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GRAVATAÍ, 15/04/2021

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    crise do coronavírus

    Foto AGÊNCIA BRASIL

    Vereador no oxigênio, consultas suspensas e Santa Casa esgotada; Terça de colapso em Gravataí

    por Rafael Martinelli | Publicada em 02/03/2021 às 13h47| Atualizada em 08/03/2021 às 18h19

    O vereador Roberto Andrade (PP) precisou de oxigênio no Hospital de Campanha de Gravataí, após dar entrada nesta madrugada. A mensagem que o parlamentar divulgou há seis horas mostra o colapso no sistema de saúde municipal que, nesta terça, além do lockdown provocado pela bandeira preta, levou a suspensão de consultas e exames e ao alerta de colapso pela Santa Casa.

    – Aos amigos preocupados, estou sendo bem tratado. Estou estável e passei a noite no oxigênio. A equipe médica tem se mostrado incansável, e a estrutura, que ontem foi ampliada, sendo inaugurados mais leitos, não suporta a demanda. Então amigos, venham para cá, no Hospital de Campanha, só se realmente tiverem com sintomas fortes, senão procurem os postos dos bairros e sintomas não covid procurem às UPAs – alertou, às 11h.

    Além da abertura de 67 leitos em 10 dias pelo governo Luiz Zaffalon e a Santa Casa, ocupados em 1h, a Prefeitura restringe cirurgias eletivas e, desde segunda-feira, consultas e exames, para abrir espaço para atender a pacientes com sintomas do novo coronavírus.

    Com a medida, 70% da capacidade de atendimento nas 29 unidades básicas de saúde e unidades de saúde de família está sendo destinados aos pacientes com suspeita e sintomas de coronavírus. Os outros 30% ficam para pacientes que apresentem outras enfermidades.

    Conforme o secretário da Saúde, Régis Fonseca, em nota da Prefeitura, esse é um momento de união e busca por atendimento apenas se for realmente necessário.

    – Pedimos que a comunidade entenda e, caso seja possível, aguarde em casa. Precisamos restringir a circulação de pessoas em todos os locais, incluindo os postos de saúde, para evitar contaminações. Sendo assim, consultas e exames de rotina e avaliações simples de enfermagem devem ser evitadas – relata.

    A orientação é para buscar os serviços de saúde somente em situações agudas ou que demandem cuidado ininterrupto, como pré-natal, acompanhamento de condições crônicas severas, pessoas com tuberculose e HIV/AIDS ou com riscos de vida.

    No caso de sintoma de coronavírus, como coriza, dor no corpo, dor de cabeça e febre, o paciente pode procurar a unidade de saúde mais próxima da sua residência. Já se ocorrer falta de ar, o recomendado é que se busque atendimento no Hospital de Campanha (com entrada nos fundos do Hospital Dom João Becker/Santa Casa).

    Para atendimentos de urgência e emergência, como dor no peito, sintomas de AVC (Acidente Vascular Cerebral), traumatismos ou ainda crises hipertensivas, por exemplo, os moradores de Gravataí devem procurar atendimento nas Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Parada 74 (Av. Dorival Cândido Luz de Oliveira) e na ERS-020 (nas proximidades da Morada do Vale II).

    – As UPAs são o melhor local, neste momento, para as emergências. Pedimos, inclusive, que as pessoas não se dirijam ao Hospital Dom João Becker nos casos de emergência que não sejam de covid-19, já que as nossas UPAs têm total capacidade para melhor atendê-las – diz o secretário.

    Também na tarde desta terça a Santa Casa divulgou nota “urgente” atestando “limite da capacidade máxima de assistência Covid-19”, como antecipei hoje pela manhã em Quatro vezes mais vidas perdidas, 5 infectados por hora e 73 na fila por leitos em Gravataí; Lockdown ou festas e compras em Hiroshima.

    Siga a nota e, abaixo, concluo.

     

    “...

    A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, diante da crítica situação atual do combate à pandemia no Rio Grande do Sul, vem dar conhecimento público de que está no limiar da sua máxima capacidade de assistência aos pacientes infectados com o coronavírus, internados em suas instalações. 

    Em nossos hospitais, em Porto Alegre, estamos com os 109 leitos de UTI Covid em plena operação e totalmente ocupados, bem como outros 20 leitos de UTI Covid igualmente preenchidos no Hospital Dom João Becker, em Gravataí, totalizando, assim, 129 leitos de UTI Covid em funcionamento na instituição.

    Ainda, no que diz respeito aos leitos de internação em enfermaria clínica Covid, todas as nossas 233 acomodações (168 em Porto Alegre e 65 em Gravataí) estão igualmente ocupadas por pacientes infectados com o coronavírus.

    Ainda, estamos empreendendo esforços derradeiros para em próximos dias disponibilizarmos mais 15 leitos de UTI Covid na Santa Casa, em Porto Alegre, totalizando, portanto, 144 leitos de UTI Covid colocados à disposição da população, sem mais condições estruturais de novas ampliações. 

    Salientamos, também, que além da assistência Covid acima referida, a Santa Casa mantém outros 42 leitos de UTI adulto para casos não Covid, procurando, assim, manter a assistência mínima para as urgências e emergências em cardiologia, neurocirurgia, oncologia, transplantes e demais especialidades médicas que também ocorrem em larga escala neste período de pandemia. Igualmente estes leitos hoje encontram-se 100% ocupados. 

    – Chegamos ao nosso limite assistencial, de recursos humanos e tecnologias, já com estruturas assistenciais em blocos cirúrgicos e salas de recuperação, com a consciência absoluta do papel social que empreendemos e o dever máximo de alcançar a maior segurança possível nos tratamentos – explica o diretor médico da Santa Casa, Antonio Nocchi Kalil.

    ...”

     

    Ao fim, que fazer por então se já é a hora? O colapso chegou.

    A última notícia de GZH é Hospital Moinhos de Vento aluga contêiner para acomodar pacientes mortos: "Ultrapassou a capacidade", diz superintendente.

    Só não somos Manaus, ainda, porque há oxigênio, para ser dividido em já improvisadas ligações e gambiarras nos hospitais de campanha – tal a superlotação.

    Estamos em guerra.

    Caso seja possível, abrigue-se: sua casa é seu bunker.

    Ou, insisto, mesmo que impopular: vamos fazer festa e compras em Hiroshima?

     

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