notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 22/04/2018

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    por que chorei?

    Almudema Grandes, a autora, diante da sua obra O leitor de Júlio Verne

    Bem Brasil

    por Sônia Zanchetta | Publicada em 10/11/2017 às 10h51| Atualizada em 10/11/2017 às 13h52

     

    Terminei de ler, dias atrás, um livro que me fez chorar como há muito tempo não chorava.  O leitor de Júlio Verne, da espanhola Almudema Grandes, ainda não editado no Brasil, é um romance grandão, daqueles que a gente resiste um pouco a enfrentar.

    Mas ao folheá-lo, em uma livraria, instigada pelo título (Júlio Verne foi um dos meus autores preferidos na adolescência), fui irremediavelmente fisgada já no começo do primeiro capítulo.

    Há livros que começam com uma descrição entediante do cenário em que se movem os personagens, o que me faz saltar páginas e páginas, sem qualquer consideração ou remorso, embora eventualmente me sinta forçada a voltar atrás, ao perceber que sua leitura é importante para a compreensão da trama.   

    Mas havia, ali, uma questão perturbadora: a presença do vento, tão forte que mais parecia um personagem:  “No meu povoado, o inverno começava quando queria o vento, quando ao vento lhe dava vontade de nos perseguir pelas vielas e de nos arranhar a cara com suas unhas de cristal, como se tivesse alguma velha conta a ajustar conosco, uma dívida que não se quitava até a madrugada, porque seguia zumbindo  sem descanso, do outro lado das portas, das janelas fechadas,  para parar, de repente, como farto da sua própria fúria, em uma hora em que até os insones já dormiam...”. 

    Lembrei-me, de imediato, daquele vento gelado que atormenta os indígenas que vivem na encosta do vulcão Chimborazo, lá no Equador —onde morei por um largo tempo da minha vida—, obrigando-os a proteger as carinhas das crianças com uma grossa camada de sebo de carneiro, para evitar dermatites.       

    Mas voltando ao livro, a história, baseada em fatos reais, é contada na primeira pessoa pelo menino Nino, filho de um guarda civil, criado na casa-quartel de um povoado da Andaluzia, nos tempos da ditadura do Generalíssimo Franco. Sem entender por quê, o menino não consegue se encaixar naquele ambiente, nem aceitar a subserviência de seus pais e dos vizinhos aos poderosos de plantão.

    Mas a amizade com um forasteiro que se instala no povoado e a leitura de novelas de aventuras emprestadas por uma professora o fazem ver uma realidade que até então negara: os inimigos de seu pai não são os seus inimigos.   

    E por que chorei tanto ao ler esse livro? Porque tudo, tudo, nele, me remeteu aos tempos sombrios que estamos vivendo, no Brasil. E percebi que tinha, aqui dentro, engasgado, um choro a que precisava dar vazão, que vem da pena imensa que sinto do meu país atualmente.

    • feira na Caergs
      Vai ter feira medieval na cidade neste domingo
      por Silvestre Silva Santos com assessoria
    • coluna do martinelli
      OPINIÃO | Glorinha é a nova terra das raves
      por Rafael Martinelli
    • sua saúde
      Tudo sobre a vacinação contra gripe em Gravataí
      por Redação
    • políticos
      OPINIÃO | O conto do vigário dos pais de obras feitas
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      Teve de tudo no desfile de modas do Sindilojas
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • cachoeirinha
      Tribunal suspende contratação de Área Azul
      por Silvestre Silva Santos com assessoria
    • mpf:
      Posts no Face comprometem Bordignons e Peixe
      por Rafael Martinelli
    • festa do divino
      Uma festa do mundo açoriano em Gravataí
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • exclusivo
      Impeachment de Gravataí chega a Brasília
      por Rafael Martinelli
    • entrevista
      Gravataiense casa vizinho da guerra na Síria
      por Rafael Martinelli
    • emendas
      Vereadores podem abrir portas para corrupção
      por Rafael Martinelli
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.