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    coluna do dienstmann

    Time do Grêmio nos anos 60

    O orgulho de uma goleada (ou o dia em que o Grêmio enfrentou Puskas e Di Stéfano)

    por Cláudio Dienstmann | Publicada em 14/12/2017 às 12h08| Atualizada em 14/12/2017 às 16h02

    Elton Fensterseifer, o alemãozinho de Roca Sales, jogava no Grêmio da primeira excursão à Europa, em 1961, e falava sempre do orgulho de uma derrota. Não pela derrota, que foi de goleada, 4x1, mas pelo adversário, dia 24 de maio, amistoso em Estrasburgo, na França: o Real Madrid.

    O futebol era o 4-2-4, e Real e Grêmio eram muito 4-2-4. Os dois do meio do tricolor eram por exemplo os incansáveis Elton e Milton, três pulmões cada, e os quatro da frente merengue um tormento: a dupla de ataque com o húngaro Puskas e o argentino Di Stéfano, e dois bólidos nas pontas – na direita Del Sol, na esquerda Gento, titulares da seleção espanhola.

    O Grêmio de 1961 era quase todos de jogadores gaúchos, exceção do paranaense Altemir e do catarinense Vieira. O Real já tinha mais um estrangeiro além de Puskas e Di Stéfano, o zagueiro uruguaio Santamaría. Hoje está tudo muito parecido: enquanto o Grêmio joga com um time formado na base e raros sul-americanos como os argentinos Kannemann e Barrios, o Real é cada vez mais uma constelação mundial comprada a peso de ouro: o galês Bale 99 milhões de euros, o português Cristiano Ronaldo 94, os franceses Benzema 35, Varane 35 e Hernandes 30, o alemão Kroos 30, os croatas aModric 35 e Kovacis 30, mais os brasileiros Marcelo e Casemiro, o goleiro Navas da Costa Rica, os espanhóis Sérgio Ramos e Isco 27 milhões de euros cada...

    O jogo de 1961 já começou com o Real na frente, gol de Del Sol a 1 minuto. O uruguaianense Cardoso empatou aos 24, mas Puskas acertou dois balaços ainda no final do primeiro tempo, e Mateo só fez o 4x1 aos 40 do segundo tempo. Elton falava do seu orgulho apesar da goleada:

    – A gente marcava o Di Stéfano pelo meio mais aí vinha o Puskas, que além do mais tinha um canhão na canhota, e segurava o Del Sol por uma ponta mas aí chegava voando mais míssil pela outra, o Gento – não dá para não se orgulhar de um jogo como aquele do Grêmio.

     

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