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GRAVATAÍ, 06/08/2020

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    crise do coronavírus

    Foto AGÊNCIA BRASIL

    Mortalidade da COVID 19 em Gravataí é maior que média gaúcha, igual a Porto Alegre e próxima a São Paulo; siga os dados

    por Rafael Martinelli | Publicada em 14/07/2020 às 21h12| Atualizada em 23/07/2020 às 19h40

    Gravataí tem uma mortalidade de infectados identificados com a COVID-19 maior do que a gaúcha, igual à capital Porto Alegre, um pouco abaixo da taxa brasileira e próxima ao epicentro nacional São Paulo.

    É o que mostra levantamento produzido pelo Seguinte: na noite desta terça, após o registro da 29ª vida perdida, no julho que já tem, em 14 dias, quase o dobro das mortes ocorridas nos primeiros quatro meses da pandemia.

    Gravataí tem 871 casos e 29 óbitos. Significa que 3.3% dos infectados identificados perdem a vida. É o mesmo percentual de Porto Alegre, que registra 4.744 casos e 161 mortes.

    A média é superior à do Rio Grande do Sul, 2.5%, ou 1.060 óbitos em 40.993 casos, e um pouco inferior a nacional, 3.8%, com 74.133 mortes em 1.926.824 casos.

    O alerta para Gravataí é que a média se aproxima do epicentro, São Paulo, com 4.7%, e 18.324 vidas perdidas em 386.607 casos identificados.

    A mortalidade de Gravataí é três vezes maior que a de Cachoeirinha, com 8 mortes em 761 casos.

    Julho é o pior mês da pandemia, tanto em casos identificados, quanto em óbitos, com um crescimento superior a 400%, como mostrei em Em 10 dias, Gravataí e Cachoeirinha tem mais casos do que em 4 meses de pandemia.

    Com 871 casos, 471 deles apenas nos primeiros 14 dias do mês, Gravataí já supera Porto Alegre na incidência de contágio por 100 mil habitantes; 289.1/100 mil a 280.3/100 mil. Cachoeirinha, com 761 casos, supera as duas: 478.2/100 mil.

    Dos 29 óbitos, 17 aconteceram nas primeiras duas semanas do mês. Oito foram registrados em junho, 3 em maio e a primeira vida perdida em abril.

    Em live na noite desta segunda, o prefeito renovou o pedido pelos cuidados básicos: uso de máscara, higiene das mãos e superfícies, distanciamento interpessoal e isolamento de idosos e pessoas com comorbidades.

    Só que, pela segunda live consecutiva, Marco Alba apelou não apenas para que pessoas que não tem (ou não sabem se tem) o coronavírus, mas para as que testaram positivo e, por assintomáticas, ou com sintomas leves, receberam alta para cumprir tratamento em quarentena domiciliar.

    O secretário da Saúde também fez um alerta de que, mesmo com o aumento na oferta de leitos e UTIs com respiradores, que já se aproximam de 200 covid, e não-covid em Gravataí, entre hospital de campanha, Dom João Becker, 24 Horas e UPA, a capacidade está chegando ao limite, devido à superlotação que ocorre neste mês desde antes da pandemia.

    – Em nenhum lugar do mundo houve, ou há capacidade hospitalar para dar conta de tantas internações – advertiu Jean Torman, que, no dia de recorde de registro de mortes, convocou:

    – Hoje é um dia de tristeza. Para passarmos por esses dias de perda, só com a colaboração de todos.

    Inacreditável é, mas há aqueles que sabem estar contaminados, mas ainda circulam pelas ruas. Se a Vigilância em Saúde não consegue monitorar esses irresponsáveis, já que precisaria visitar quase mil pessoas por dia, apelo para que a própria comunidade denuncie em ligação grátis no 0800.676.4944.

    É prisão, conforme o Código Penal: artigo 268 (Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa; Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa) e 330 (Desobedecer a ordem legal de funcionário público; Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, e multa).

    Em É hora de multar quem não usa máscara em Gravataí e Cachoeirinha!; bom, entre maus exemplos de políticos já apelei pela criação de multas, mas até agora prefeitos e vereadores das duas cidades preferiram não se incomodar.

    Vovôs, vovós, mães, pais e até jovens estão sendo contaminados e morrendo em Gravataí. Talvez pelo estigma da doença, e analisei isso em As mortes sem rosto da COVID 19 em Gravataí, famílias enlutadas não querem se expor ao dar entrevistas, o que não tem permitido ao Seguinte: jogar na cara da sociedade os nomes, rostos e as histórias dessas vidas perdidas.

    O máximo que consegui está nos artigos Perdi meu pai para COVID 19; o depoimento de uma gravataienseO desabafo de um amigo por mais uma vítima da COVID 19 em Gravataí e o desabafo de quem sobreviveu ao vírus em Gravataiense ainda luta contra COVID 19; ’é uma doença de solidão’.

    Ao fim, mesmo que provoque irritação em alguns, repito aos que não entenderam a gravidade do momento: covidiotas!

     

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    Clique aqui para ler a cobertura do Seguinte: para a crise do coronavírus

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