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    a coluna da jeane

    Uns versos de braço quebrado – 5

    por Jeane Bordignon | Publicada em 19/09/2020 às 13h07

    Enfim posso dimensionar o tamanho do estrago no braço. A foto acima é do raio-x que tirei logo após a ciurgia… meia dúzia de parafusos e uma senhora placa. O braço ainda está um tanto rígido e a mão caída, meio “boba”. Vou ficar mais um mês na tipoia, para só então médico poder avaliar o estado do nervo e encaminhar para fisioterapia. Na melhor das hipóteses, o doutor estimou 6 meses para recuperação.

    Mas não me queixo, porque já recuperei um tanto da autonomia. A gente vai aprendendo a se virar com uma mão só. Mas digitar assim cansa mais do que parece. Por isso ainda vou seguir preenchendo a coluna com poesia por algum tempo.

    A saudade de costurar e fazer meus artesanatos está grande! Mas ainda bem que antes do tombo consegui fazer uma peça linda que usei para enviar ao II Festival de Arte Têxtil - Fibra de Artista. A exposição começa no próximo dia 24 e vai até 23 de outubro, na página facebook.com/festivaldeartetextilfibradeartista e Instagram @festivalfibradeartista.

    Estou muito feliz de fazer parte desse festival!

    E sigamos com duas poesias um tanto filosóficas, escritas no Rio de Janeiro.

     

    TEMPO PARA POESIA

    Eles não têm tempo

    para a poesia

    porque precisam aumentar

    os dígitos da conta

    e precisam comprar

    cada vez mais

    e precisam ostentar

    que estão por cima

    e precisam mostrar

    que venceram na vida...

    Vão perder tempo 

    com poesia?

    Mal dá tempo

    de ler as notícias

    (tem que ao menos

    passar os olhos)

    e algum livro útil

    que traga algo realmente

    relevante para a vida

    (como ganhar mais dinheiro,

    por exemplo).

     

    Eles não têm tempo

    para a poesia.

    Sempre de cabeça baixa,

    em seus celulares,

    não olham para o céu,

    não notam que floriu o jardim,

    não ouvem o riso

    das crianças na praça,

    não percebem a borboleta

    que pousou na janela...

    Eles acham que a poesia

    está apenas nos livros!

    Eles não têm tempo

    e nem coração

    para a poesia.

     

    UTILIDADES

    Sinto-me inútil...

    E por que preciso ser útil?

    Até as canetas estão deixando de ser

    úteis nesses tempos eletrônicos...

    E se faltar um copo

    (meio vazio ou meio cheio?)

    pode-se usar a concha da mão...

    Vê? Até a utilidade das coisas

    é questionável!

    E elas nem sentem que existem.

    Nós sim

    sentimos o peso

    de carregar o corpo pelos dias

    em busca de algo

    que nem sabemos ao certo

    em busca de um alvo

    de chegar em algum lugar

    mas qual é o lugar

    que realmente queremos?

    Dúvidas às vezes são úteis

    para encontrar respostas,

    mas em outras vezes

    apenas pesam

    (como aquela bola de ferro

    acorrentada na perna).

     

    E a poesia, talvez não tenha

    utilidade alguma!

    Talvez seja apenas uma conversa

    (um monólogo chato)

    de um pobre poeta

    de derrama seus ais

    na folha em branco.

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