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    coluna da teresa

    O pó das coisas desimportantes

    por Teresa Azambuya | Publicada em 24/09/2018 às 17h01

    O poema é antes de tudo um inutensílio.

    Hora de iniciar algum

    convém se vestir de roupa de trapo.

    Há quem se jogue debaixo de carro

    nos primeiros instantes.

    Faz bem uma janela aberta.

    Uma veia aberta.

    Pra mim é uma coisa que serve de nada o poema

    Enquanto vida houver

    Ninguém é pai de um poema sem morrer

    Manoel de Barros

     

    :

     

    Ontem eu estava tirando o pó dos móveis e decidi, resoluta: vou me livrar de todas as quinquilharias da estante.

    Peguei a primeira: um vidrinho de sal do himalaia enfeitado com uma pena.

    Quinquilharia!

    Era a lembrança da primeira mostra científica da qual o Augusto participou, no colégio.

    Quinquilharia?

    Não. Lá ficou.

    A segunda vai pro lixo, certo. Um barquinho de mastro torto, lembrança da viagem que fizemos juntos a Maceió.

    Quinquilharia?

    Não. Lá ficou.

    Desisti.

    Todos os objetos desimportantes da minha estante evocam momentos consagrados da minha vida. Cada um deles é um verso, um inutensílio que não rima com a decoração da minha casa, mas que precisa ficar ali, para lembrar que também dos inutensílios e das coisas desimportantes somos feitos. 

    E é por isso que a poesia da desimportância de Manoel de Barros é, sem dúvida, uma das que mais me toca.

    Esse dia a dia que levamos, repleto de fatos relevantes demais como trabalho, escola, notícia, boletos, inflação, ministros, exames, farmácia, mercado e tantos outros, merece um hiato, um olhar para aquilo que desacelera nossa mente.

    Faz bem uma janela aberta. Faz bem olhar para objetos na estante. Faz bem ler poesia.

     

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