notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 20/07/2018

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    boas histórias

    Receita para espantar chatos 

    por Sônia Zanchetta | Publicada em 20/10/2017 às 16h28

    Cresci ouvindo a mãe contar histórias sobre o Vovô Leôncio, pai do nosso avô Agnello, que vivia no campo, lá no interior de São Borja.

    Embora não o tenhamos conhecido, gosto de acreditar que foi dele que herdei —  além da bomba de chimarrão de prata com suas iniciais gravadas um pouco abaixo do bocal, deixada pela mãe —, a pouca paciência com os chatos, aquelas pessoas que, bem disse o escritor John D. MacDonald, “privam-nos da solidão sem nos fazer companhia”.   

    Pois é, depois de um dia inteiro de trabalho e de um bom banho, o único que o Vovô Leôncio queria era saborear um mate, aboletado em uma cadeira confortável, na varanda de casa, mas sempre aparecia um chato para interromper seu descanso.   

    Assim que o vivente diminuía o trote do cavalo, fazendo menção de entrar para um dedo de prosa, ao passar pela porteira de sua propriedade, ele gritava: “Apeia, Fulano, apeia e vem tomar um mate!”, mas, ao mesmo tempo, esfregava contra o chão o pé direito, o que era a deixa para seus cães avançarem contra o intruso.

    E, nesse momento, fingia estar envergonhado: “Que horror, Fulano! Mil perdões! Não sei o que há com esta cachorrada hoje! Volta outro dia, tá?”

     

    Fã-clube secreto  

     

    A casa em que vivi boa parte de minha infância e adolescência, no bairro Petrópolis, em Porto Alegre, tinha um telhado alto, como os dos chalés suíços, e, além de um sótão grande, cheio de trastes, que me fascinava, de todos os cômodos do segundo andar tinha-se acesso a seus desvãos, por meio de pequenas portas. 

    Certo dia, entrei no quarto da Bia, minha irmã, e encontrei aberto um desses depósitos, ao qual ninguém tinha permissão de entrar. E, para minha surpresa, encontrei ali — Imaginem só! —, um fã-clube secreto do Elvis Presley.

    Além de um toca-discos portátil (que chamávamos de vitrola), da marca Phillips, ela mantinha, naquele espaço, todos os elepês do Elvis, e as paredes estavam cobertas, de cima a baixo, por recortes de matérias sobre ele, publicadas pela Radiolândia e pela Cinelândia, as revistas de celebridades da época.

    Depois de a Bia ter me xingado bastante (Irmã mais jovem sofre, né?), não lhe restou alternativa a não ser me admitir como sócia do Clube. Então, informou-me a programação da semana e, no primeiro sábado, arrastou-me ao Cine Ritz, onde assistimos não a uma, mas a quatro sessões seguidas do Saudades de um Pracinha, do Elvis, pois, naquele tempo, não obrigavam a plateia a se retirar quando terminava cada exibição de um filme.

    Foi então que, completamente entediada, pedi, pela primeira vez na vida, desligamento de uma instituição, o que faria muitas vezes mais, nas décadas seguintes, cada vez que algo não me parecesse convincente e agradável.

    • freeway
      Pedágio emergencial a 1,75 deve ser definido segunda
      por Rafael Martinelli
    • profissionais de sucesso
      Quem é Eunice de Oliveira, do Gensa/Facensa
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • segurança
      OPINIÃO | Mais uma chacina no nosso Vietnã
      por Eduardo Torres
    • dia do amigo
      O quilômetro que uniu dois amigos
      por Katterina Zandonai
    • coluna do silvestre
      GM faz 18 anos em Gravataí com carro 3,5 milhões
      por Silvestre Silva Santos
    • comunidade
      Prefeitura mais perto da Vila União neste sábado
      por Redação
    • eleições 2018
      Duduzão vereador; Alan nas campanhas
      por Rafael Martinelli
    • RS-118:
      Começa um mas atrasa a entrega de dois viadutos
      por Silvestre Silva Santos
    • polêmica
      Impeachment: o que oposição diz em Glorinha
      por Andreo Fischer | Especial
    • propina
      Vídeo mostra flagrante em servidor da Prefeitura
      por Rafael Martinelli
    • meio ambiente
      Doação da Sogra levará alunos para o Rio Gravataí
      por Eduardo Torres
    • coluna do silvestre
      O mais novo crematório da região
      por Silvestre Silva Santos
    • pedágio
      OPINIÃO | É uma vergonha o que fizeram com a freeway
      por Rafael Martinelli
    • exclusivo
      Vereador de Gravataí será candidato a vice-governador
      por Rafael Martinelli
    • pequenas empresas, grandes histórias
      Na cozinha dos Souza, a tradição de Gravataí
      por Eduardo Torres | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • ipag saúde
      Bolso dos servidores vai socorrer plano de saúde
      por Rafael Martinelli
    • glorinha
      Se errou, tem que pagar, diz Erico sobre impeachment
      por Rafael Martinelli
    • trânsito
      OPINIÃO | Balada Segura é hoje um migué em Cachoeirinha
      por Rafael Martinelli
    • é nesta sexta
      Super produção Carmen Gaúcha chega a Gravataí
      por Redação
    • habitação
      Saiu a lista com sorteados para o Breno Garcia
      por Silvestre Silva Santos com assessoria
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Eduardo Torres | EDITOR | eduardo@seguinte.inf.br
    Guilherme Klamt | EDITOR | guilherme@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.