notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 16/08/2018

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    coluna da teresa

    Um Real por devaneio

    por Teresa Azambuya | Publicada em 17/07/2018 às 14h47

    Acordei aos prantos.

    No sonho, eu subia ao ônibus. A barriga imensa, sete meses de gestação, a dificuldade de passar na roleta. Entreguei uma nota de dez reais ao cobrador, que me deu o troco em notas de um real.

    - Mas notas de um real já não são mais aceitas! - recusei.

    O cobrador discutiu. Falei, expliquei, argumentei:

    - Não posso ficar no prejuízo, ninguém aceita mais essas notas!.

    O cobrador saiu de seu lugar, me jogou ao chão e começou a chutar minha barriga.

    Imaginem como acordei aos prantos.

    Sonhos são curiosos. Que motivação eu teria para sonhar com uma nota de um real? E que desespero acordar com a mão sobre a barriga, protegendo meu pequeno Artur, que ali crescia! Isso tem explicação?

    Várias correntes de pensamento, desde a ciência, a psicanálise até o esoterismo procuram desvendar os mistérios do sonho. A poesia aproxima-se dessa tentativa, mas por outro ângulo. O pensador Gaston Bachelard associa a poesia ao devaneio, diferenciando-o do sonho:

    O devaneio é uma instância psíquica que muitas vezes se confunde com o sonho. Mas quando se trata de um devaneio poético (…), sabemos que não estamos mais no caminho fácil das sonolências. O espírito pode relaxar-se; mas no devaneio poético a alma está de vigília, sem tensão, repousada e ativa. (Gaston Bachelard, A poética do espaço, p. 6)

    Mesmo que eu quisesse traduzir um pesadelo em um poema, não conseguiria fazê-lo de forma direta. Ao escrever, passaria a um estágio de consciência, de vigília, que me faria dar uma ordem àquilo que sonhei desorganizadamente. O sonho surge; o devaneio projeta-se.

    Sempre tenho sonhos malucos. (E quem não tem?). Notas de um real, folhas em branco perseguindo-me. Este foi um poema que escrevi por ocasião de outro pesadelo:

     

    Nada lírico

     

    Não foi a corrida sem sair do lugar,

    a mão estendida sem poder alcançar,

    a ligação sem se poder completar,

    o monstro e dele não poder desviar.

     

    O grande susto,

    motivo do grito desgovernado

    e da rima pobre

    que acordou os vizinhos

     

    Foi uma grande folha em branco

    e a caneta improdutiva

    Eu em desalinho.

     

    Talvez esta coluna tenha sido de muito devaneio.

    Talvez meu poema tenha esvaziado o medo da página em branco.

    Talvez isso valha uma nota de um real.

    • esporte
      Estreia do Cerâmica é adiada em uma semana
      por Eduardo Torres
    • saúde pública
      O que mudou, e vai mudar, no Dom João Becker com Santa Casa
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • caso da maconha
      OPINIÃO | Mário Peres, entre a polícia, a câmara e a facção
      por Rafael Martinelli
    • eleições 2018
      Juliano Paz aposta nas lives para falar com eleitor
      por Eduardo Torres
    • entrevista
      Dinheiro tirou Rosane Bordignon da eleição
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      Testamos o carro elétrico da GM
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt e Divulgação/GM
    • tá na mesa
      O dia em Marco Alba contestou Caetano e Roberto Carlos
      por Rafael Martinelli
    • eleições 2018
      Rosane Bordignon decide não concorrer
      por Rafael Martinelli
    • meio ambiente
      O Rio Gravataí é a sala de aula
      por Eduardo Torres
    • nota oficial
      Partido do vereador apoia investigação em caso da maconha
      por Rafael Martinelli
    • delegado confirma
      Vereador será investigado no caso da maconha
      por Rafael Martinelli
    • suspeita
      Saul Sastre é investigado por fraude no Daer
      por Eduardo Torres
    • operação
      Vereador diz que alugava prédio da meia tonelada de maconha
      por Rafael Martinelli
    • eleições 2018
      Juliano Paz, um pé em Gravataí, outro em Cachoeirinha
      por Rafael Martinelli
    • homenagem
      Diretora do Gensa e Facensa recebeu placa em Brasília
      por Silvestre Silva Santos
    • homenagem
      Denise, a Medonha, vai virar nome de biblioteca
      por Eduardo Torres
    • personagens
      COM VÍDEO | O caçador que abraçou um rio
      por Eduardo Torres | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • coluna do silvestre
      Quem comprou o terreno do prédio mais alto
      por Silvestre Silva Santos
    • eleições 2018
      10 coisas sobre a foto que mexeu com a política local
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      OPINIÃO | Bagunça na Freeway, com Justiça & tudo
      por Silvestre Silva Santos
    • meio ambiente
      O plano que vai definir a cobrança por uso da água do Gravataí
      por Eduardo Torres | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Eduardo Torres | EDITOR | eduardo@seguinte.inf.br
    Guilherme Klamt | EDITOR | guilherme@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.