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    coluna da teresa

    Delfina Benigna da Cunha nasceu em 1791, na Estância do Pontal, município de São José do Norte

    Poesias oferecidas às senhoras rio-grandenses

    por Teresa Azambuya | Publicada em 16/05/2018 às 10h39| Atualizada em 16/05/2018 às 10h39

    “Se amorosa simpatia

    Só por ti minh’alma sente,

    Não me negues cruelmente

    Tua doce companhia:

    Suaviza a mágoa ímpia,

    Que tu mesmo tens causado;

    Já que por lei de meu fado

    Outra glória não consigo,

    Deixa-me viver contigo,

    Embora pene ao teu lado.

    (Delfina Benigna da Cunha, Poesias, 1834)

     

    Já que um dos grandes debates atuais é o protagonismo feminino, resolvi trazer, hoje, a história da poetisa gaúcha Delfina Benigna da Cunha, pouco conhecida por nós, mas precursora em seu tempo.

    Delfina nasceu em 1791, na Estância do Pontal, município de São José do Norte. Escreveu o livro Poesias oferecidas às senhoras rio-grandenses, originalmente publicado em 1834. Sua obra é tida como o primeiro livro impresso do Rio Grande do Sul, e esse é um dos elementos que evidenciam a importância da autora.

    O Instituto Estadual do Livro reeditou, em 2001, seus poemas. Resgatar sua produção é, então, valorizar sua criação literária e seu papel fundador na História da Literatura rio-grandense.

    Mas por que a desconhecemos? Várias podem ser as razões. Delfina, além de ser mulher, era cega, condições essas que podem tê-la colocado numa posição periférica na História, segundo o pensamento da época. Também seu posicionamento político (ela não escondia o apoio a D. Pedro, tendo feito, inclusive, inúmeros poemas em sua homenagem) pode tê-la inscrito numa zona de silêncio, que nos privou de conhecermos amplamente sua produção.

    Essas motivações servem para nos fazer refletir acerca das avaliações que fazemos. Menosprezar um artista por suas escolhas políticas, ou por seu gênero, ou por qualquer outra condição é, sem dúvida, perder conhecimento; é deixar de usufruir de sua criação estética. Ainda hoje vemos situações como essas, lamentavelmente, e isso precisa ser discutido.

    Por essa razão é que divido com vocês a descoberta dessa autora: para que sua importância histórica seja retomada, para que o protagonismo feminino seja reforçado e para que a arte seja arte, acima de tudo, valorizada independentemente das condições de quem a produzir.

     

               

                   

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