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    a ligação errada

    A sonoridade da voz, mais grave ou mais aguda, pode facilitar a identificação de uma pessoa.

    Minha voz

    por Sônia Zanchetta | Publicada em 28/12/2017 às 15h22

    Eu só me dei conta de que minha voz era muito grossa ou muito grave, como diriam os mais delicados, quando entrei no Curso Normal, no Instituto de Educação General Flores da Cunha, em Porto Alegre, aos 15 anos.

    Havia por lá um coral espetacular, que, não sei por que cargas d’água, era chamado de orfeão. Assim que assisti a uma de suas apresentações, corri para tentar conseguir uma vaga no grupo.

    Na audição, o regente me fez cantarolar algumas frases musicais, em diferentes timbres, do mais grave ao mais agudo, e bastaram alguns minutos para que sentenciasse: “Esta vai para o 4º grupo!”. E, assim, em vez de entrar para a turma que se esbaldava, cantando toda a música, fiquei em outra, que se limitava ao “nãnanarana, nãnanarana, nãnanarana”.

    Esta voz, que carreguei vida afora, uma única vez foi reconhecida como atributo positivo. Era meados da década de 70, e eu estudava Jornalismo na Famecos. Um dia, ao me ouvir lendo um texto, o professor Carlos Alberto disse que deveria me especializar em Rádio, porque “as mulheres de voz grave dão mais credibilidade à notícia dos que as de voz aguda”. Mas o rádio, definitivamente, não era a minha praia e, além disto, seu argumento me pareceu um tanto quanto machista.

    Anos depois, estava no foyer de um teatro com amigos, e uma mulher, que prestava atenção a nossa conversa, perguntou-me: “Por acaso não és a Sônia Zanchetta?” e, quando respondi que sim, afirmou: “Eu te conheci pela voz!”. Era uma funcionária da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, a quem eu telefonava, uma vez ao ano, há mais de uma década, para pedir dados necessários à organização da Feira do Livro de Porto Alegre, cuja equipe integro.

    Em outra ocasião, liguei para a Embaixada do Equador em Brasília, e a telefonista perguntou se eu não era a “Sônia de Sánchez (este era o meu nome de casada) que vivia em Quito na década de 80”. Descobri, então, que se tratava da Marta, que havia trabalhado, por lá, em uma empresa brasileira, naquela época. Adivinhem como ela me identificou?  

    E teve, também, uma vez em que fui ao programa da Ivete Brandalise, na TVE. Cheguei lhe dando os parabéns, porque haviam me contado que tinha, afinal, parado de fumar. E ela: “Pois parei mesmo, Sônia! E tu, quando paras?”. Daí tive de lhe explicar que, apesar daquela  voz de fumante em fim de carreira, nunca havia encarado mais do que duas ou três pitadinhas de Malboro, para ver como era, na época do colégio de freiras.

    Em nenhum momento cheguei a me preocupar seriamente com este assunto, nem mesmo quando uma fonoaudióloga de Cachoeirinha, ao me conhecer pessoalmente (até então éramos apenas facefriends), decretou: “Eu posso consertar tua voz!”. Naturalmente, declinei do oferecimento, porque, nessas alturas do campeonato, mudar de voz seria, para mim, algo como mudar de personalidade.

    Mas outro dia fiquei meio assustada. Imaginem que minha voz “cavernosa” despertou a ira de um sujeito que me ligou às 7h da manhã. Lá do outro da linha, ele me saudou: “Oi, João!”. E eu o interrompi, antes que esticasse a conversa: “Ligação equivocada, moço. Aqui não tem nenhum João”. E ele: “Não te faz, João e nem pensa em desligar!!!”.

     

     

     

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