinha só seis anos. Passou pelas invernadas juvenil e adulta, e não descarta a ideia de dançar no naipe dos veteranos, ou xirú.

Alguns dos títulos do Aldeia no Fegart (Festival Gaúcho de Arte e Tradição), evento cultural substituído pelo atual Encontro de Arte e Tradição (Enart) têm a participação do ator. Mais recentemente, no ano passado, interpretou o personagem ‘Tempo’ na coreografia de saída do Aldeia no Enart de Santa Cruz do Sul. E sempre que é chamado dá pitacos na coreografia do grupo de dança principal do CTG.

 

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Paulo Adriane é o tempo do CTG Aldeia, no Enart, 30 anos depois

 

Paixão de Cristo

 

Paulo Adriane é um dos responsáveis por uma das maiores produções artísticas já encenadas em Gravataí: a Paixão de Cristo, inicialmente na Igreja Nossa Senhora de Fátima e, depois, na frente da Igreja Nossa Senhora dos Anjos. São cerca de 120 pessoas envolvidas, desde a produção, cenografia, figurinos, iluminação e atores (cerca de 70).

A Paixão de Cristo não é encenada há dois anos por falta de patrocínio, já que a Prefeitura de Gravataí não disponibilizou parte da verba necessária para custeio do espetáculo religioso. Mas ele nutre a esperança de voltar com a apresentação no ano que vem, com um novo roteiro que já está até elaborado.

 

: Ator Paulo Adriane é Jesus, em A Paixão de Cristo

 

Pela região

 

E desde outubro passado Paulo Adriane e a sua Cia de Atores Independentes de Gravataí tem ocupado os palcos da região com a peça ‘As aventuras e desventuras de Pinóquio’. A peça estreou no Teatro do Sesc de Gravataí em 21 de outubro com casa lotada. Todos os 540 lugares vendidos.

 

: Paulo Adriane, ao centro, é o personagem Pinóquio

 

Confira no vídeo abaixo a entrevista do ator Paulo Adriane para o Seguinte:.

 

 

 

 

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