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GRAVATAÍ, 30/10/2020

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    eleições 2020

    Debate entre prefeituráveis de Gravataí aconteceu entre às 8h e às 10h desta terça

    Debate em Gravataí: é plebiscito entre ’sim’ ou ’não’ para governo Marco Alba

    por Rafael Martinelli | Publicada em 13/10/2020 às 13h01| Atualizada em 22/10/2020 às 12h12

    Findo debate entre os prefeituráveis de Gravataí promovido pelo Grupo Sinos, pelo WhatsApp amigos e leitores me perguntaram o que achei. Respondi que, entre os favoritos, Dimas e Zaffa aproveitaram melhor que Anabel; e ficou explícito o plebiscito entre continuar com a política do atual governo ou não.

    Para começar, saúdo a disposição do grupo de mídia de Novo Hamburgo promover um debate. Se na aldeia não é dada estrutura jornalística para uma cobertura diária condizente com a quarta economia, ao menos a estrutura do segundo maior grupo de comunicação do Rio Grande do Sul foi usada para apresentar os candidatos à Prefeitura, com uma mediação da classe da gravata borboleta do jornalista João Ávila.

    Participaram, por ordem do site da Justiça Eleitoral, Anabel Lorenzi (A esperança vem do povo – PDT, PCdoB e AVANTE), Claiton Manfro (PL) Dimas Costa (Toda força para Gravataí – PSD, PV, DEM, PATRIOTA, SOLIDARIEDADE, DC e PROS), Tamíres Paveglio (PSOL) e Luiz Zaffalon (Gravataí não pode parar – MDB, REPUBLICANOS, PP, PSL, PTB, PSDB, PSB e PRTB). Jairo Carneiro (PT), que é grupo de risco para o novo coronavírus, e se recupera de cirurgia, não recebeu liberação médica para participar.

    Partiu de Zaffa, por óbvio da forma que lhe convém, uma boa síntese do que está em disputa nesta campanha.

    – O debate mostrou como é uma decisão fácil para o eleitor: ou continuar com a revolução feita pelo governo Marco Alba, ou voltar ao passado – disse, citando frase do presidenciável Ciro Gomes:

    – São cartomantes com Alzheimer: esquecem o que fizeram, o que está sendo feito e prometem fazer tudo.

    Agora eu: nem os governos anteriores que, cada um na sua medida, tiveram a participação de Anabel e Dimas, foram desastres, nem o atual governo (apesar de ter feito muito e ter aprovação até em pesquisas de oposição) é a sétima maravilha do mundo, como instigou o candidato oficial. Mas, inegável é que o debate desvelou a disputa entre a continuidade ou não do atual modelo de gestão.

    É que, se nas propagandas de campanha, talvez pela popularidade do atual prefeito nas pesquisas, Anabel se mostrava uma suave e Dimas uma doce oposição, no debate os dois prefeituráveis criticaram explicitamente o governo Marco Alba – e, principalmente, seu candidato, Zaffa, chamado de “desconhecido” e “poste” por Dimas.

    Só não foram ao extremo de Tamíres, que, em seu papel ao estilo Luciana Genro e Fernanda Melchiona, repetiu o ‘pau na Sogil’ e a expressão de Rafael Linck, candidato a prefeito em 2016, ao dizer que os atuais governantes não falam de Gravataí, mas de “Nárnia”. Ex-secretário municipal, Claiton, se San Juan é oposição, e Mendoza governo, entre San Juan e Mendoza ficou alguns quilômetros mais perto de San Juan.

    Improvável que eleitores que assistiram não tenham sentido que, goste-se ou não de alguma das candidaturas, ou de nenhuma, o debate foi de categoria, o que comprova em mais uma eleição que a política de Gravataí está ao nível de Morro do Itacolomi mais alta que cidades do interior e, até, de Porto Alegre, onde a baixaria já pegou nos encontros entre prefeituráveis.

    Ainda assim, a ausência sentida foi a mesma que referi em um debate bem pior, o de Cachoeirinha, no artigo A lamentável ausência. O “como?”, personagem que raramente participa em meio ao show de promessas, não só em Gravataí, mas até nos EUA. Se lá em 2012 o grupo que está no governo falou em hospital na Caveira, nesta eleição é a oposição que promete uma UPA no lado da cidade que fica depois das pontes do Parque dos Anjos.

    Somando todos, Gravataí resolverá quaisquer problemas, mesmo numa pós-pandemia. Oposicionistas foram da reposição da inflação para o funcionalismo e renda mínima municipal, até tv e ar condicionado em quartos do SUS. O governista disse que nunca foi feito tanto em Gravataí nos últimos 40 anos e fará ainda mais. Dou o desconto do pouco tempo, já que, nas 2h de debate, nenhum candidato falou mais de 15 minutos somados, mas ninguém destrinchou esse ‘orçamento de São Paulo’ que permitiria realizar tanto.

    A educação foi um dos temas mais debatidos, mas os candidatos não fugiram da fórmula do “fizemos” ou “deixaremos de fazer”. Dimas e Anabel anunciaram que acabarão com o Positivo, atual programa pedagógico; Zaffa disse que vai continuar, porque Gravataí cresceu no Ideb, termômetro da educação. Nenhum dos três disse, em nenhum segundo, qual o plano para a volta às aulas, em 2021, já que não há vacina e as escolas públicas tem históricos problemas estruturais e de financiamento.

    (Mandem-me suas propostas, se quiserem, que publicarei. Achei essa a principal desconexão dos candidatos com a realidade – 2020, 2021 e sabe-se-lá até quanto – já que entre alunos, famílias e professores estamos falando de 150 mil pessoas, ou metade da população de Gravataí.

    Nas estratégias políticas, nenhuma novidade para quem acompanha as coisas da aldeia. Zaffa citou o vice, Dr. Levi, em quase todas as intervenções, e em todas as falas se apresentou como a continuidade do governo Marco Alba. Anabel citou a vice Rosane Bordignon e, em praticamente todas as participações, referiu-se elogiosamente ao legado dos governos de seu apoiador Daniel Bordignon. Dimas procurou se colocar como uma novidade no GreNal da Aldeia, entre Marco Alba e Daniel Bordignon, mostrando-se como ‘gente grande’, preparado para administrar a quarta economia gaúcha e, com “diploma das ruas”, por ser “o vereador do Mandato na Rua”, aquele que fiscalizou saúde e eteceteras por quatro anos e não apareceu só na eleição.

    Reputo entre os Grandes Lances dos Piores Momentos os ‘pegas’ entre Dimas e Zaffa.

    – O Jairo (Carneiro) não veio, mas os petistas estão bem representado por Dimas e Anabel – disse o governista, em debate sobre reposição salarial para o funcionalismo, em que, enquanto adversários falaram que dariam uma inexequível reposição de perdas inflacionárias, hoje calculadas em 20%, disse que cumpriria a ‘lei do piso’, que dá reajuste a cada ano e 10% automáticos para cada nível, além de honrar com “R$ 1,2 bilhão de déficit com as aposentadorias”.

    – Seu ídolo é o Lula – na política, foi a provocação maior.

    – Meu partido é o PSD e o de Anabel o PDT. O senhor desrespeita Jairo, que está ausente, e o PT – respondeu Dimas, em momento seguinte mostrando darwinismo ideológico ao citar o DEM de seu vice Evandro Soares por ter apresentado a ‘Lei do Fundeb’.

    Outro enfrentamento foi sobre saúde. Mais ou menos assim, na ordem Dimas-Zaffa.

    – Administraram R$ 6 bilhões. Por que inaugurar a UPA só agora, como fizeram em 2017. A ideia deveria ser salvar vidas, e não eleição.

    – O senhor só fala de nossas obras e faz uma questão imensa de dizer que não conheço dados da cidade, mas talvez seja poque nunca dirigiu nada na vida, não tem experiência. Nosso sinal para a saúde é meu vice, o Dr. Levi, médico consagrado na cidade.

    – Sua experiência não quero. Foi processado por improbidade administrativa na Corsan e na Prefeitura. Por onde o senhor passa a Justiça processa. E seu vice é um médico que não atende pelo SUS, para falar com ele tem que pagar R$ 400. Não o vi voluntário na pandemia.

    – O senhor nunca foi processado porque nunca dirigiu nada, nunca precisou tomar uma decisão. E Levi atendeu 16 anos pelo SUS.

    Em uma análise final dos favoritos, Gravataí está bem servida de candidatos: Zaffa representa os governos Marco Alba; Anabel Lorenzi os governos Daniel Bordignon e Dimas a ele próprio.

    Zaffa mostrou domínio das coisas do governo, apesar da dificuldade de, por vezes, traduzir o bom legado de Marco Alba para o eleitor. Citar “taxa de investimento histórica de 14%” é falar para ilustrados. Mostra apostar a vitória em uma boa avaliação da população a, como disse, “obras visíveis e explícitas para quem mora em Gravataí”.

    Dimas superou a expectativa dos adversários de que fosse um desastre possível de mostrar que não está pronto para administrar Gravataí. Se está ou não, a urna, e um eventual governo dirão. Mas foi bem no debate. Foi mais Dimas, do que um candidato de plástico. Quando se esperava um ‘bom moço’ embalado pela marquetagem, foi mais Marchezan que Eduardo Leite, atacando o governo Marco Alba e Zaffa.

    Anabel perdeu a oportunidade. Ficou no meio do caminho, apesar de, na quarta eleição para a Prefeitura, ser a mais experiente politicamente, já que tanto Zaffa, quanto Dimas, nunca tinham participado de um debate. Criticou, mas não tanto. Propôs, mas não detalhou. E falou de Bordignon, mas não o suficiente.

    Na entrevista depois do debate Zaffa ideologizou ao dizer que é “centro-direita” contra a “esquerda” de Anabel e Dimas. Se vai colar na Gravataí que deu 7 a cada 10 votos para Bolsonaro, os próximos 30 dias mostrarão. Se no discurso Dimas e Anabel fizeram uma defesa canhota do funcionalismo, por exemplo, na indumentária dos candidatos foi ‘zero vermelho’. Rosa, no máximo.

    Ao fim, com experiência de cobrir sete eleições em Gravataí, aposto que a eleição será decidida entre um ‘sim’ e um ‘não’ ao governo Marco Alba.

    CLIQUE AQUI para assistir a íntegra do debate e tire suas próprias conclusões.

     

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