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GRAVATAÍ, 15/04/2021

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    crise do coronavírus

    Linha de montagem do Onix em Gravataí | Foto GM | Divulgação

    GM parada, Onix perde liderança e Gravataí dinheiro; ’É a pandemia, estúpido’!

    por Rafael Martinelli | Publicada em 06/04/2021 às 14h50| Atualizada em 14/04/2021 às 12h

    Com parada na GM, o Onix deixou de ser o carro mais vendido do país, conforme GZH de hoje. É mais uma consequência do contágio econômico da pandemia nas finanças de Gravataí.

    Conforme noticiou Giane Guerra, em sua coluna Acerto de Contas, pela primeira vez em seis meses, o veículo não foi o líder de vendas no ranking mensal de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O Fiat Strada assumiu a posição, com 10.268 unidades.

    O Onix também perdeu a liderança no ranking sem veículos maiores, como picapes, para o HB20, da Hyundai.

    No acumulado de 2021, o Onix também perdeu a liderança, com 28.759 emplacamentos, enquanto o Fiat Strada fechou na frente, com 28.869 emplacamentos.

    Desde 2015, o modelo ficava sempre nas duas primeiras posições.

    A possibilidade de o modelo perder a liderança já havia sido especulada pela jornalista quando noticiou que a fábrica da GM de Gravataí suspenderia a produção por três meses por falta de peças. O complexo do Rio Grande do Sul é onde mais são fabricados veículos do modelo.

    Na ocasião, em comunicado a funcionários, a montadora projetou recuperar as vendas no segundo semestre. Pelo cronograma, a produção fica parada de março a maio, começa a ser retomada em junho e volta ao normal a partir de julho de 2021.

    Sigo eu.

    Em Se ou quando a GM for embora de Gravataí; o cavalo e o burro em 2024 fiz mais um alerta sobre a ‘GMdependência’.

    Quase metade da arrecadação municipal (o orçamento está próximo de R$ 1 bi, sem contar os R$ 3 bilhões produzidos e a empregabilidade que influenciam no PIB, o dinheiro que circula na economia local), advém da arrecadação referente aos impostos gerados pela venda dos carros fabricados no complexo automotivo do Parque dos Anjos.

    Como o impacto do retorno dos tributos chega a pleno dois anos depois, Gravataí sentirá a falta de anticorpos para suportar o contágio econômico da pandemia em 2020 e 2021, já que montadora parou, ou reduziu a produção a um terço, por 10 dos últimos 12 meses.

    O PIB inevitavelmente caiu contagiado pela crise do coronavírus, como detalhei em Tombo do PIB na pandemia custa a Gravataí um ano de hospital; ou 8 Pontes do Parque.

    Se em nota a cúpula da General Motors descarta “peremptoriamente” um pinote do Brasil, como aconteceu com a Ford, fato é que os planos já anunciados pela montadora são de, até 2035, encerrar a produção de veículos movidos a combustão e passar a produzir apenas veículos leves (incluindo picapes e SUVs) movidos por eletricidade ou outro combustível sem emissões, como hidrogênio.

    A fabricante norte-americana também ampliou o investimento em modelos elétricos e autônomos em 35%, ou US$ 27 bilhões (R$ 146 bilhões) nos próximos cinco anos.

    Conforme informações da Fundação Perseu Abramo, para o Brasil, a GM confirmou que a eletrificação irá se repetir no mesmo prazo, tornando-se assim a primeira fabricante no país a formalizar a aposentadoria de carros a combustão. Mas ainda não se manifestou se as medidas implicarão no encerramento integral da produção da GM no Brasil ou se a marca montará modelos elétricos nas unidades de Gravataí e São José dos Campos e São Caetano do Sul, em São Paulo.

    O estudo aponta que o grande problema de se produzir um veículo elétrico em série no Brasil é que isso jamais ocorreu. Houve apenas experimentos pontuais que começaram com a Gurgel e culminaram na montagem de algumas unidades do Renault Twizy no Paraná. A adaptação dos parques industriais exigiria investimentos pesados.

    Mais: a cadeia de fornecedores seria outro problema, já que a maioria dos componentes do trem de força dos veículos elétricos é importada, incluindo a caríssima bateria de íon-lítio. Por conta dos valores, a nacionalização dessas peças só seria possível em um trabalho conjunto com governo, instituições de pesquisa e desenvolvimento, faculdades e empresas.

    Essa conjunção de esforços é improvável no momento em que a área nacional de pesquisa e inovação sofre séria ameaça com seguidos cortes de recursos federais por parte do governo Jair Bolsonaro.

    Como conclusão o estudo aponta que as políticas globais de mobilidade elétrica das grandes empresas são ajustadas para cada região, considerando limitações de investimento, linhas de montagem e valor médio dos veículos novos; por isso a surpresa da GM oferecer no Brasil só carros elétricos em 14 anos.

    O único elétrico da marca vendido no país é o Bolt, por altíssimos R$ 260 mil.

    Considerando que o hatch é o elétrico mais barato da GM também nos Estados Unidos, a melhor alternativa para oferecer um modelo eletrificado por um valor mais atraente seria montá-lo no Brasil — ou trazê-lo do México e Argentina, para evitar os 35% de imposto de importação. Ou, na pior das hipóteses, encerrar a produção de veículos no Brasil, seguindo o caminho da Ford.

    Ao fim, não é terrorismo, é prospecção de cenários possíveis, o que é recomendável a qualquer empresa ou governo.

    Perfeita é a alegoria do burro e do cavalo, que reportei no artigo. O burro pede ajuda para o cavalo para ajudar a transportar parte da carga, mas o cavalo nega, até o burro arriar e o cavalo ter que carregar sozinho.

    No futuro o peso insustentável pode estar lá para carregar, seja o burro ou o cavalo.

    Reproduzo a conclusão, por mais válida do nunca:

    “...

    Como jornalismo é dar nome às coisas, inevitavelmente a primeira carga a ser dividida é a da previdência municipal, como já alertei em GM parada custa 1 Ponte do Parque por mês; Antecipo o remédio amargo de Zaffa. Logo o prefeito Luiz Zaffalon envia o projeto à Câmara de Vereadores. Se com GM o déficit de R$ 1 bi para pagar aposentadorias do funcionalismo inviabiliza as contas de Gravataí em 15 anos, imaginem sem a GM, para os que estiverem vivos...

    Parafraseando Carville: "É a pandemia estúpido!".

    ...”

     

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