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    coluna do leandro

    A história da cidade que é como uma empresa

    por Leandro Melo | Publicada em 22/08/2018 às 18h21

    De todas as histórias contadas nos escritórios, fábricas e balcões por aí, essa merece atenção. Se não for fato, serve ao anedotário corporativo. Dizem que existe uma cidade, única no mundo, criada para ser um exemplo de gestão pública. Nela, tudo funciona como uma empresa.

    Isso mesmo! Uma empresa!

    Foi batizada de Cidade de Fala CIA S/A, para refletir a importância de ouvir os munícipes – na verdade, registrados como empregados/sócios. E para os que não andam na linha a punição é o desligamento, a rua! Tem que juntar as trouxas e ir embora para outro lugar.

    Pouco mais de 3 mil pessoas vivem e trabalhavam no lugar que tem CNPJ, cadastro RAIS e diretores e gerentes no lugar de secretários, além de um séquito de fornecedores e consultores. Claro, ao invés de prefeito, um presidente CEO com mandato eletivo de dois anos.

    O mais arrojado deles decidiu que deveria contratar um Diretor de Inovação para otimizar o trabalho e melhorar radicalmente a produtividade. A notícia acendeu os ânimos num misto de preocupação e entusiasmo com tantas possibilidades anunciadas!

    Algumas semanas se passaram e uma reunião a portas fechadas com o CEO, solicitada com urgência pelo novo diretor, mudaria a história de Fala Cia.

    – Presidente, lamento ter más notícias, porém, preciso lhe relatar um fato extremamente desagradável e que pode abalar o projeto de Inovação.

    – Diga!

    – Bem, o funcionário que o senhor me indicou como um braço direito e que era uma liderança positiva e alguém confiável, vem demonstrando um comportamento inaceitável.

    – Não posso acreditar! O que ele fez?

    – Bem, tudo o que ele faz é ficar de papo com os colegas pelos corredores e na fábrica. E acredito que ele aproveite este espaço para transmitir ideias pouco alinhadas com nosso projeto. Ele até defendeu, numa reunião, que não poderíamos realocar aquelas pessoas na área nobre que hoje é a horta de Fala Cia., onde pretendemos instalar o novo shopping.

    – Isso não é nada bom, mas procure conversar com ele. Soube que ele até ajuda as pessoas que o procuram. Ele defenderá o que é melhor para a cidade. Eu preciso viajar nessa semana. Mantenha-me informado.

    Dias depois, nova reunião foi agendada com tom ainda mais grave.

    – Caro presidente, a situação só piora com aquele funcionário. Ele insiste em usar roupas muito extravagantes, em total desacordo com nosso código de vestimentas. E, ainda, soube que faz pelo menos dois encontros com os colegas nos finais de semana. Ele pode estar planejando, até mesmo, algo contra o senhor!

    – Mas isso é tão intrigante. Nestes anos todos pudemos contar com o apoio dele. Os serviços que ele nos presta são inestimáveis. Tente mais um pouco. Busque aproximar-se dele.

    Mais uma semana se passa e o diretor entra na sala do presidente com ar indignado dizendo:

    – Senhor presidente, seu pupilo ultrapassou todos os limites. Eu o flagrei bebendo em pleno expediente!

    – Então chega! Ponha-o no olho da rua!

    E foi assim que se demitiu o padre da cidade de Fala Cia. e se promoveu o diretor de Inovação à vice-presidente.

    Contar histórias é um talento geralmente atribuído aos escritores e artistas da dramaturgia. Porém, o Mundo do Trabalho é pródigo em criar hábeis contadores de histórias, que acreditam verdadeiramente na sua versão dos fatos. Cabe ao ouvinte a disposição para compreender o que há por trás do roteiro e da vida das personagens.

     

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