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    oi, filho

    Beni fantasiado para uma festinha na creche

    A melhor hora da criança ir para a creche

    por Vinicius Ferrari | Publicada em 29/03/2018 às 13h38

    “Mas tão novinho e já está na creche?”

    “Ahhh, coitadinho vai viver doente agora!”

    “Tem que cuidar para não judiarem dele, ainda nem sabe falar”

    Essas são algumas das frases que mais ouvimos quando decidimos colocar o Beni na creche, com cinco meses de idade. Andressa precisou voltar a trabalhar e estudar, com todo o gás, e o Beni começou ficando com a dinda Bruna, que havia parado de trabalhar para cuidar da sapeca Amandinha. Com a dinda voltando ao batente os primos Beni e Amanda precisavam de uma creche e assim, depois de muita procura, foram matriculados na mesma escolinha.

    A nossa experiência com a creche do Beni foi maravilhosa! Encontramos uma pertinho de casa, com preço bom e cuidado fora de série. Essas três coisas são fundamentais na hora de escolher a escola certa. Na nossa saga encontramos de tudo: creches maravilhosas mais caras que uma faculdade e longe de casa; creches medianas com preço mediano e perto de casa; creches horrorosas, perto de casa com preço de faculdade... Enfim, todas as combinações possíveis, até achar um lugar tranquilo, arborizado, com cheirinho de feijão feito em casa e cuidado de casa de avó.

    E foi assim que desde os cinco meses o Beni fica na creche todos os dias de manhã e vai para casa só à tardinha quando eu o busco a pé, pelas ruas da cidade. O Beni não ficou tão doente quanto falavam e muito menos foi “judiado” pelas profs, muito pelo contrário, sempre que ficou doente foi bem cuidado e principalmente: é tratado com muito carinho e amor.

     

     

    Na creche aprendeu a bater palminha, mandar tchauzinho, dizer “papa” e a mais recentemente a dizer “ai”. Não preciso nem dizer que nos derretemos a cada videozinho e foto nova que recebemos por Whats, né? E tudo isso deu certo porque desde o início existiu uma confiança mútua entre a gente e a escola. É lindo ver o Beni crescer independente, aprendendo coisas novas e sentindo-se parte de uma sociedade, pois quando chegou na escolinha nosso bebê era literalmente um bebezinho e os grandinhos aprenderam a cuidar e interagir com ele.

    Por experiência própria eu diria que não existe uma hora certa para o bebê ir para a creche. O que existe é a hora certa para os papais retomarem a vida particular de cada um: para uns demora alguns anos e para outros alguns meses e isto é perfeitamente normal, cada um tem seu tempo. Colocar um bebê na creche é, acredite em mim, mais traumático e doloroso para os pais do que realmente é para a criança. É claro que cuidado de mamãe e papai jamais poderão ser substituídos por nenhuma escola, por mais legal que ela seja. Mas também não é tão ruim assim. Não se culpe quando sua hora chegar: ela chega para todo mundo e não há problema algum nisso.

     

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