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    crise do coronavírus

    Rio Grande do Sul em colapso na saúde deve ter as 21 regiões em bandeira preta sábado

    Colapso e lockdown em Gravataí e Cachoeirinha: o apelo dos prefeitos; ’O desastre e o caos podem aumentar’

    por Rafael Martinelli | Publicada em 25/02/2021 às 20h30| Atualizada em 08/03/2021 às 18h16

    Gravataí e Cachoeirinha experimentarão um inédito lockdown por pelo menos uma semana. Além dos protocolos sanitários mais restritivos para abertura de atividades, na bandeira preta, seguirá valendo por mais uma semana o ‘toque de recolher’ entre às 20h e 5h. As aulas também serão suspensas. O governador Eduardo Leite já adiantou que a classificação deve se estender para todo o Rio Grande do Sul a partir do sábado.

    CLIQUE AQUI para acessar as regras do Distanciamento Controlado para bandeira preta, de altíssimo risco, caso protocolos não sejam alterados nesta sexta. Até supermercados terão restrições, assim como o transporte coletivo. Prefeitos devem publicar decretos nesta sexta.

    Leite chamou a responsabilidade nesta quinta.

    Luiz Zaffalon, Miki Breier e outros prefeitos da Grande Porto Alegre defendiam a manutenção da cogestão com a aplicação de regras de bandeira vermelha e fechamento apenas entre 18h e 5h, como tratei ainda nesta tarde em A proposta dos prefeitos: mini-lockdown entre 18h e 6h em Gravataí e Cachoeirinha; Eduardo ’Pilatos 2.1’ Leite, governe!.

    – Respeitamos a decisão do governador, é um momento difícil de tomada de decisões. Porém, lamentamos a suspensão da cogestão por considerar importante que prefeitos possam fazer o debate local e regional. Alguns de nós entendem que não é o comércio que cumpre os protocolos o agravador da crise. Mas, decisão tomada, decisão cumprida. Ajudaremos na fiscalização. Torçamos para que seja apenas uma semana. Faço um apelo para que a população tenha consciência coletiva e solidariedade – disse ao Seguinte: Miki Breier, prefeito de Cachoeirinha.

    O prefeito de Gravataí Luiz Zaffalon respondeu por mensagem de WhatsApp.

    “...

    É a uma saída necessária para diminuir a circulação de pessoas. Chegamos a níveis de saturação e de pessoas infectadas nunca visto. Antes era raro encontrar, hoje toda família tem 1 ou 2 infectados.

    Abrir novos leitos é cuidar do problema apenas e não resolver as causas.

    Abre e já lota.

    Já experimentamos isto nesta semana. Hoje abrimos mais 12 no HDJB. Amanhã estarão ocupados, pois temos 29 pacientes em cadeiras nesta tarde.

    Embora não se tenha comprovação do efeito, pois este momento é novo, a capacidade de infecções e a rapidez que acontece é impressionante. Quase 80% dos que estão em UTI estão morrendo. É apavorante!!

    Dos infectados pelas aglomerações do Carnaval deveremos começar a sentir os efeitos amanhã e neste final de semana, esperam alguns especialistas.

    O desastre e o caos podem aumentar.

    Onde contratar mais profissionais? Mais insumos? Já se tem relatos no RS de falta de oxigênio...

    Perder a cogestão e fechar as atividades econômicas é horrível, pois não tendo ajuda financeira do Governo Federal como as pessoas irão se manter? 

    Mas parece que não existe outro jeito.

    Vamos apelar para a solidariedade da população. Imploro ajuda de quem possa fazê-lo. Doações de cestas básicas, qualquer tipo de alimento, estaremos recebendo. Na Av. Centenário 87 é o nosso Banco de Alimentos.

    ...” 

    Conforme bastidores apurados por Rosane Oliveira em GaúchaZH, o que fez Eduardo Leite dizer o “trago para mim, a decisão é minha” na reunião com prefeitos foi o segundo apelo consecutivo feito pelo comitê científico que analisa indicadores do Distanciamento Controlado para que fosse mantida a bandeira preta e números apresentado pela secretária estadual da Saúde Arita Bergmann que projetam que, se nada for feito, nos próximos dias o Rio Grande do Sul alcançará média de 200 óbitos diários.

    – Diante do cenário, seriam necessários 60 novos leitos por dia. E não temos como fazer 60 novos leitos por dia por vários motivos. Depende de equipamentos, espaços e equipes – relatou Arita, mesmo que leitos tenham duplicado na pandemia.

    Só Gravataí abriu 27 em 10 dias, como tratei em Gravataí abre leitos na explosão da COVID; Zaffa e Miki ’botam os deles na reta’.

    Conforme Arita, a média de pessoas internadas em UTIs que vão a óbito subiu de 60% no ano passado para 75% em fevereiro.

    Nesta tarde, 30 pacientes considerados gravíssimos, com risco iminente de morte, aguardavam vagas em UTIs. Outros 64 pacientes em estado grave também.

    – Hoje temos 12.029 vidas perdidas para COVID e, se nada for feito, teremos no mínimo 200 óbitos por dia e chegaremos, no dia 15 de março, a 15 mil óbitos – concluiu a secretária.

    O governador também garantiu aos prefeitos apoio da Brigada Militar para auxiliar fiscais e guardas municipais a fiscalizar o cumprimento da bandeira preta.

    Ao fim, o governador governou, como impunha a ‘ideologia dos números’, que já é de tirar o ar nos últimos dias, antes ainda do ‘Efeito Carnaval’, que será mais perceptível aos 14 dias após covidiotas agirem como agentes biológicos disseminando o vírus.

    É uma tristeza inominável. Além da tragédia sanitária é uma tragédia econômica, um horror para os mais vulneráveis. Ninguém decreta lockdown sem a mais absoluta inevitabilidade. Infelizmente chegamos ao colapso.

    – Nosso departamento (de regulação para ocupação de leitos) chega a fazer três, quatro rounds diários para começar, não só a classificar a lista de espera, mas principalmente fazer escolhas (sobre quem ocupará leitos) – lamentou a secretária estadual da Saúde Arita Bergmann.

    Para quem não entendeu, significa que JÁ ESTAMOS ESCOLHENDO QUEM VIVE OU MORRE.

    Manaus é logo ali – para já não dizer: aqui.

    Não poderíamos seguir fazendo compras em Hiroshima. Nem andando em ônibus cheio no Camboja e, muito menos, sorrindo e bebendo champagne no Brasil.

     

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