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GRAVATAÍ, 23/09/2018

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    coluna do silvestre

    Construção do viaduto sobre a avenida Theodomiro da Fonseca, em Sapucaia do Sul tem bom ritmo de trabalho, com muitos operários e maquinário pesado no trecho.

    COM VÍDEO | Como estão as obras de duplicação da RS-118

    por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt | Publicada em 06/09/2018 às 16h32| Atualizada em 21/09/2018 às 12h32

    Não tem jeito.

    Conforme o colunista escreveu – e publicou aqui no Seguinte: - no começo de fevereiro passado (link abaixo), a duplicação da RS-118 entre Sapucaia do Sul e a Freeway, em Gravataí, não fica pronta neste ano “nem que a vaca tussa”. A conclusão do trabalho em 2018 chegou a ser anunciada, mais de uma vez, pelo governador dos gaúchos, José Ivo Sartori (PMDB), nas visitas que fez ao município para vistoriar o andamento do serviço.

    Como fazemos periodicamente, hoje pela manhã percorremos de novo os quase 22 quilômetros desde o início da RS-118, lá na BR-448 (Rodovia do Parque) em Sapucaia do Sul, até a Freeway, aqui na aldeia dos anjos. É bem verdade que há muitas frentes tocando a duplicação, e com obras importantes sendo finalizadas como os viadutos sobre a estrada Itacolomi, a elevação do viaduto sobre a RS-020, e o viaduto sobre a Marechal Rondon, na região de Gravataí e Cachoeirinha.

    No trecho do quilômetro zero ao cinco, em Sapucaia, movimentação maior de máquinas e operários é no quilômetro três, onde começou a ser construído o viaduto sobre a avenida Theodomiro Porto da Fonseca. São 200 metros de acessos e viaduto, obra de quase R$ 10 milhões prevista para ficar pronta, pelo contrato firmado, somente em abril do ano que vem.

    Abril de 2019, portanto...

    Outra obra que evidencia o equívoco do governo quanto ao prazo para acabar esta obra iniciada lá em 2006 e que até 2014 andou a passos de tartaruga, é a do viaduto sobre os trilhos do Trensurb, também em Sapucaia. A placa indica que a obra começou em 1º de agosto, mas nem uma pá de terra foi tirada do local. O investimento, ali, é de R$ 4,5 milhões e a conclusão está prevista para maio de 2019.

     

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    Perigosa

     

    No trecho de Gravataí que é um verdadeiro canteiro de obras, desde o acesso à avenida Centenário (ex-RS-030) ou acesso ao Distrito Industrial até a RS-020, os sucessivos desvios, a movimentação de máquinas, o entra-e-sai de caminhões e o número expressivo de funcionários das empreiteiras encarregadas, mais o fluxo intenso de veículos leves e pesados, a situação é de alto risco de acidentes e as pequenas colisões – geralmente abalroamentos traseiros – são comuns.

    O problema maior, pelo que foi possível comprovar hoje, entre as 9h35min e as 11h45min, é a imprudência aliada à falta de paciência dos motoristas. Logo no começo da jornada, onde o trânsito tranca e para por causa da recuperação-alargamento da pista pela empresa Ecopav – serviço terceirizado pela Sultepa – o motorista de uma van da Procuradoria Geral da República espancava a direção do veículo e fazia sinais com os braços, reclamando da lentidão.

    Poucos metros adiante, um caminhão derrubou grande quantidade de óleo diesel na estrada, deixando o asfalto escorregadio, para desespero do encarregado pelo serviço que gravou o fato, em vídeo, no seu próprio celular.

    --- Isso acaba com o asfalto. O diesel solta todo o asfalto, é o que mais ajuda a acabar com as estradas --- disse o homem, que não quis ser identificado alegando não ter autorização da empresa para falar com a imprensa.

    O perigo voltou a se repetir uns 200 metros antes das obras do viaduto sobre a estrada Itacolomi, onde a via lateral está duplicada. O motorista de uma carreta não respeitou as placas que indicam que a velocidade deve ser reduzida justamente para evitar acidentes e por causa das obras. O veículo de carga ultrapassou o carro em que estava a reportagem do Seguinte: - pela direita! - e a pelo menos 80 quilômetros por hora. O limite naquele ponto é a metade disso.

     

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    Atrasada

     

    Obra atrasada mesmo é a do recapeamento dos acessos das pistas principais ao novo viaduto da RS-118. Serviço que deveria estar concluída em junho passado e que o Seguinte: chegou a anunciar que a inauguração poderia se dar em 30 dias (link acima), só vai ficar pronta mesmo lá por dezembro segundo os funcionários que trabalham na concretagem dos acessos. São camadas de cimento, pedras e ferro que podem chegar a 30 centímetros, sobre uma base de terra, pedras e asfalto.

    Outro atraso está na construção do viaduto sobre a avenida Marechal Rondon. Os muros de contenção e os aterros à estrutura de concreto estão prontos, mas o recapeamento ainda está na fase inicial. No mínimo mais uns três meses de trabalho na expectativa mais otimista dos poucos funcionários que estavam no local hoje pela manhã. Eram 10 operários e duas máquinas também da Sultepa, em operação.

     

    Em andamento:
     

    - Duplicação do lote 1, do quilômetro 11 ao 21 – Em bom ritmo, com várias frentes de trabalho principalmente entre o Atacadão (Morro do Coco) e viaduto sobre a estrada Itacolomi.

    - Duplicação do lote 2, do quilômetro 5 ao 11 – Em ritmo lento, quase parando.

    - Recuperação da pista velha entre os quilômetros 5 e 11 – Em ritmo lento. Obras em duas frentes de trabalho.

    - Construção do acesso ao viaduto da Avenida Itacolomi - Atrasada, mas andando.

    - Construção do viaduto da Avenida Marechal Rondon – Atrasada, mas andando.

    - Construção de elevada sobre o poliduto da Transpetro – Em fase inicial. Bom ritmo de trabalho.

    - Sinalização da nova pista.

    - Macaquemento (elevação) do viaduto da RS-020 – Em andamento, mas na manhã de hoje não havia funcionários no local.

    - Construção de viaduto sobre a Avenida Theodomiro Porto da Fonseca – Em andamento. Bom ritmo de trabalho com muitos operários e maquinário pesado.

    - Duplicação do lote 3, do quilômetro 0 ao 5 – Fora a construção do viaduto sobre a avenida Theodomiro, só muita terra revolvida e serviços de limpeza para início das escavações. Obra atrasada.

    - Viaduto do Trensurb – Emboa início estivesse previsto para 1º de agosto, só a placa indicativa do que vai ser feito foi colocada à margem da RS-118.

    - Pontes do Arroio Sapucaia – Muitas escavações no local. Sem sinal das pontes propriamente ditas, ainda.

     

    Ainda necessita de licitação:

    - Projeto de construção de seis passarelas – Sem novidades.
     

    PARA SABER

     

    1

    A duplicação dos 21 quilômetros da RS-118 começou em julho de 2006. As obras pararam em novembro de 2014 e só foram retomadas em 2017.

     

    2

    As obras de duplicação da RS-118 já receberam R$ 82 milhões em recursos governamentais desde 2015. Somente de janeiro a maio de 2018, foram aplicados R$ 30 milhões na obra. 

     

    3

    O governo repassou às construtoras responsáveis pelas obras R$ 40,5 milhões, somente no ano passado, recursos oriundos dos cofres do próprio tesouro do estado.

     

    Confira o vídeo com o que o Seguinte: viu na manhã de hoje na RS-118.

     

     

     

     

     

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