notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 17/06/2019

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    coluna do silvestre

    Fomos corridos a tiros do banho de açude. Pelados!

    por Silvestre Silva Santos | Publicada em 04/01/2019 às 15h48

    Da série me cortem os tubos!

    Me aguentem ou...

     

    Bem coisa de moleque mesmo!
    Eu ainda corria com pés descalços – sentia mais segurança, assim, em relação às quedas, saltos e tropeções – e usava calções. Acho que nem usava cuecas porque era uma ventania só, a que entrava por baixo! Corria pelas ruas de Cachoeira do Sul, sem camisa, a uma velocidade que julgava alucinante.

    Eu era magro.

    Não, eu não era magro. Eu era magérrimo.

    Como diziam os meus amigos da época, eu era “um risco e o fedor!”. Sabe aquelas imagens de pessoas que passam fome lá pelos lados da África, fotos que lhes expõem todos os ossos da face, as costelas, braços virados em pele e osso?

    Então...

    Certa feita – e para que fizéssemos isso deveria ser verão, escaldante como têm sido estes últimos dias – juntei-me a um grupo de moleques mais ou menos com a mesma idade. Óbvio que minha mãe julgava que eu estivesse no campinho do colégio, tentando aprender a jogar bola.

    O que nunca consegui.

    A turma era “da pá virada” mesmo. Aprontava muitas e boas.

    Neste dia acho que éramos uma meia dúzia de piás e, em consenso, resolvemos amenizar o calor nos banhando em um açude que havia na periferia. Não era muito distante de casa e, correndo, em pouco tempo a gente chegava lá.

    Mas tínhamos que ter cuidado pois diziam as más – e boas! – línguas que era proibido tomar banho ali, e que o proprietário do terreno corria a molecada, que se arriscava, com tiros de espingarda. Cartuchos carregados com feijão e sal grosso.

    Também havia a turma adversária, gurizada de outro bairro que rivalizava com a gente principalmente no futebol. E qualquer coisa era motivo para uns dois ou três voltar para casa com o nariz sangrando e algumas outras escoriações. Nada grave.

    Mas motivo de sobra para a mãe da gente, ou o pai, aplicar aquela surra. Era para aprendermos a não brigar na rua. Aliás, naquele tempo em que não havia tantas leis, vira e mexe e a gente entrava na surra. Hoje em dia...

    Pois naquela tarde resolvemos arriscar e nos mandamos “à la cria”. Fomos para o tal açude. Alguns dos guris, para não chegar com o calção molhado em casa, tomavam banho pelados mesmo. Eu não fazia parte desse bloco.

    Pois não é que nesse dia a turma adversária teve a mesma ideia?! A gurizada também se foi ao tal açude. Só que do alto de um barranco viram que havíamos chegado antes, que já estávamos nos refestelando naquela água meio lodosa, e resolveram nos pregar uma peça.

    Alguns deles foram a um armazém próximo comprar um punhado de rojões. Outros ficaram nos observando do alto do barranco. De volta ao açude, os “disgramados” começaram a jogar os rojões no meio da vegetação, grama alta, o que nos soou como sendo tiros.

    Logo imaginamos que era o dono do terreno com sua famosa espingarda e os propagandeados cartuchos carregados com feijão e sal grosso.

    Deu guri correndo para todos os lados. Quem estava pelado deixou até os calções na beira do açude e só foi se dar conta que estava sem nada, assim mesmo como veio ao mundo, quando chegou em casa. Outra surra!

    Pois não é que descobri a autoria da façanha adversária só há uns 15 dias, cerca de meio século depois do ocorrido? É que tenho um amigo na rede social Facebook, Paulo Ribeiro da Silva, que é lá de Cachoeira do Sul mesmo, que postou um comentário com a tal história.

    Me enxerguei dentro do relato dele...

    Correndo mato afora e louco de medo de ser atingido por um tiro.

    Mandei mensagem para o Paulo dizendo – brincadeira, claro – que na minha próxima ida à terra dos arrozais quero ter um encontro com ele para tirar isso a limpo. Mas que se prepare, porque vou “armado” para a gente tomar umas geladas e contar outras histórias daqueles bons tempos.

    Aliás, dessa época tem mais um monte de histórias que, aos poucos, vou contando por aqui. Quem sabe nosso editor (do Seguinte:), o Rafael Martinelli, se empolgue e resolva reunir estas façanhas em um livro.

    (E acho que minha mãe, a dona Zienir, nem sabe dessa história...)

     

    Por estas e por outras que eu digo, para o mundo que eu quero descer.

    Ah, aproveita e me corta os tubos!

     

     

     

     

     

    • opinião
      Dr. Levi no MDB? Carlos Gomes vai na casa de Marco Alba
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      A ’greve geral’ em Gravataí; a Senzala com complexo de Casa Grande
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      The Viking Brasil quer ser gigante de Gravataí
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • opinião
      Como ler Marco Alba; o card que até agora é ’a’ peça de 2020
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Partido de Dimas parece o de Bolsonaro
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Novo ’Km da Morte’ de Gravataí nas mãos de Leite
      por Rafael Martinelli
    • acolhimento
      Um pedido de socorro para ajudar mulheres agredidas
      por Redação
    • opinião
      Bolsonaro não vai mais ajudar Miki
      por Rafael Martinelli
    • em gravataí
      O bailarino que dançou para Michelle Obama
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • loja do bem
      Como doar para Campanha do Agasalho
      por Redação
    • segurança
      Barco de 7 milhões flagrado na Freeway em transporte irregular
      por Redação
    • opinião
      Sindicatão italiano pressiona Pirelli por Gravataí
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      A OAB de Gravataí e a polêmica da ’Lambe Toga’
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Bombeiro oficialmente fora da base de Marco Alba
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Anabel vai presidir partido dos Bordignons
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      O dia em que Régis não foi o vice de Dimas
      por Rafael Martinelli
    • com vídeo
      Quem Marco Alba apoiará para Prefeitura em 2020?
      por Rafael Martinelli
    • com vídeo
      A ’Vaza Jato’ mudou cardápio em Gravataí
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • trânsito urbano
      Nova rótula no Passo das Pedras fica pronta em três meses
      por Redação
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Guilherme Klamt | EDITOR | guilherme@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.