notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 15/10/2018

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    a ligação errada

    A sonoridade da voz, mais grave ou mais aguda, pode facilitar a identificação de uma pessoa.

    Minha voz

    por Sônia Zanchetta | Publicada em 28/12/2017 às 15h22

    Eu só me dei conta de que minha voz era muito grossa ou muito grave, como diriam os mais delicados, quando entrei no Curso Normal, no Instituto de Educação General Flores da Cunha, em Porto Alegre, aos 15 anos.

    Havia por lá um coral espetacular, que, não sei por que cargas d’água, era chamado de orfeão. Assim que assisti a uma de suas apresentações, corri para tentar conseguir uma vaga no grupo.

    Na audição, o regente me fez cantarolar algumas frases musicais, em diferentes timbres, do mais grave ao mais agudo, e bastaram alguns minutos para que sentenciasse: “Esta vai para o 4º grupo!”. E, assim, em vez de entrar para a turma que se esbaldava, cantando toda a música, fiquei em outra, que se limitava ao “nãnanarana, nãnanarana, nãnanarana”.

    Esta voz, que carreguei vida afora, uma única vez foi reconhecida como atributo positivo. Era meados da década de 70, e eu estudava Jornalismo na Famecos. Um dia, ao me ouvir lendo um texto, o professor Carlos Alberto disse que deveria me especializar em Rádio, porque “as mulheres de voz grave dão mais credibilidade à notícia dos que as de voz aguda”. Mas o rádio, definitivamente, não era a minha praia e, além disto, seu argumento me pareceu um tanto quanto machista.

    Anos depois, estava no foyer de um teatro com amigos, e uma mulher, que prestava atenção a nossa conversa, perguntou-me: “Por acaso não és a Sônia Zanchetta?” e, quando respondi que sim, afirmou: “Eu te conheci pela voz!”. Era uma funcionária da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, a quem eu telefonava, uma vez ao ano, há mais de uma década, para pedir dados necessários à organização da Feira do Livro de Porto Alegre, cuja equipe integro.

    Em outra ocasião, liguei para a Embaixada do Equador em Brasília, e a telefonista perguntou se eu não era a “Sônia de Sánchez (este era o meu nome de casada) que vivia em Quito na década de 80”. Descobri, então, que se tratava da Marta, que havia trabalhado, por lá, em uma empresa brasileira, naquela época. Adivinhem como ela me identificou?  

    E teve, também, uma vez em que fui ao programa da Ivete Brandalise, na TVE. Cheguei lhe dando os parabéns, porque haviam me contado que tinha, afinal, parado de fumar. E ela: “Pois parei mesmo, Sônia! E tu, quando paras?”. Daí tive de lhe explicar que, apesar daquela  voz de fumante em fim de carreira, nunca havia encarado mais do que duas ou três pitadinhas de Malboro, para ver como era, na época do colégio de freiras.

    Em nenhum momento cheguei a me preocupar seriamente com este assunto, nem mesmo quando uma fonoaudióloga de Cachoeirinha, ao me conhecer pessoalmente (até então éramos apenas facefriends), decretou: “Eu posso consertar tua voz!”. Naturalmente, declinei do oferecimento, porque, nessas alturas do campeonato, mudar de voz seria, para mim, algo como mudar de personalidade.

    Mas outro dia fiquei meio assustada. Imaginem que minha voz “cavernosa” despertou a ira de um sujeito que me ligou às 7h da manhã. Lá do outro da linha, ele me saudou: “Oi, João!”. E eu o interrompi, antes que esticasse a conversa: “Ligação equivocada, moço. Aqui não tem nenhum João”. E ele: “Não te faz, João e nem pensa em desligar!!!”.

     

     

     

    • 7 anos do impeachment
      Sofri um golpe, diz Rita Sanco
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      Justiça devolve Freeway à Concepa.
      por Silvestre Silva Santos
    • novidade
      COM VÍDEO | Vizinhança à espera do Breno Garcia
      por Eduardo Torres | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • tráfico
      LSD e ecstasy saíam de Glorinha para o Brasil
      por Eduardo Torres
    • tráfico
      OPiNIÃO | A Lava-Jato contra as facções
      por Eduardo Torres
    • coluna do silvestre
      Estado promete RS-118 duplicada para este ano
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • eleições 2018
      OPINIÃO | Marco e o MDB apoiam Bolsonaro e filiam Áureo
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • habitação
      Audiência pública debate a regularização da Granja
      por Eduardo Torres
    • ensino superior
      Facensa tem curso com nota máxima no Enade
      por Silvestre Silva Santos
    • eleições 2018
      OPINIÃO | O oportunismo de Cláudio Ávila; e os outros
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Eduardo Torres | EDITOR | eduardo@seguinte.inf.br
    Guilherme Klamt | EDITOR | guilherme@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.