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    coluna da teresa

    O dia em que ele ouve você vai ser pai

    por Teresa Azambuya | Publicada em 08/08/2018 às 13h22

    Na costa uruguaia do Departamento de Rocha, antes de Punta del Este, é possível ver um bonito fenômeno da natureza, causado por um organismo protozoário chamado Noctiluca. O mar fica brilhante, o que é explicado pela bioluminiscência: quando esses pequenos organismos tornam-se se brilhantes, na ocasião em que a água do mar é perturbada pela passagem de algum peixe, ou pela agitação das ondas.

     Eu, particularmente, não conhecia esse fenômeno – simplesmente poético e maravilhoso – até ouvir a música Noctiluca, do cantor uruguaio Jorge Drexler, de quem sou fã. Nessa canção, a poesia do mar que instantaneamente brilha é posta em paralelo à descoberta da paternidade.

     

    Noctiluca

     

    La noche estaba cerrada.

    Y las heridas abiertas.

    Y yo que iba a ser tu padre buscaba sin encontrarme,

    En una playa desierta.

     

    Tenía la edad aquella en que la certeza caduca,

    Y de pronto al mirar el mar vi que el mar brillaba con un brillar de noctilucas.

    Algo de aquel asombro debió anunciarme que llegarías,

    Pues yo desde mis escombros al igual que el mar sentí que fosforecía.

    Supe sin entenderlo de tu alegría anticipada,

    Un dia entenderás que habla de ti esta canción encandilada.

     

    Brilla noctiluca,

    Un punto en el mar oscuro,

    Dónde la luz se acurruca.

     

    (No trecho em negrito:

    Eu que seria teu pai buscava, sem encontrar-me,

    numa praia deserta.

     

    Tinha aquela idade em que a certeza caduca

    E logo que olhei o mar vi que o mar brilhava com um brilho de noctilucas

    Algo daquele assombro anunciou-me que chegarias

    Pois eu, desde meus escombros, igual ao mar senti que fosforecia.)

     

    :

     

    Ouvi várias vezes essa música. Ela traduziu perfeitamente o tanto de assombro e de maravilha que a frase “você vai ser pai” pode causar. E refleti muito sobre isso, lembrando de como foi diferente minha reação e a de meu marido quando descobrimos que o Artur chegaria. Nós dois havíamos desejado muito esse bebê. Nós dois já tínhamos um filho, sabemos o tanto de maravilha e de suplício que é passar por isso. Quando eu soube, chorei de alegria. Ele ficou, por instantes, paralisado.

    A questão é que a mãe sente todas as mudanças passarem pelo seu corpo, gradativamente, até receber o bebê nos braços. O filho é uma presença constante. O pai, não: por mais que se esforce, por mais que acompanhe a mãe em todos os momentos, por mais que seja parceiro, a paternidade é apenas um discurso, e não uma sensação física, até o dia do nascimento.

    Isso não os isenta em nada, mas não é sobre a divisão de papéis que trato, fundamentalmente, neste texto.

    Refiro-me aos que se assombram e fogem, ou ficam sem ação; mas, principalmente, aos pais que se assombram e mergulham nesse mar que brilha, muito, mas muito intensamente. 

    O assombro é também parte poética de se ter um filho: tão poética e necessária quanto o maravilhar-se.

    Neste domingo será Dia dos Pais. A todos os mergulhadores nesse mar de brilho intenso, igualmente assustador e encantador, meus parabéns.

     

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