notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 18/07/2019

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    luto

    Denise era pedagoga, artista visual, guia de turismo, escritora e contadora de história. Seu sepultamento está ocorrendo agora no Cemitério Municipal do Rincão da Madalena.

    120 em 40, uma intensa história de vida

    por Cláudio Wurlitzer | Especial | Publicada em 19/06/2018 às 14h50| Atualizada em 25/06/2018 às 13h19

    O jornalista e ambientalista Claudio Wurlitzer escreveu, para o Seguinte:, uma homenagem à artista visual e pedagoga Denise Pacheco Lopes, criadora da personagem Medonha, cujo falecimento é lamentado principalmente pela comunidade artística e literária de Gravataí.

     

    O que escrever sobre a vida de uma pessoa que deixa nosso convívio de forma prematura? Nem a boa convivência com o mundo das letras ajuda nessa hora. Poderia começar compartilhando manifestações de pesar colocadas no facebook para confortar familiares. Numa dessas postagens, alguém relacionou o início da manhã, cinzenta na cidade, não pela nebulosidade, mas pela falta das cores sempre bem empregadas pela artista visual Denise Pacheco Lopes, a Medonha, em suas publicações ou ilustração de trabalhos pessoais e de autores amigos. Poderia escrever sobre a Feira do Livro, que não será mais a mesma, sem o espaço bem ocupado por ela e o marido, também artista visual Waldemar Max, com livros, criatividade e muita alegria. O que escrever sobre a vida da amiga, que faleceu aos 40 anos?

    Tentando “inspiração”, ainda com foco em manifestações na rede social, questionei isso ao lado do caixão onde estava a amiga Denise. Comentei com o Max, que a Denise precisaria viver uns 120 anos para realizar tudo que idealizava, pois a inquietude se fazia presente em todas as ações da artista.

    Muito comunicativa, Denise abria um leque de alternativas para um próximo projeto. Ansiedade, talvez. Lógico que vivia o presente, mas a mente apontava planos lá adiante. A forma lúdica de jogar suas criações para o público leitor, de diferentes idades, era a marca dessa gravataiense que agora vai colorir outras páginas, em um outro plano.

    Revendo o livro número 2, lançado em 2014, Denise escancara energia e criatividade na publicação. Naquela obra, Medonha teve a companhia de Medonho e Fuca percorrendo pontos turísticos da cidade, como o Morro Agudo, o chafariz da praça, o Seminário São José, e outros. Sábia, soube criticar o desaparecimento – até hoje não explicado – das pombas que faziam parte do chafariz na praça em frente à Prefeitura. Foi uma forma singela de homenagear o amigo-artista João Alberto Lessa, criador das esculturas das pombas. No mesmo livro, um destaque ao morro agudo e às atrações da Carreteada de Gravataí, fazendo referência à tradição resgatada pelo casal Ramon Rodriguez e Eleonora. Na apresentação do livro agradeceu a Deus, lembrando que sem ele nada somos. Citou a mãe Loreta, o pai Hélio e o campanheiro Max, por toda força e apoio que sempre lhe deram. E concluiu: “principalmente neste ano de renascimento”. Sem detalhes, indicou momentos de uma fragilidade na saúde.  Max recorda que, recentemente, na comemoração do primeiro aninho do filho Iberê, um novo sinal estaria acusando risco à integridade física de nossa Medonha.

    Denise era pedagoga, artista visual, guia de turismo, escritora e contadora de história, com especialização em metodologia do ensino de artes. Muita bagagem, mas sua passagem por nós teve muito mais de humildade diante dos reconhecimentos e elogios.  Em 2013, o livro “Conhecendo Gravataí com a Medonha” recebeu o prêmio “Promotor da Paz”, instituído pela Câmara de Vereadores.

    Denise sempre procurava valorizar o que de melhor a cidade tem. E jogava isso com habilidade, talento e afeto em cada página produzida. No primeiro livro, em 2013, grafou: “Tem muitos locais para se conhecer em Gravataí, além dos mostrados nesse livro”. Na ocasião, escrevera sobre aspectos históricos da cidade, a origem, os gravatás, o rio, o Passo das Canoas, o morro Itacolomi, a Fonte do Forno, a igreja Matriz, o Museu Agostinho Martha, entre outros pontos.

    No trabalho lançado na Feira do Livro de 2017, há o registro de que “a autora não é nutricionista, mas como pedagoga utiliza as oficinas de culinária para crianças como auxiliar nos processos cognitivos e afetivos”. São receitas que Denise aprendeu com sua família, com a mãe Loreta, e as avós Hortênsia e Josina, e por aí afora. “É a cozinha do afeto que a fez trazer para nós um pouco de si”, consta na última página.

    E a Denise sempre encerrava o livro com uma ilustração e a expressão “até a próxima, pessoal”. Não teremos mais uma “próxima”, mas fica com aquelas pessoas com as quais ela conviveu  a certeza de que sua passagem por aqui não foi em vão.

    Muito obrigado, Denise!


     

     

     

     

    • coluna do silvestre
      Alta velocidade: O negócio da família Moro
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • cachoeirinha
      Eu Amo, Eu Cuido inaugura novo trecho de calçadas
      por Redação
    • opinião
      As ausências na foto de Marco Alba e seus vereadores
      por Rafael Martinelli
    • meio ambiente
      Sabe o que é Reposição Florestal Obrigatória?
      por Redação
    • opinião
      Só justiça evita perda de 45 médicos em Gravataí
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Filha de Abílio apoiou Marco; prints desmentem
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      Flagrado o novo carro da GM de Gravataí
      por Silvestre Silva Santos
    • gravataí
      Em live, Marco Alba dá 45 dias para duplicação na 020
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Autor do golpeachment contra Miki vira político
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Bandidos na TV; Deltan, Moro e a Vaza Jato
      por Rafael Martinelli
    • ex-deputado
      Jones Martins está hospitalizado
      por Rafael Martinelli
    • pontes do parque
      Contagem regressiva para novas pontes do Parque dos Anjos
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • opinião
      Prefeito retira extinção do Ipag Saúde e anuncia novo plano
      por Rafael Martinelli com assessoria
    • opinião
      Procurador de Miki é indicação de Cláudio Ávila
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Um jeito diferente de escolher vereadores em 2020; prós e contras
      por Rafael Martinelli
    • entrevista
      A filha do ’pai dos pobres’; a aposta de Anabel e os Bordignons
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      A real sobre a falta de médicos em Gravataí; em 15 dias, o caos
      por Rafael Martinelli
    • gravataí
      De roupinha e aquecidos no Canil; saiba como adotar e ajudar
      por Redação
    • mobilidade
      Trevo na 103 e acesso ao distrito: por que obras não andam
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • opinião
      25 mil bolsonaristas descontentes no ’país’ da região
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Não doe agasalhos, você pode apanhar no Facebook
      por Rafael Martinelli
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Guilherme Klamt | EDITOR | guilherme@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.