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GRAVATAÍ, 20/08/2019

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    em gravataí

    Bailarino Norton Fantinel - na foto com a esposa Karina, também bailarina - esteve em Gravataí em visita à sua primeira mestra, Celícia Santos

    Em Gravataí, o bailarino que dançou para Michelle Obama

    por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt | Publicada em 12/06/2019 às 19h58| Atualizada em 21/06/2019 às 00h09

    Um dos maiores bailarinos do Brasil, atualmente atuando na França e com espetáculos já estrelados mundo afora, o portoalegrense Norton Ramos Fantinel, ou simplesmente Norton Fantinel, aterrissou na aldeia dos anjos, recentemente, para uma visita à mestra da dança com quem deu os primeiros passos no ballet clássico: Celícia Santos.

    Foi em Porto Alegre mesmo, na conceituadíssima Escola de Ballet Vera Bublitz, onde a paulista Celícia, professora de dança há 28 anos, que Norton iniciou sua trajetória antes de ganhar os palcos nos quatro cantos do planeta e dançar, inclusive, para a ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

    Aqui na aldeia dos anjos, que ele visita sempre que vem ao Brasil, Norton (acompanhado pela esposa, a carioca e bailarina Karina Moreira, 29 anos) conversou com alunos e bailarinos da Dança Arte Celícia Santos, conversou com o Seguinte: e até ensaiou alguns passos de dança.

    Norton, hoje com 31 anos, conta que dança desde os quatro anos e que foi o Ballet Vera Bublitz que o “criou” e o transformou no artista de destaque que é hoje. E ele não poupa elogios à mestra Celícia Santos, a quem atribuiu a responsabilidade por ensiná-lo e incentivá-lo a ser um bailarino conceituado no meio da dança clássica.

     

    A trajetória

     

    : Escola de Ballet Vera Bublitz, Porto Alegre

    : Escola do Ballet Bolshoi no Brasil, em Santa Catarina

    : The Washington Ballet School, Estados Unidos

    : Solista do The Washington Ballet

    : Dançarino principal da São Paulo Companhia de Dança

    : Artista convidado do Dortmund Ballet, da Alemanha, participando de espetáculos e vários países

    : Desde 2016 vinculado ao Ballet du Capitole, na França, onde resite atualmente na cidade de Toulouse

    : Artista convidado principal em companhias como:

    - - - - Ballet Hawaii, no Hawai

    - - - - Okinawa Ballet Company, no Japão

    - - - - Tulsa Ballet, na França

    - - - - Galas (encontros e competições reunindo vários bailarinos) em todo o mundo, entre os quais “The Rudolf Nureyev Gala”, “YAGP - Estrelas de Gala de Hoje Conhece As Estrelas de Amanhã”, ”Todas as Estrelas de Dança”, “Etoile Ballet Gala” na Suécia e Letônia.

     

    Repertório

     

    Norton Fantinel tem em seu currículo os principais papeis em:

    - “Don Quixote” de Anne Marie Holmes

    - “Diana e Acteon Pas de Deux”, de Agripina Vaganova

    - "La Sylphide", como James e Gurn, por August Bournonville

    - "Celts", como Green Boy, por Lila York

    - “Rubis”, “Tchaikovsky Pas de Deux”, “Tema e Variações” e “Serenata”, de George Balanchine

    - "O Quebra-Nozes" como Russo e Cavaleiro, "Peter Pan" como Peter Pan, e "Juanita e Alicia", por Septime Webre

    - "No meio um pouco elevado", por William Forsythe

    - "Six Dances", de Jiry Kilian

    - "Legend", de John Cranko

    - "Gnawa", de Nacho Duato

    - "Os Três Mosqueteiros", como Porthos, de Andre Prkovcsky

     

    PRÊMIOS

     

    Norton Fantinel recebeu vários prêmios em competições internacionais de ballet, entre eles:

     

    Vencedor do YAGP - Youth America Grand Prix, iuma das principais competições de ballet do mundo

    Vencedor do World Ballet Competition e do Festival Internacional de Joinville.

     

     

    ELA DISSE

     

    --- Eu sempre admirei muito o fato de o Norton ser um menino, querer fazer ballet, e a família apoiar...

    ...

    --- Eu sempre cuidei dele, não vou dizer como um filho, mas como professora, eu tenho esse carinho, um imenso carinho...

    ...

    --- Eu sempre digo para ele nunca parar de dançar porque ele tem uma paixão, um amor muito grande, tanto como bailarino - e eu percebo isso – hoje até como professor...

     

    Celícia Santos

    Professora de dança e diretora-proprietária da Dança Arte Celícia Santos

     

    A esposa

     

    Seguinte: - E a Karina entrou quando e de que forma na tua vida?

    Norton – Quando voltei para o Brasil, para a São Paulo Companhia de Dança, onde fui primeiro bailarino também, conheci a minha amada Karina. Ela havia sido contratada no mesmo ano que eu e desde o primeiro momento que a vi, decidi: ela vai ser minha esposa!

     

    Pelo mundo

     

    Seguinte: - Estão juntos há quanto tempo?

    Karina – Já estamos há oito anos juntos e, felizmente, em todas as companhias conseguimos entrar, ser contratados, juntos., É que é muito difícil, ou bem difícil que o casal ganhe o contrato para atuar, ambos, em uma mesma companhia. O que não quer dizer que sejamos os escolhidos, muitas vezes, para dançarmos juntos em uma determinada apresentação.

     

    Nada a ver

     

    Seguinte: - O ballet entrou como na tua vida?

    Norton – Minha mãe era dentista e meu pai, protético. Geralmente eu ficava com minha avó, minha irmã e dois primos em casa. Como sempre fui elétrico, não parava quieto, um dia minha mãe alugou um filme para eu assistir, única forma de ficar quieto. Quando assisti “Momentos de Decisão”, de (Mihail) Barishnickov, que eu vi ele dançando, falei para minha mãe: ‘olha, quero ser igual a esse cara quando crescer’. No outro dia ela me colocou em uma escola de ballet.

     

    Na pele

     

    Seguinte: - Existe, mesmo, e ainda hoje, preconceito em relação ao homem que dança ballet?

    Norton – A gente está no Sul do Brasil, gaúcho, com a fama de ser machão, bem macho... Existe, sim! Mas particularmente sempre lidei muito bem com esta questão. Acontece que o ballet não te transforma em nada que tu não seja ou queira ser, em relação à sexualidade. Entre os brasileiros, acho que o preconceito se dá, muito mais, por uma questão de ignorar o que é a dança, por falta de conhecimento sobre o que é realmente o ballet.

     

    A profissão

     

    Seguinte: - É difícil dançar ballet?

    Norton – É difícil mas vale a pena (a esposa Karina, ao lado, balança a cabeça confirmando que, sim, é difícil ser bailarino ou bailarina). Mas também é difícil ser um bom médico, é difícil ser um bom advogado... Eu falo que o ballet não é tão somente uma profissão, mas uma filosofia de vida. O músico tem o seu violino, por exemplo, e o bailarino tem o seu corpo como instrumento. A gente tem que cuidar do corpo e isso exige muita disciplina com treinamentos, exercícios, cuidados com alimentação. Mesmo quando estamos em férias!

     

    Primeira-dama

     

    Seguinte: - Cita um dos momentos que marcou a tua vida como profissional do ballet.

    Norton – Ah, eu dancei para Michele Obama (ex-primeira-dama, casada com Barak Obama, ex-presidente dos Estados Unidos). É muito gente boa! Era o papel destinado a um primeiro-bailarino americano, Ángel Corella. Só ele e mais um haviam dançado, e a coreógrafa escolheu a mim, naquele dia. Eu estava com pneumonia e mesmo assim decidi que iria dançar. Foi muito especial.

     

    Em família

     

    Seguinte: - E qual foi o teu espetáculo inesquecível, Karina?

    Karina – É sempre inesquecível, para mim, quando minha família está assistindo. É sempre diferente e muito especial saber que a tua família está ali para te assistir.

     

    Confira a entrevista de Norton Fantinel e Karina Moreira para o Seguinte: clicando na imagem abaixo.

     

     

    PARA SABER

     

    Quem já não ouviu, quando o assunto é ballet clássico, a expressão “Pas de Deux”?
    Ouviu, e sabe o que é? Não, não é paz de Deus!

    “Pas de Deux” é termo do ballet clássico que, em francês, significa "passo de dois". Ou seja, como o próprio nome sugere, é um dueto de dança em que dois bailarinos, geralmente um homem e uma mulher, executam passos de ballet juntos.

     

    EM FOTOS

     

    Norton Fantinel, por aí:

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Na escola Dança Arte Celícia Santos:

     

    : Norton com a professora de seus primeiros passos de ballet, Celícia Santos

     

    : Pose com professores e alunos, além da professora e empresária Celícia Santos

     

    : Momento aquecimento: Karina, a esposa de Norton, antes de se apresentar em Gravataí

     

    A SEQUÊNCIA PARA O SEGUINTE:

     

     

     

     

     

     

     

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