notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 15/11/2018

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    Andrio dos Santos

    Andrio dos Santos é Estudante de Direito e Assistente Jurídico atuando na área Previdenciária. Fale com ele no andrio.dossantos@hotmail.com
    coluna do andrio

    Adicional na aposentadoria. Quem tem direito?

    Por Andrio dos Santos | Publicada em 23/07/2018 às 10h50| Atualizada em 23/07/2018 às 10h56

    O artigo 45 da Lei de Benefícios da Previdência Social prevê que o aposentado por invalidez terá direito ao adicional de 25% no valor da aposentadoria caso necessite de assistência permanente de terceiros. A lei ainda permite que, com o adicional, o aposentado poderá receber mais que o teto do INSS.

    Hoje, se discute a possibilidade de conceder o adicional aos titulares de outras aposentadorias (por idade e por tempo de contribuição), desde que comprovem a necessidade de acompanhamento permanente. A legislação prevê o acréscimo apenas aos titulares de aposentadoria por invalidez, porém, advogados previdenciaristas defendem a tese de que, em respeito ao princípio da isonomia (igualdade) nos benefícios da previdência, o adicional seria devido também às outras aposentadorias.

    A Turma Nacional de Uniformização, órgão recursal dos Juizados Especiais Federais, firmou entendimento de que qualquer aposentadoria daria direito ao adicional caso o aposentado necessitasse de acompanhamento. Os juízes federais alegaram que o objetivo da norma é dar assistência aos que precisam de acompanhamento, independente da espécie de aposentadoria que recebem. Também existem decisões do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que admitem a concessão do adicional às demais aposentadorias.

     

    LEIA TAMBÉM

    Novo portal do INSS: acesse seus dados

    O fator previdenciário e a regra dos 85/95 pontos

    Auxílio doença e aposentadoria por invalidez

     

    Como o tema ainda é bastante divergente, o Superior Tribunal de Justiça determinou a suspensão dos processos que discutem tal possibilidade até o julgamento do Recurso Repetitivo — Tema 982 —, onde a Corte tomará decisão que deverá valer para todo o país. O TRF4, em Porto Alegre, também possui Incidente de Demanda Repetitiva aguardando julgamento para debater a matéria com todos os desembargadores que julgam ações do INSS.

    Se a tese dos advogados previdenciaristas se confirmar nos tribunais, quem se aposentou por idade ou por tempo de contribuição e necessite de acompanhamento permanente também poderá requerer o adicional.

    No momento, o INSS indefere imediatamente pedidos de adicional de 25% para outras aposentadorias senão a por invalidez. Nestes casos, o aposentado poderá ingressar com ação judicial e o processo ficará suspenso aguardando a decisão do TRF4 (para ações que tramitam na Região Sul) ou do STJ.

    Para quem recebe aposentadoria por invalidez, basta agendar perícia médica junto ao INSS para comprovar a necessidade de acompanhamento. Caso o perito da previdência não reconheça a necessidade de acompanhante, o aposentado também poderá recorrer ao Judiciário e requerer perícia judicial.

    Os peritos costumam analisar se o aposentado necessita de terceiros para realizar as atividades da vida diária, como higiene básica, alimentação, locomoção, etc. A Instrução Normativa do INSS (norma interna que orienta os servidores da previdência) ainda exemplifica casos em que deverá ser concedido o adicional:

    • I - cegueira total;
    • II - perda de nove dedos das mãos ou superior a esta;
    • III - paralisia dos dois membros superiores ou inferiores;
    • IV - perda dos membros inferiores, acima dos pés, quando a prótese for impossível;
    • V - perda de uma das mãos e de dois pés, ainda que a prótese seja possível;
    • VI - perda de um membro superior e outro inferior, quando a prótese for impossível;
    • VII - alteração das faculdades mentais com grave perturbação da vida orgânica e social;
    • VIII - doença que exija permanência contínua no leito; e
    • IX - incapacidade permanente para as atividades da vida diária.

    Lembrando que a lista é exemplificativa, portanto, o perito deverá analisar caso a caso.

    Para conversar sobre o assunto, trazer dúvidas ou sugestões de temas, envie e-mail para andrio.dossantos@hotmail.com.

     

    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Eduardo Torres | EDITOR | eduardo@seguinte.inf.br
    Guilherme Klamt | EDITOR | guilherme@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.