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    Jornalista faleceu na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre

    Partiu Santana - Uma crônica de Cláudio Dienstmann

    por Cláudio Dienstmann | Publicada em 20/07/2017 às 12h57| Atualizada em 22/07/2017 às 13h52

    Quem melhor definiu Paulo Sant'Ana na manhã desta quinta-feira 20 de julho foi o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior. “Era um homem de posições definitivas – para o bem e para o mal”, disse Bolzan.

    Sant’Ana, que chamava a si mesmo de gênio e “Pablo”, era isso: um ser humano, com erros e acertos, virtudes e defeitos, só que tudo aos extremos, admirando e menosprezando, amando e detestando. Vaidoso, e por isso muitas vezes arrogante, podia humilhar as pessoas. Humano, generoso, gostava de elogiar algum texto de colega, e de abrir o precioso espaço de sua coluna para publicar algo que alguém tivesse escrito sobre seus cachorros (no caso, o Átila e o Tiger).

    Era admirado e invejado. De origem humilde, rondou os estúdios da Rádio

    Gaúcha até ganhar espaço e estrelato no “Sala de Redação” e na “Zero Hora” e “TV Gaúcha”. Progrediu culturalmente, muito, e passou a tratar de outros assuntos além do futebol – e do Grêmio. Refinou-se. Ao mesmo tempo, a proximidade com a família Sirotsky desde os primórdios difíceis da RBS foi causa de grandes brigas com pessoas que não tinham essa relação íntima.

    Na morte do jornalista Cid Pinheiro Cabral, seu colega do “Sala” e que até mesmo antes de Sant’Ana declarar seu gremismo já era conhecido por ser colorado, “Pablo” contou certa vez que na madrugada do velório ficou sozinho com o caixão. “Aí aproveitei e espalhei um monte de escudinhos do Grêmio embaixo do corpo do Cid – ele ainda deve estar se revirando até agora”, confessou.

    Sadismo? Clubismo? Gozação? Tudo isso e muito mais, tudo junto. É difícil comentar sobre alguém que morreu. Uma porque morto geralmente não tem defeito, outra porque fica feio falar mal de quem já não pode se defender. Então é preferível lembrar do Sant’Ana numa madrugada em Turim, em 1990, na Copa do Mundo na Itália, cantando “O rancho da goiabada, de João Bosco e Aldir Blanc, com consagração por Elis Regina. E como ele cantou, como aquilo foi e continua emocionante:

     

    Os bóias-frias quando tomam umas birita

    Espantando a tristeza

    Sonham com bife-a-cavalo, batata-frita

    E a sobremesa

    É goiabada-cascão com muito queijo

    Depois café, cigarro e um beijo

    De uma mulata chamada Leonor ou Dagmar

    Amar

    O rádio-de-pilha, o fogão-jacaré, a marmita, o domingo no bar

    Onde tantos iguais se reúnem contando mentiras

    Pra poder suportar

    Ai, são pais-de-santo, paus-de-arara são passistas

    São flagelados, são pingentes, balconistas

    Palhaços, marcianos, canibais, lírios, pirados

    Dançando dormindo de olhos abertos à sombra da alegoria

    Dos faraós embalsamados

     

    Espantando a tristeza, cigarro, rádio-de-pilha, domingo no bar, sonhando com bife-a-cavalo e um beijo, pirado, dançando e dormindo de olhos abertos à sombra da alegoria. Partiu Sant’Ana. 

     

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