notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 03/08/2020

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    luto

    Jornalista faleceu na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre

    Partiu Santana - Uma crônica de Cláudio Dienstmann

    por Cláudio Dienstmann | Publicada em 20/07/2017 às 12h57| Atualizada em 22/07/2017 às 13h52

    Quem melhor definiu Paulo Sant'Ana na manhã desta quinta-feira 20 de julho foi o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior. “Era um homem de posições definitivas – para o bem e para o mal”, disse Bolzan.

    Sant’Ana, que chamava a si mesmo de gênio e “Pablo”, era isso: um ser humano, com erros e acertos, virtudes e defeitos, só que tudo aos extremos, admirando e menosprezando, amando e detestando. Vaidoso, e por isso muitas vezes arrogante, podia humilhar as pessoas. Humano, generoso, gostava de elogiar algum texto de colega, e de abrir o precioso espaço de sua coluna para publicar algo que alguém tivesse escrito sobre seus cachorros (no caso, o Átila e o Tiger).

    Era admirado e invejado. De origem humilde, rondou os estúdios da Rádio

    Gaúcha até ganhar espaço e estrelato no “Sala de Redação” e na “Zero Hora” e “TV Gaúcha”. Progrediu culturalmente, muito, e passou a tratar de outros assuntos além do futebol – e do Grêmio. Refinou-se. Ao mesmo tempo, a proximidade com a família Sirotsky desde os primórdios difíceis da RBS foi causa de grandes brigas com pessoas que não tinham essa relação íntima.

    Na morte do jornalista Cid Pinheiro Cabral, seu colega do “Sala” e que até mesmo antes de Sant’Ana declarar seu gremismo já era conhecido por ser colorado, “Pablo” contou certa vez que na madrugada do velório ficou sozinho com o caixão. “Aí aproveitei e espalhei um monte de escudinhos do Grêmio embaixo do corpo do Cid – ele ainda deve estar se revirando até agora”, confessou.

    Sadismo? Clubismo? Gozação? Tudo isso e muito mais, tudo junto. É difícil comentar sobre alguém que morreu. Uma porque morto geralmente não tem defeito, outra porque fica feio falar mal de quem já não pode se defender. Então é preferível lembrar do Sant’Ana numa madrugada em Turim, em 1990, na Copa do Mundo na Itália, cantando “O rancho da goiabada, de João Bosco e Aldir Blanc, com consagração por Elis Regina. E como ele cantou, como aquilo foi e continua emocionante:

     

    Os bóias-frias quando tomam umas birita

    Espantando a tristeza

    Sonham com bife-a-cavalo, batata-frita

    E a sobremesa

    É goiabada-cascão com muito queijo

    Depois café, cigarro e um beijo

    De uma mulata chamada Leonor ou Dagmar

    Amar

    O rádio-de-pilha, o fogão-jacaré, a marmita, o domingo no bar

    Onde tantos iguais se reúnem contando mentiras

    Pra poder suportar

    Ai, são pais-de-santo, paus-de-arara são passistas

    São flagelados, são pingentes, balconistas

    Palhaços, marcianos, canibais, lírios, pirados

    Dançando dormindo de olhos abertos à sombra da alegoria

    Dos faraós embalsamados

     

    Espantando a tristeza, cigarro, rádio-de-pilha, domingo no bar, sonhando com bife-a-cavalo e um beijo, pirado, dançando e dormindo de olhos abertos à sombra da alegoria. Partiu Sant’Ana. 

     

    LEIA AS COLUNA DO DIENSTMANN clicando aqui

    • app TEU! Ônibus
      Aplicativo permite saber quando Transcal chega na parada
      por Redação
    • crise do coronavírus
      Gravataí território livre da cloroquina; é fria, prefeito!
      por Rafael Martinelli
    • política
      O post feliz de Dilamar; apoio de Bordignon a Dimas não é
      por Rafael Martinelli
    • crise do coronavírus
      Estado deixa Gravataí fora de programa de testagem e Prefeitura vai à Justiça; entenda a nova polêmica Marco Alba vs. Eduardo Leite
      por Redação
    • crise do coronavírus
      Miki solta pitbull em Hospital de Campanha sob suspeita
      por Rafael Martinelli
    • crise do coronavírus
      Gravataí em ’coma’ pela COVID; Mortes crescem 300 por cento e prefeito alerta paradas, interior e Moradas
      por Rafael Martinelli
    • crise do coronavírus
      Governador quer mais mãos para colorir o mapa da COVID; a lógica do ’Decreto-Pilatos’
      por Rafael Martinelli
    • política
      Dimas e Evandro escorregam na poça d´água da política; mais guardas não é prioridade em uma pandemia
      por Rafael Martinelli
    • crise do coronavírus
      Vídeo protesto: Associação Comercial faz terraplanismo contra distanciamento social em Cachoeirinha; alerta de cancelamento
      por Rafael Martinelli
    • política
      Em artigo bomba, Marco Alba apela para MDB deixar governo Leite; o ’capitalismo de compadres’
      por Rafael Martinelli
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    [email protected]

    Roberto Gomes | DIRETOR | [email protected]
    Rafael Martinelli | EDITOR | [email protected]
    Cristiano Abreu | EDITOR | [email protected]
    Guilherme Klamt | EDITOR | [email protected]
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.