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    a coluna da jeane

    Uns versos de braço quebrado – 8

    por Jeane Bordignon | Publicada em 11/10/2020 às 12h10

    Sigo no desafio de digitar somente com a mão direita. Ansiosa para me livrar da tipoia e começar a fisioterapia, mas consciente de que o processo é lento. O braço dói quando tiro o apoio, a mão ainda está meio rígida… Mas cada dia, cada pequeno progresso, é uma alegria.

    O tombo aconteceu na semana em que comecei minha pós-graduação EAD em Arte-educação. Ainda bem que é tudo pelo computador, mas mesmo assim foi uma batalha acompanhar a primeira disciplina com dor e a cabeça cheia de remédios. A segunda matéria começou quando eu já estava mais recuperada da cirurgia, então foi bem mais tranquila.

    Para o trabalho de avaliação desta disciplina, precisei elaborar uma atividade educativa sobre um museu. E escolhi nosso Museu Agostinho Martha, porque valorizo a história da aldeia. Tenho uma questão de afeto também, porque meu avô e meu pai trabalharam em atafonas (as fábricas de produção de farinha de mandioca e polvilho que foram fundamentais no desenvolvimento da cidade).

    Lembro de visitar o museu antes do incêndio de 1997. Mas a minha memória mistura as lembranças daqui com as visitas ao Museu Júlio de Castilhos (de Porto Alegre), por ambos serem voltados à história. Então não dou certeza do que vi na adolescência.

    Quando estava na faculdade, fui algumas vezes pesquisar nos arquivos que estavam (uma situação provisória que durou anos) na sede da Fundarc. Recordo que folheei algumas edições do antigo jornal O Gravataiense, quase chorando porque não havia luvas para manipular o material com o cuidado correto. Também fiz algumas pesquisas para matérias do Correio de Gravataí, onde eu trabalhava.

    Mas aquele canto da Rua Nossa Senhora dos Anjos é especial. Não só pelo sobrado que abriga o museu, também pela pracinha em frente… não sei se ainda existe lá uma máquina de atafona, mas eu gostava de passar pela praça, olhar aqueles objetos e pensar que eram parecidos com os que meu pai trabalhou. É uma sensação de pertencimento à história da cidade, sensação boa.

    Outro dia ouvi uma frase (de Helen Marks) de que gostei muito: "O passado é referência, não residência. " Então, apesar de todo o papo nostálgico até agora, vou partilhar dois poemas inspirados por incômodos recentes. Já tem um tempo que os escrevi, mas soam como se tivessem nascido hoje.

     

    TEMPOS MODERNOS

    Tempos esses…

    calor de caldeira

    as máscaras derretem

    mais rápido

    a cada “espetáculo”

    mal dá tempo

    de assentar na cadeira

    Tempos esses…

    a bondade é seletiva

    e surda

    estende o prato

    e nem vê os olhos

    nem pergunta

    “qual é tua fome?”

    Tempos esses,

    meus senhores…

    onde ninguém

    quer mais ser plateia

    onde vence

    quem grita mais alto

    e aos poucos

    todos estão roucos

    Sãos, só sobram os loucos.

     

    DONA RAIVA

    Dona Raiva

    nunca é boa conselheira:

    tem os olhos turvos de mágoa

    aquele olhar de catarata

    onde nada mais é cristalino.

     

    Dona Raiva

    grita e esbraveja

    em todas as direções

    e no fundo só deseja

    alívio para as aflições.

     

    Dona Raiva

    já nem sabe mais de onde

    vem tanta revolta

    só procura, às cegas,

    jogar para alguém de volta.

     

    Dona Raiva

    acha que tem respostas

    nas na verdade é só desespero

    puxando quem estiver por perto

    para dentro do seu atoleiro.

     

    Dona Raiva

    pensa que vai

    salvar o mundo

    mas tanta raiva,

    minha senhora,

    só vai mesmo

    nos levar ao fundo.

     

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