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    crise do coronavírus

    Eduardo Leite, governador do RS

    Marco Alba, enfrente Eduardo Leite e proíba aulas em Gravataí!; a política da morte do governador

    por Rafael Martinelli | Publicada em 09/10/2020 às 11h57| Atualizada em 19/10/2020 às 17h27

    Como fez na rede municipal, Marco Alba (MDB) deveria decretar a proibição da volta às aulas presenciais também na rede estadual de Gravataí, aproveitando as controvérsias sobre a decisão do Supremo que garante autonomia para os municípios serem mais – e nunca menos – restritivos em medidas sanitárias durante a pandemia. Miki Breier (PSB), cujo partido é base do governo Eduardo Leite (PSDB), assim fez em Cachoeirinha e a coisa deve parar no tapetão.

    Sei que é injusto cobrar o prefeito, mas Marco Alba, o Ministério Público e a Justiça são a última esperança para milhares de munícipes, entre alunos, famílias, professores e funcionários de escolas, que servirão como cobaias para uma política de morte do governador.

    Infelizmente, em live na noite de quinta, Marco Alba avisou que não vai interferir na competência do Governo do Estado.

    – Se algum município o fizer, será por ousadia do prefeito. O governador precisa assumir as responsabilidades que o cargo exige – disse, ao anunciar a reabertura de escolas infantis e cursos livres privados a partir do dia 14, e a conclusão do ano letivo nas escolas públicas de ensino fundamental de forma remota no dia 17 de dezembro.

    CLIQUE AQUI para assistir o que disse o prefeito e o secretário da Saúde Jean Torman, que além do ensino infantil privado, anunciaram a prorrogação por um ano dos mandatos diretivos nas escolas. E CLIQUE AQUI para acessar o site da Prefeitura onde escolas precisam se cadastrar, apresentar documentos e passar por análise do COE, o Centro de Operações Especiais, para receber permissão para volta às aulas presenciais.

    A boa notícia já tratei em Obrigado, Marco Alba, por cancelar as aulas em Gravataí em 2020. Neste artigo alerto para o risco de tragédia com a volta às aulas das escolas estaduais. Não há comparação possível com o retorno de escolas infantis privadas, ou escolas de ensino fundamental e médio particulares, caso a bandeira permaneça laranja, de risco médio, ou recue para amarela, de baixo risco.

    Uso como exemplo, que vale para todo Rio Grande do Sul, as duas escolas estaduais mais tradicionais de Gravataí, o Tuiuti e o Barbosa Rodrigues. Estão caindo aos pedaços. As promessas do governo se renovam, assim como buracos no teto, o piso solto e a fiação em curto circuito. Só na base da rifa não se reforma estruturas sem condições mínimas há mais de uma década, não se compram EPIs, os equipamentos de proteção individual, e nem se aplicam testes para detectar a COVID-19. 

    Pesquisa realizada pelo CPERS com apoio técnico do Dieese demonstrou que “92% das escolas não têm recursos suficientes para investir na estrutura e EPIs adequados, 81% não dispõem de profissionais de limpeza para realizar a higienização necessária e 70% sofrem, mesmo em tempos de normalidade, com atrasos no repasse de verbas por parte do Estado”.

    O mesmo levantamento aponta que, “durante o período de plantão presencial, com fluxo reduzido, mais de 140 escolas já foram contaminadas com a Covid-19. Não à toa, a ampla maioria dos educadores(as), pais e estudantes – 86% – não acredita que é possível retomar as aulas sem vacina”.

    Em assembleia remota nesta quinta, com quase 2 mil educadores, a chamada ‘greve sanitária’ foi rejeitada por 74%. Ficou como ‘plano b’. A estratégia definida para o momento é a promoção de mobilizações em 15 de outubro, Dia do Professor, e, no dia 16, em audiência no Ministério Público, apelar para o procurador de Justiça Fabiano Dallazen, e o subprocurador Marcelo Dornelles.

    A condução do governador para a polêmica é, no mínimo, questionável. Em um momento em que as pessoas temem pela vida, o memorando nº 47/2020, enviado pela Secretaria Estadual da Educação às Coordenadorias Regionais de Educação, um dia antes da assembleia, é um convite à greve. Orienta a demissão de educadores contratados que não apresentarem atestado e não trabalharem nas escolas, a reorganização do quadro e a demissão após 15 dias de licença-saúde daqueles profissionais contratados durante a pandemia, além de abrir caminho para o retorno de servidores com mais de 60 anos.

    Inquestionável é a palavra da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer:

    – Nós queremos trabalhar e estamos trabalhando muito (nas aulas remotas). Mas não queremos que nossas escolas passem de um espaço de transmissão de conhecimento para transmissão do coronavírus.

    Ao fim, a ‘ideologia dos números’ pode mostrar uma (lenta) melhora nos indicadores da pandemia, mas a realidade dos fatos mostra que as escolas estaduais, ao menos em Gravataí, não têm as mínimas condições para reabrir.

    Dos Grandes Lances dos Piores Momentos, ou melhor: trágicos momentos, é o Termo de Conformidade Sanitária apresentado pelo Governo do Estado exigir que equipes diretivas, e não sanitárias, atestem que as escolas têm condições de retomar as aulas presenciais.

    Governador, os salões do Palácio Piratini são inspirados no Palácio de Versalhes, mas o Rio Grande do Sul não é a França. Não precisa ir a Pelotas. Convide seus burocratas e visite o Tuiuti e o Barbosa. O Haiti é aqui. Duvido o senhor não recue dessa política de morte.

    E, Marco Alba, sua posição é justificável, mas seria um abraço a seus munícipes enfrentar mais uma vez Eduardo Leite e proibir as aulas, nem que seja interditando as escolas.

     

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