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    coluna do dienstmann

    De vinhos, chocolate e jogadores de futebol

    por Cláudio Dienstmann | Publicada em 13/01/2018 às 19h49| Atualizada em 13/01/2018 às 19h49

    “As somas exorbitantes de dinheiro que os jogadores recebem hoje certamente diminuem a paixão deles: eu ganhava 20 libras por semana quando comecei a jogar futebol, mas estava muito feliz por ter escapado das minas de carvão” (Gordon Banks, goleiro inglês).

    “Alguns jogadores de futebol ganham realmente dinheiro demais: eu mesmo, por exemplo, não como mais de dois bifes por dia” (Harald Schumacher, goleiro alemão, em seu livro “Anpfiff”, “Apito Inicial”).

     

    Para se fazer uma garrafa de 750 ml de vinho são necessárias 300 uvas, um quilo delas, custando menos de um real. O garção que vai tirar a rolha da garrafa vai ganhar muito mais só para fazer isso. No caso, o produtor da uva, que enfrenta problemas de clima e pragas, é quem menos recebe.

    O quilo do porco vivo não chega a quatro reais. Mas vá você aí comprar uma costela, pernil ou paleta para ver o que vai pagar. O criador, com os custos da ração e riscos de doenças dos animais, outra vez é quem menos recebe.

    Plantar café é muito arriscado, e um menino aprendeu isso bem cedo. Primeiro é necessário preparar a terra, colocar as sementes no jacá (uma espécie de vaso de folha de madeira bem fininha amarrada com arame), esperar a plantinha crescer, cavar um buraco para cada uma, colocar – e aí esperar uns quatro ou cinco anos de cuidados e despesas até a planta virar um cafeeiro adulto e dar a primeira colheita. No caso, quando ela finalmente veio, os grãos já grandes, formados, bonitos mas não maduros ainda, veio uma geada. Os grãos que deveriam ficar vermelhos ficaram pretos, podres, e depois caíram as folhas e os galhos superiores dos cafeeiros – 12 mil cafeeiros. Foi a única vez que o menino viu o pai (chapéu amassado na cabeça e palheiro no canto da boca) chorar, e chamá-lo de filho e gemer, "perdemos tudo!” 

    Cacau: os países que mais produzem cacau são, na ordem, Costa do Marfim com 1,3 milhões de toneladas exportadas por ano, Gana 700 mil, Indonésia 600, Nigéria 360, Brasil 210 mil toneladas. Mas os países que mais fabricam chocolate não têm um pezinho de cacaueiro, importam cada grão, fabricam e exportam chocolate. A Alemanha fatura 4,3 bilhões de dólares anuais, a Bélgica 2,8, Holanda 1,7, Estados Unidos e Itália 1,6 cada. 

    No futebol também é assim: quem planta pode não colher, e se conseguir não terá os maiores lucros. Os países que produzem os melhores jogadores não são os mais ricos. Os mais ricos é que compram as sementes, aproveitam o talento dos melhores jogadores em seus campeonatos, e ainda por cima lucram com a revenda.

    Dezenas de brasileiros foram para a Europa a troco de banana (ou uva, ou café, ou cacau), muitos deles ainda como pequenos cafeeiros no jacá. Brilharam e ganharam títulos, e foram revendidos por dezenas de milhões de euros, no mínimo o dobro ou o triplo, e até dez vezes, ou ainda mais.

    Olha só a parte de uma lista: Romário, Rivaldo, Ronaldo Nazário, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Hulk, Lúcio, Jorginho, Émerson, Cafu, Dunga, Aldair, Leonardo, Fábio Conceição, Amoroso, Diego, Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva, Alex Teixeira, Robinho, Ramires, Fernandinho, Willian, Paulinho, Roberto Firmino, Marquinhos, Diego Costa, Douglas Costa, Jô, Anderson, Luiz Adriano, Oscar, Felipe Mello, Danilo, Alex Sandro, Éderson, Neymar, Phelippe Coutinho ...                

    Aumente aí a relação com os argentinos – Crespo, Batistuta, Verón, Saviola, Tevez, Aguero, Di Maria, Pastore, Mascherano, Lavezzi, Higuain, Dybala ... sem falar em Messi, que saiu criança e é um cheque em branco do Barcelona. E coloque os uruguaios Forlán, Suarez, Cavani, Vecino ... os colombianos James Rodriguez, Falcão Garcia, Cuadrado ... os chilenos Vidal e Aléxis Sanchis ... todo mundo dando espetáculo e rendendo dinheiro. Mas lá fora. Como o cacau que vira chocolate!

    É triste, mas tudo lembra uma piada antiga e de mau gosto sobre Portugal. Vá lá: os portugueses inventaram o para-brisa. Mas não funcionava. Até que veio um outro povo e apenas aperfeiçoou: colocou do lado de fora! 

    É isso aí, parceria. Não adianta só produzir o cacau e a uva. É preciso ter as fábricas e saber fazer o chocolate (como o pessoal de Gramado, que também não tem cacau). Ou simplesmente saber tirar a rolha da garrafa de vinho.  

     

    Agenda histórica do futebol gaúcho na semana

     

    14.1, domingo

    1987 – Grêmio oferece CZ$325 mil mensais a Renato – 20 mil dólares, o maior salário de jogador no Brasil – para renovar contrato por dois anos, e valor do passe vai para C$24 milhões, 1,5 milhão de dólares 

     

    15.1, segunda-feira

    2009 – após jogo com o Santa Cruz, ônibus com delegação do Brasil de Pelotas cai de ribanceira em Canguçu, ferindo sete pessoas e matando três: os jogadores Cláudio Millar e Régis, e o treinador de goleiros Giovani Guimarães

     

    16.1, terça-feira

    1992 – Fundação do Veranópolis Esporte Clube Recreativo e Cultural, o VEC

     

    17.1, quarta-feira

    1951 – Inter campeão gaúcho, 1x0 Brasil de Pelotas, Montanha , gol de Ênio Andrade (vice Floriano de Novo Hamburgo)

     

    18.1, quinta-feira

    1981 – Grêmio contrata do Huracan da Argentina o goleiro Cejas, que vai ganhar o equivalente a 4 mil dólares por mês

     

    19.1, sexta-feira

    1949 – Tesourinha, do Inter, eleito melhor jogador do Brasil, concurso “Melhoral dos Craques, 3.880.840 votos, e ganha casa na Rua Silveiro 

     

    20.1, sábado

    1980 – Inter tri Taça São Paulo juniores, 3x0 Atlético Mineiro

     

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