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GRAVATAÍ, 21/09/2020

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    eleições 2020

    Anabel Lorenzi foi confirmada candidata a prefeita, com Rosane vice, em convenção remota do PDT que está acontecendo na tarde deste sábado

    Anabel e Rosane Bordignon à Prefeitura de Gravataí; ´sou candidata de verdade, não de plástico’

    por Rafael Martinelli | Publicada em 12/09/2020 às 14h54| Atualizada em 17/09/2020 às 16h14

    Em convenção remota, realizada pelo aplicativo Zoom para evitar aglomeração na pandemia, o PDT de Gravataí está confirmando na tarde deste sábado Anabel Lorenzi candidata a prefeita e Rosane Bordignon a vice. A coligação – cuja campanha tem como coordenador de campanha (e ‘Grande Eleitor’) o ex-prefeito Daniel Bordignon – reúne ainda o PCdoB, a novidade do dia, e o Avante.

    O Seguinte: ouviu Anabel pouco antes de começar a convenção.

    Siga.

     

    Seguinte O que te fez aceitar ser candidata a prefeita pela quarta vez?

    Anabel – Coragem. Sem coragem ninguém muda nada. Temos um projeto grandioso para transformar Gravataí em uma cidade com melhor qualidade de vida. O povo me conhece, conhece a Rosane e o Daniel, sabe que somos capazes.

     

    Seguinte O contágio econômico da pandemia é uma realidade. Gravataí terminará o ano com uma perda de R$ 100 milhões em arrecadação e, daqui a dois anos, o retorno de impostos será impactado pelos seis meses da GM em layoff, com produção parada e queda nas vendas de carros. Como enfrentar uma crise anunciada?

    Anabel – Infelizmente os números não estão à disposição como deveriam e há inegáveis problemas de gestão. É preciso reduzir gastos desnecessários. O exemplo que sempre uso são os R$ 5 milhões gastos por mês com o Positivo, um plano pedagógico que poderia, e deveria, ser construído pela rede de educação. Não trato como investimento, é gasto. Quando fechar 2020 serão R$ 40 milhões ou oito anos. Vamos revisar todos os contratos da Prefeitura, conforme a crise econômica exige.

    É preciso fazer a economia crescer. Nosso plano de governo prevê a criação de uma renda básica municipal. É algo discutido em todo o mundo e Gravataí precisa fazer esse debate, pensar em uma renda para depois do auxílio emergencial. É uma forma de injetar diretamente dinheiro na economia, cuidar do bem-estar social e também fortalecer setores mais abalados com a pandemia, como o comércio e os serviços, já que será dinheiro circulando na economia local.

    É preciso também diversificar a matriz econômica. Trato disso há bastante tempo, desde a campanha de 2012 proponho a criação de um Distrito Industrial para pequenas e médias empresas. Não podemos depender apenas do setor metalmecânico e automotivo. É hoje o que sustenta nosso orçamento, um setor importantíssimo, fantástico para o incremento de receita, mas precisamos diversificar, não podemos ficar reféns da GM.

     

    Seguinte Entre os favoritos há uma candidatura de continuidade do governo Marco Alba, que é Luiz Zaffalon (MDB), e outra candidatura que brinco estar ‘atrás do muro’, já que usa o discurso do ‘manter o que está bom e mudar o que está ruim’, além de evitar a identificação com algum dos lados da ‘ferradura ideológica’. Onde se situa a candidatura de Anabel?

    Anabel – Ideologicamente, é uma candidatura de centro-esquerda. Defendemos a retomada de políticas públicas nas áreas sociais abandonadas pelo atual governo. Gravataí precisa de desenvolvimento? Sim, mas de forma sustentável, moderna. As coisas evoluem, não basta mais do mesmo. É preciso logística, infraestrutura, mas a qualidade de vida das pessoas é o mais importante. Principalmente, para enfrentar os desafios e as mudanças da sociedade é preciso investir na educação. O PDT é o partido da educação. E cuidar da saúde. A pandemia mostrou a fragilidade. Daremos também atenção à cultura, que hoje é uma terra arrasada. Cultura também faz a economia girar.

    Uma marca importante que queremos no governo é a gestão democrática, o diálogo com as pessoas.

     

    Seguinte Um Orçamento Participativo 2.0, com tecnologia?

    Anabel – O mundo mudou. O OP foi uma experiência exitosa de uma década e meia atrás. Hoje é preciso usar outras metodologias, a tecnologia, as redes sociais. O conceito, porém, vive: é o da democracia participativa. Como prefeita estarei os 4 anos nos bairros. A Prefeitura não pode chegar nas comunidades apenas nas eleições.

     

    Seguinte Falaste na prioridade para educação. O atual governo sempre sustenta que investiu no aluno, o que deixa subentendido que foi a prioridade, e não o professor, o funcionalismo.

    Anabel – É uma mentalidade atrasada, uma falsa dicotomia. Em qualquer país onde a educação é referência, o primeiro investimento é no professor, no educador, nas boas condições de trabalho e na formação dos profissionais, o que não acontece hoje. Professor não faz milagre, precisa salários dignos e estruturas escolares modernas e agradáveis aos alunos. É nosso compromisso a reposição inflacionária. É uma dívida que o atual governo está deixando. É difícil dimensionar tudo que o funcionalismo perdeu, mas apenas na soma da inflação já supera 20%. Investir no professor é investir no aluno. A educação é nossa prioridade não só da boca pra fora, mas na prática. Temos experiências que são referência nacional, como o Ceará.

     

    Seguinte Há como repor inflação com o contágio econômico da pandemia?

    Anabel – Vamos sentar e sentar e conversar com os professores, construir uma política salarial para repor as perdas. Não significa que no primeiro mês vamos publicar um decreto repondo 7 anos de defasagem salarial. Mas vamos buscar alternativas com a categoria. Nos últimos anos temos visto falta de respostas do governo. Como prefeita serei eu a sentar na mesa de negociações. Sou educadora do município, conheço a realidade. Há margem para reparar essa dívida com o funcionalismo. A folha de pagamento não chegar a 40%, quando a Lei de Responsabilidade Fiscal tem como limite prudencial 51,3%. Nosso compromisso não é apenas com os trabalhadores da educação, mas com médicos, enfermeiros, técnicos, servidor da ponta, guardas municipais. Hoje um guarda recebe R$ 2 mil para proteger população com uma arma na cintura.

    Em que pese o cenário nacional de ataques ao funcionalismo e o setor público, e uma reforma administrativa que desmonta o estado brasileiros, aqui em Gravataí nosso projeto considera o servidor peça fundamental na gestão.

     

    Seguinte Falas em reposição inflacionária, mas o atual governo só não apresentou proposta de uma reforma da previdência municipal porque o governo federal, devido à pandemia, autorizou uma pedalada até 2021. Não vais mexer na previdência?

    Anabel – Conversaremos com os servidores. É preciso aguardar para ver se será uma obrigatoriedade. Não faremos nada de cima pra baixo, como o atual governo fez destruindo o IPAG, provocando uma greve. O diálogo é uma diferença essencial.

     

    Seguinte Gravataí de 7 a cada 10 votos para Jair Bolsonaro em 2018. És a candidatura mais crítica ao governo federal. Isso não atrapalha a campanha?

    Anabel – Não creio que isso atrapalhe em nada. As pessoas buscam nas candidaturas posições claras. Jamais vou enganar o eleitor. Serei sempre honesta, sincera. Entendo que a forma como alguém se mostra antes da eleição diz muito sobre como será seu comportamento no governo. O eleitor quer a verdade. E o que penso, expresso. Os dois adversários estão alinhados com a direta, talvez um demonstre mais, outro menos.

     

    Seguinte Qual demonstra mais?

    Anabel – Reformulo: os dois demonstram claramente. Um é de um grupo político que apoiou Bolsonaro no 2º Turno e o outro tem como vice o DEM. Qual a dúvida? Nós temos uma posição clara, não de oposição por oposição, mas pontuando o que consideramos errado na condução do país. Sempre trabalhei com a verdade. O eleitor precisa estar atento para quem gosta de esconder as coisas na campanha, enganar e construir uma imagem que não corresponde à realidade. São os candidatos de plástico, bonecos que se adaptam para servir para qualquer momento. O PDT tem posições claras de oposição no Rio Grande do Sul, onde Eduardo Leite desmonta o estado e ataca o funcionalismo; no Brasil, Ciro Gomes representa as diferenças de nosso projeto e, aqui, o eleitor olha para mim, para a Rosane e o Daniel e sabe o que pensamos, o que já fizemos por Gravataí.

     

    Seguinte Acreditas que a eleição será mais focada em temas locais, ou nacionais e ideológicos?

    Anabel – Eleição municipal é momento de debater as questões locais, mas Gravataí não é uma ilha. Já fui candidata, tenho experiência em eleição, então avalio que teremos um pouco de cada coisa. Nosso foco será em transformar Gravataí em uma cidade de notícias positivas, e não de ações duvidosas do governo, como a recente perda de recursos para saúde.

     

    Seguinte Em entrevista, Zaffa já disse que para governar Gravataí era preciso “ter administrado ao menos um 1,99”.

    Anabel – É uma fala preconceituosa, sem fundamento e que para mim não serve. Faço militância há quase 35 anos, algum candidato tem tanto tempo quanto eu nas lutas sociais? Comandei por quatro anos a Coordenadoria Regional de Educação, administrando 80 escolas, 80 mil alunos e 5 mil professores, e entregando ao fim da gestão 9 escolas de ensino médio, com prédio novo, laboratórios, acervo e professores contratados. Fui vereadora por 8 anos e, em 2010, presidi a Câmara administrando um orçamento de R$ 15 milhões. Não há nada que não tenha sido respondido. Se há alguém com experiência administrativa e política, e passou pelas urnas inúmeras vezes, sou eu. Tenho ao meu lado tenho a Rosane, uma vereadora com longa trajetória política, sindical, que foi candidata à Prefeitura, e o Daniel Bordignon, que administrou a cidade por 8 anos com incontestável aprovação. Duvido uma chapa, um grupo político com mais experiência.

     

    Seguinte O PDT tem apenas o Avante na coligação. Por que, como dizia Frei Betto, “a esquerda só se une na cadeia”?

    Anabel – Hoje o PCdoB abriu apoio para nosso projeto. É um partido histórico, que tem a Manuela D´Ávila, candidata à vice-presidente da República. Entendo que não há unidade nem na esquerda, nem na direita. Em Gravataí reafirmo: temos duas candidaturas de direitas. Sempre respeitei a caminhada dos partidos. É saudável cada um apresentar seus projetos. E nossa relação com os partidos de esquerda é fraterna e respeitosa.

     

    Seguinte Qual o peso na eleição de ter Rosane Bordignon como vice e Daniel Bordignon como coordenador da campanha?

    Anabel – Tem um simbolismo muito forte. A Rosane recebeu 44 mil votos na eleição de 2017, é uma educadora como eu. O Bordignon governou sempre com grande aprovação e estar à frente da campanha é um reconhecimento a esse legado. Nossa chapa mostra também como o PDT é vanguarda no protagonismo das mulheres. É um partido que acredita nas mulheres, as duas com um capital político gigante, em uma campanha sob a coordenação de Daniel Bordignon. Muitos apostavam em rompimento, torciam para isso, mas estamos, e sempre estivemos unidos pelo povo de Gravataí. É como diz o nome de nossa coligação: "A Esperança que Vem do Povo".

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