notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 17/06/2019

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    coluna do andrio

    Como ficou a reforma da Previdência

    por Andrio dos Santos | Publicada em 04/06/2018 às 13h55| Atualizada em 04/06/2018 às 13h55

    Desde o impeachment da ex-presidente Dilma, uma das reformas mais prometidas pelo governo de Michel Temer foi a Reforma da Previdência, sob a alegação de que esta resolveria o problema do déficit público do país.

    Qualquer ampla reforma da Previdência depende de Emenda Constitucional e, para isto, são necessários 3/5 dos votos do congresso nacional, ou seja, 308 deputados e 49 Senadores. As dificuldades de reformar a Constituição - que já são grandes em qualquer governo, ainda mais se falando de Previdência - são ainda maiores no caso de Temer devido a sua impopularidade perante à população: 3% de aprovação apenas.

    O fim da reforma pretendida por Temer se deu quando, às vésperas da votação da proposta, em maio de 2017, uma bomba caiu em Brasília: os áudios de Joesley Batista com o Presidente Temer.

    De lá para cá a reforma perdeu força dentro do congresso nacional. Sem contabilizar os votos necessários para aprovar a proposta, o governo anunciou em fevereiro deste ano a Intervenção Militar no Rio de Janeiro com objetivo de obter maior apoio popular – que tanto clamava por segurança pública -, já de olhos nas eleições do próximo outubro.

    A Constituição Federal determina que nenhuma alteração Constitucional poderá tramitar no Congresso durante o período de uma intervenção militar. Portanto, a Reforma da Previdência, em tese, não deverá ocorrer antes de 31/12/2018, data prevista para o fim da Intervenção no RJ.

    Neste cenário, a responsabilidade do tema recairá sobre o próximo Presidente da República, e, como consequência disto, o debate sobre reforma previdenciária se dará já nas candidaturas apresentadas para a presidência. Cabe a nós ficarmos atentos às propostas de cada candidato.

    Excluindo das prováveis candidaturas o ex-presidente Lula, que dificilmente concorrerá, os quatro principais pré-candidatos, até agora, são Alckmin, Bolsonaro, Ciro Gomes e Marina Silva. Ainda temos Henrique Meirelles, representando o atual governo, e provavelmente algum candidato do PT, talvez Jacques Vagner ou Fernando Hadad. Tanto Meirelles quanto os petistas correm atrás do prejuízo para tentar ultrapassar 2% de intenções de votos, segundo pesquisas do Datafolha[1].

    Os discursos dos pré-candidatos Geraldo Alckmin e Marina Silva são parecidos quanto à reforma: são a favor, mas focam no fim dos privilégios. Alckmin afirmou no final de 2017 que seu partido votaria a favor da proposta de reforma de Temer – aquela que estipulava idade mínima e alterava a forma de cálculo da renda das novas aposentadorias. Portanto, apesar de não afirmar isto publicamente como pré-candidato, o histórico de Alckmin e seu partido mostram que, com ele na presidência, a reforma nas aposentadorias do INSS não será tão rasa quanto seu discurso. Já o partido de Marina criticou as propostas de Temer para a previdência, alegando que as reformas não podem prejudicar a população mais frágil.

    O ex-deputado Jair Bolsonaro é uma incógnita ainda maior quanto ao tema. Durante todo o debate da proposta de Temer no congresso, Bolsonaro afirmou que votaria contra a reforma porque esta traria miséria aos aposentados[2]. Porém, sua pré-candidatura, conforme ele mesmo afirma, possui propostas para a área econômica baseadas em projetos do economista Paulo Guedes, um dos mais liberais do país e que defendem profundas reformas nas regras das aposentadorias[3]. O próprio Bolsonaro afirma que não chegou a um consenso sobre o tema, portanto, é difícil saber qual a proposta do pré-candidato, tendo em vista a divergência entre seus posicionamentos e os de seu conselheiro da área econômica.

    Ciro Gomes é, talvez, o maior crítico da reforma proposta pelo atual governo. O pré-candidato afirma que a Previdência não possui déficit se consideradas todas as contribuições que são vertidas ao sistema previdenciário. Ciro alega que o erro dos defensores da reforma é contabilizar apenas as contribuições do empregado e do empregador. Em entrevista recente ao programa Roda Viva, Ciro defendeu a igualdade entre os regimes do INSS e dos servidores públicos, criando, na verdade, um regime único para todas as aposentadorias.

    Um eventual candidato do PT teria posição parecida com a de Ciro: contra as propostas por Temer. Mesmo assim, difícil saber ao certo como o eventual pré-candidato enfrentaria o assunto, pois tampouco sabemos quem será o candidato petista.

    Por fim, Henrique Meirelles, tentando defender o legado do presidente mais impopular da história do Brasil, continuará na luta pela reforma proposta pelo atual governo. Provavelmente defenderá a implantação de idade mínima para as aposentadorias e as mudanças na forma de cálculo da renda de cada benefício. Ao menos foi isto que defendeu enquanto Ministro da Fazenda dos últimos dois anos.

    Apesar dos rasos posicionamentos até agora, cabe à população dar a devida atenção ao tema da previdência. Nos discursos, nenhum candidato quer ser o carrasco das aposentadorias de milhões de brasileiros, porém, devemos analisar as práticas de cada político nos debates anteriores e tentar saber o que nos aguarda nos próximos quatro anos, segundo cada candidato.

     

    [1] http://datafolha.folha.uol.com.br/eleicoes/2018/04/1965039-preso-lula-mantem-lideranca-em-disputa-pela-presidencia.shtml

    [2] https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,contrario-a-reforma-da-previdencia-bolsonaro-diz-que-economia-so-afundou-com-meirelles,70002149038

    [3] https://gazetadopovo.com.br/eleicoes/2018/privatiza-tudo-quem-e-e-o-que-pensa-o-guru-de-bolsonaro-para-a-economia-79ho4xs9g2fj0rfpyef2k8rp6

     

     

     

     

    • opinião
      Dr. Levi no MDB? Carlos Gomes vai na casa de Marco Alba
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      A ’greve geral’ em Gravataí; a Senzala com complexo de Casa Grande
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      The Viking Brasil quer ser gigante de Gravataí
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • opinião
      Como ler Marco Alba; o card que até agora é ’a’ peça de 2020
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Partido de Dimas parece o de Bolsonaro
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Novo ’Km da Morte’ de Gravataí nas mãos de Leite
      por Rafael Martinelli
    • acolhimento
      Um pedido de socorro para ajudar mulheres agredidas
      por Redação
    • opinião
      Bolsonaro não vai mais ajudar Miki
      por Rafael Martinelli
    • em gravataí
      O bailarino que dançou para Michelle Obama
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • loja do bem
      Como doar para Campanha do Agasalho
      por Redação
    • segurança
      Barco de 7 milhões flagrado na Freeway em transporte irregular
      por Redação
    • opinião
      Sindicatão italiano pressiona Pirelli por Gravataí
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      A OAB de Gravataí e a polêmica da ’Lambe Toga’
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Bombeiro oficialmente fora da base de Marco Alba
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Anabel vai presidir partido dos Bordignons
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      O dia em que Régis não foi o vice de Dimas
      por Rafael Martinelli
    • com vídeo
      Quem Marco Alba apoiará para Prefeitura em 2020?
      por Rafael Martinelli
    • com vídeo
      A ’Vaza Jato’ mudou cardápio em Gravataí
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • trânsito urbano
      Nova rótula no Passo das Pedras fica pronta em três meses
      por Redação
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Guilherme Klamt | EDITOR | guilherme@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.