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    coluna da teresa

    Nas redes, somos quem queremos ser

    por Teresa Azambuya | Publicada em 15/08/2018 às 16h04

    Nós produzimos discursos o tempo todo. Inclusive nossa identidade não é inata: é a produção de um discurso, é o que dizemos sobre quem nós somos.

    Em minha dissertação de Mestrado, fiz um estudo sobre a construção de personagens portugueses em romances africanos e, para isso, li muito sobre identidade. Dos muitos autores que pesquisei, associei-me às teorias que consideravam que a visão que tenho sobre o outro, sobre a alteridade, revela também a visão que tenho sobre mim.

    Paul Ricoeur foi um desses autores. Dentre as ideias que destaco, é a de que a identidade é construída em dois polos: uma parte relativa ao que eu sou e outra parte relacionada ao que eu nego do outro.

    Transporto, então, essa reflexão para o contexto das redes sociais.

    Todo o discurso que produzo sobre mim mesmo nas redes acaba sendo um discurso ficcional.

    O "eu" que mostro nas redes é um recorte da realidade; evidencia geralmente apenas o que é capaz de produzir um efeito positivo. Crio um personagem que é feliz, que passeia aos domingos e que transforma até mesmo uma foto de pés pra cima num motivo de celebração. Depois que o click da foto se encerra, depois que o botão "publicar" é pressionado, esse eu virtual converte-se no eu real que talvez esteja com a meia furada, que talvez não esteja olhando para a pessoa ao lado, a não ser pela lente da câmera do celular, pronta para a próxima postagem.

    Já o discurso que produzo sobre o outro nas redes, esse sim é capaz de revelar um eu mais autêntico, mais próximo do real.

    As escolhas dos links, piadas e imagens que compartilho dos outros, os comentários feitos nas postagens alheias (e quanto podemos nos horrorizar ao ler certos comentários), o que curto, amo, entristeço ou critico em relação ao que publicam denuncia muito sobre minha visão de mundo. Creio que mais ainda do que aquilo que digo - ou posto - sobre mim.

    Mas, no final das contas, somos tudo isso mesmo. Somos as ficções que criamos, as ideologias que deixamos transparecer ao nos relacionarmos com os outros, somos muitos eus.

    Sermos conscientes disso é muito importante para não criarmos ilusões sobre quem nós somos, para não nos perdermos nesse mar de discursos, de informações. Contribui para nosso autoconhecimento.

     

     

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