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    coluna da teresa

    Um Real por devaneio

    por Teresa Azambuya | Publicada em 17/07/2018 às 14h47

    Acordei aos prantos.

    No sonho, eu subia ao ônibus. A barriga imensa, sete meses de gestação, a dificuldade de passar na roleta. Entreguei uma nota de dez reais ao cobrador, que me deu o troco em notas de um real.

    - Mas notas de um real já não são mais aceitas! - recusei.

    O cobrador discutiu. Falei, expliquei, argumentei:

    - Não posso ficar no prejuízo, ninguém aceita mais essas notas!.

    O cobrador saiu de seu lugar, me jogou ao chão e começou a chutar minha barriga.

    Imaginem como acordei aos prantos.

    Sonhos são curiosos. Que motivação eu teria para sonhar com uma nota de um real? E que desespero acordar com a mão sobre a barriga, protegendo meu pequeno Artur, que ali crescia! Isso tem explicação?

    Várias correntes de pensamento, desde a ciência, a psicanálise até o esoterismo procuram desvendar os mistérios do sonho. A poesia aproxima-se dessa tentativa, mas por outro ângulo. O pensador Gaston Bachelard associa a poesia ao devaneio, diferenciando-o do sonho:

    O devaneio é uma instância psíquica que muitas vezes se confunde com o sonho. Mas quando se trata de um devaneio poético (…), sabemos que não estamos mais no caminho fácil das sonolências. O espírito pode relaxar-se; mas no devaneio poético a alma está de vigília, sem tensão, repousada e ativa. (Gaston Bachelard, A poética do espaço, p. 6)

    Mesmo que eu quisesse traduzir um pesadelo em um poema, não conseguiria fazê-lo de forma direta. Ao escrever, passaria a um estágio de consciência, de vigília, que me faria dar uma ordem àquilo que sonhei desorganizadamente. O sonho surge; o devaneio projeta-se.

    Sempre tenho sonhos malucos. (E quem não tem?). Notas de um real, folhas em branco perseguindo-me. Este foi um poema que escrevi por ocasião de outro pesadelo:

     

    Nada lírico

     

    Não foi a corrida sem sair do lugar,

    a mão estendida sem poder alcançar,

    a ligação sem se poder completar,

    o monstro e dele não poder desviar.

     

    O grande susto,

    motivo do grito desgovernado

    e da rima pobre

    que acordou os vizinhos

     

    Foi uma grande folha em branco

    e a caneta improdutiva

    Eu em desalinho.

     

    Talvez esta coluna tenha sido de muito devaneio.

    Talvez meu poema tenha esvaziado o medo da página em branco.

    Talvez isso valha uma nota de um real.

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