notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 17/10/2018

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    coluna da teresa

    Há séculos tenta se apagar a África

    por Teresa Azambuya | Publicada em 22/05/2018 às 11h57

    Grécia Antiga, Revolução Francesa, Revolução Industrial são todos tópicos abordados nas escolas brasileiras, todos de extrema importância para a formação de nossos alunos e todos com um ponto em comum: aconteceram em nações que detêm, por séculos, o poder econômico, político ou simbólico. Analisando a grade curricular por muitas décadas vigente, poderíamos pensar que, para além do nosso país, nada mais existe no mundo a não ser a Europa e os EUA. Não estaríamos limitando demais a aprendizagem dos jovens, restringindo o imenso globo a um único continente e mais alguns poucos países?

    O ensino de História e Cultura africana é um dos pontos polêmicos da nova proposta curricular. Simplesmente substituir o ensino de uma cultura pela outra não é o caminho. Mas não podemos desconsiderar que, desde o início das grandes navegações, no século XV, procura-se apagar um gigantesco continente: a África. A fim de legitimar práticas desumanas, como a escravidão e o colonialismo, desenvolveu-se o discurso que coloca os africanos como inferiores, incapazes de raciocínio, tomados pelo obscurantismo, pela feitiçaria. Num artigo publicado no mês de fevereiro, em jornal de grande circulação, a África foi referida como uma cultura entre aspas, e a inclusão desse continente na nova proposta curricular foi intitulada como Um Salto no Abismo. Isso evidencia um pensamento reducionista, que compreende toda a cultura africana apenas pelo candomblé e pela capoeira.

    Abismo não é quando se propõe um currículo que dê voz àqueles que foram silenciados, sim, pela História, escrita por brancos e colonizadores. Abismo é quando se desconhece o quanto de enriquecedor há na cultura, na literatura, na história e na arte africana. Abismo é quando se atribui a nova proposta curricular meramente a uma ideologia, sem considerar quantos alunos das nossas escolas se identificariam com o estudo da cultura africana de seus antepassados, mais até do que com uma “cultura milenar”, que nem sempre os representa.

     

    *texto com a colaboração de Luara Pinto Minuzzi, Doutoranda em Teoria da Literatura (PUCRS).

     

    • obras
      Plano de Marco prevê pontes e mais de 30 ruas até 2020
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • energia
      Fusão da RGE pode pesar no bolso
      por Eduardo Torres
    • coluna do silvestre
      Fábrica de asfalto daqui opera nos EUA
      por Silvestre Silva Santos com assessoria
    • habitação
      Impasse na Granja: tem feirão e tem ação judicial
      por Eduardo Torres
    • 7 anos do impeachment
      Sofri um golpe, diz Rita Sanco
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      Justiça devolve Freeway à Concepa.
      por Silvestre Silva Santos
    • novidade
      COM VÍDEO | Vizinhança à espera do Breno Garcia
      por Eduardo Torres | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • tráfico
      LSD e ecstasy saíam de Glorinha para o Brasil
      por Eduardo Torres
    • tráfico
      OPiNIÃO | A Lava-Jato contra as facções
      por Eduardo Torres
    • coluna do silvestre
      Estado promete RS-118 duplicada para este ano
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • eleições 2018
      OPINIÃO | Marco e o MDB apoiam Bolsonaro e filiam Áureo
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • ensino superior
      Facensa tem curso com nota máxima no Enade
      por Silvestre Silva Santos
    • eleições 2018
      OPINIÃO | O oportunismo de Cláudio Ávila; e os outros
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Eduardo Torres | EDITOR | eduardo@seguinte.inf.br
    Guilherme Klamt | EDITOR | guilherme@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.