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GRAVATAÍ, 15/04/2021

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    crise do coronavírus

    Prefeito Luiz Zaffalon foi vacinado por ter 67 anos

    A ’troca da Sexta Santa’: comércio pode abrir sábado em Gravataí; ’Que sirva de exemplo para negacionistas’: o prefeito vacinado e o Brasil Doente de Jayme Caetano Braun

    por Redação | Assessoria | Publicada em 01/04/2021 às 19h17| Atualizada em 11/04/2021 às 14h42

    Gravataí vai abrir o comércio não-essencial neste sábado. O prefeito Luiz Zaffalon gravou vídeo há pouco confirmando a adesão de Gravataí à liberação autorizada nesta quinta pelo governador Eduardo Leite. Zaffa, agora vacinado, anunciou recorde de aplicação de doses e retomada da imunização sábado a partir dos 65 anos, além da vacinação de brigadianos, policiais civis, bombeiros e guardas municipais a partir de segunda.

    – É uma simples troca do feriado de sexta, que seria um dia normal, pelo sábado. Domingo seguem as restrições, que foram prorrogadas até dia 9 – explicou o prefeito, apontando o papel da Acigra e do Sindilojas, junto à Fecomércio, para sensibilizar o governador.

    Conforme a reabertura, neste sábado, 3, está permitida a abertura de atividades não essenciais, como comércio e restaurantes, nas mesmas regras válidas durante a semana (comércio até as 20h, restaurantes presencialmente, até as 18h).

    – Cuidem-se, evitem aglomerações e sigam denunciando (ao 153 e 190), que nossa fiscalização está nas ruas. Melhorou um pouco, mas ainda estamos no auge da pandemia. A lotação de leitos e UTIs está em 100% – disse, confirmando o que detalhei hoje em Março de Gravataí teve 4 a cada 10 mortes de 1 ano de pandemia; Última vítima tinha 14 anos e nos links relacionados no artigo.

    Conforme o prefeito, Gravataí deve receber quase 5 mil doses nesta quinta. No sábado serão abertas 12 salas de vacinação nas unidades de saúde Cohab A, Neópolis, Morada II e Erico Verissimo.

    – Somos um dos municípios mais eficientes do Rio Grande do Sul na aplicação das doses que recebemos – disse Zaffa, informando que já foram recebidas 19.940 doses, com índice de aplicação de 81,7%, entre 1ª e 2ª doses, e teve recorde de 3.059 pessoas vacinadas apenas nesta quinta-feira.

     

    Assista ao vídeo e, abaixo, sigo

     

    O prefeito recebeu a primeira dose da vacina contra a COVID-19 nesta quarta-feira. A imunização ocorreu na Unidade de Saúde da Família (USF) Itacolomi, na margem da ERS-020, local próximo a sua residência e que está acostumado a frequentar.

    Zaffa foi vacinado por ter 67 anos.

    – Estou confiante, pois sempre acreditei nas imunizações feitas, mundialmente, por meio da vacina – disse, em nota divulgada pela Prefeitura.

    O prefeito disse que a vacinação de grupos prioritários é o primeiro passo para se voltar ao dito normal.

    – Porém, por enquanto, se puder, fique em casa! Use máscara, álcool em gel, lave as mãos e pratique o distanciamento social – apelou.

    Pedi a Zaffa se, ao ser vacinado, tinha lembrado de alguma poesia gaudéria, da qual é fã. Ele enviou WhatsApp: 

    – Não... O sentimento é de poder através do gesto e pela repercussão incentivar amigos meus negacionistas a viver um pouco mais. Tenho perdido alguns e tenho tantos outros que negam o óbvio. A vacina salvou o mundo de poucas e boas e ainda hoje, só por ideologia, acham que tomar a vacina é bobagem.

    Ao fim, recomendo eu a Zaffa, um Jayme Caetano Braun, Brasil Doente.

     

    Ouvir Brasil Doente

    Não encontrámos nada.

    Meu brasil grande, fogão

    De pátria e de nativismo

    No altar de gauchismo

    Da crioula tradição

    Na hora do chimarrão

    Enquanto escuta a chaleira

    Meu cusco baio coleira

    Como sentinela amigo

    Fica pensando comigo

    Na situação brasileira.

     

    Companheiro, permanente

    Igual a mim, um teatino

    Meu parceiro examino

    O quadro do brasil doente

    Preocupado com o paciente

    Entregue pro estrangeiro

    Um causo brabo, traiçoeiro

    De virose delfinista

    Tendo tanto especialista

    Tratado por curandeiro.

     

    Minada em toda estrutura

    Desde a mente até ossamenta

    O pobre doente apresenta

    Febre, fome e amargura

    Com princípio de loucura

    E completo esgotamento

    Sem nenhum medicamento

    O preço é proibitivo

    Na verdade,

    Um morto-vivo pela falta de alimento.

     

    E a insensatez teimosia

    Nesse país hospital

    Faz que o pobre marginal

    Descaia dia após dia

    A reserva que existia

    De a muito foi extinguida

    A pátria grande vendida,

    Tudo entregue, quase dado

    Enquanto o doente, coitado,

    Arrasta uma sobrevida.

     

    Talvez pareça exagero

    Mas vale a comparação,

    Meu cusco junto ao fogão

    Olha tristonho o braseiro

    Mas o homem brasileiro

    Que está me ouvindo concorda

    O balde encheu e transborda

    E o pobre povo indefeso

    Está a ver com tanto peso

    Vai arrebentar a corda.

     

    Parece até brincadeira

    Que um país com essa potência

    Viva em tamanha indigência

    Frente a tanta bandalheira

    A impunidade é a bandeira

    E cada qual é mais vivo

    O processo punitivo

    É instalado e difundido

    E depois de concluído

    Vai direto pro arquivo.

     

    É a derrocada suprema

    De um sistema que se esvai

    Para quem vende, quem trai,

    Que importa que o povo gema

    Que importa que o povo trema

    Ou se a pátria se desune

    O grupo que manda imune

    A problemas de consciência

    Prossegue na inconsequência

    Porque se acredita impune.

     

    Na velha capitania

    De são pedro, tudo igual

    O centralismo mortal

    Nos esmaga dia-a-dia

    E o capataz que iludia

    Falta garrão pra mandar

    Tem vontade de mostrar

    Que é gaúcho queixo duro

    Mas subiu de mais no muro

    E agora não pode apear.

     

    Quem sabe eu tenho a esperança

    Ele é gaúcho afinal

    Quem sabe um santo bagual

    Faz que se lembre da herança

    Dos que empurraram com a lança

    As linhas desta fronteira

    E calce o pé na porteira

    Dizendo como índio macho

    Que ninguém faz de capacho

    Esta província campeira.

     

    Que diga a esses insensatos

    Que nos reduzem a trapos

    Que neste chão dos farrapos,

    Chimangos e maragatos

    Não há lugar pra gaiatos

    E pra bobos não servimos

    E nem tampouco pedimos

    E nem tampouco imploramos

    Aquilo que conquistamos

    Nós simplesmente exigimos.

     

    É tão simples dizer basta

    Na terra que demarcamos

    Na situação que chegamos

    O que não voa se arrasta

    É hora de apear a casta

    Que nos explora e desgraça

    O povo virou carcaça

    Pra pasto dos urubus

    Das anas, marias, jus,

    Que nos compraram de graça.

     

    O dólar sobe

    E subindo aumenta a dívida externa

    E a trindade que governa

    Segue sorrindo e sorrindo

    E o pobre povo ringindo

    Vive agora pior que bicho

    Já nem vai mais a bolicho

    Criaturas seminuas

    Que andam cruzando nas ruas

    Catando em latas de lixo.

     

    E como pode o brasil

    Viver assim ante o mundo

    Mostrando esse quadro imundo

    Tão deplorável, tao vil

    Pobre país teu perfil

    Precisa ser recomposto

    Deixar de ser entreposto

    Do explorador estrangeiro

    Pra que o povo brasileiro

    De novo mostrar o rosto.

     

    Mas o que é a democracia

    O termo que a gente escuta

    Nessa terrível labuta

    Que se agrava dia-a-dia

    Vender a soberania

    A interesses estrangeiros

    Ou carne a cinco mil cruzeiros,

    Isso aquela de segunda

    É pior que um talho na bunda

    De todos os brasileiros.

     

    E dia dois no gigantinho

    Grito do campo e da indiada

    A luta foi iniciada

    Ninguém vai pelear sozinho

    Todos sabem o caminho

    E vão se chagando cedo

    Rio grande inteiro sem medo

    Que vem de todas as frentes

    E lá vão estar presentes

    O maluf e o tancredo.

     

    Assista Jayme

     

     

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