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    crise do coronavírus

    Equipe do hospital de campanha anexo ao HDJB | Foto GUILHERME KLAMT | Arquivo

    24 Horas será ’segundo hospital de campanha’ no plano para Gravataí reabrir comércio

    por Rafael Martinelli | Publicada em 29/06/2020 às 12h24| Atualizada em 30/06/2020 às 20h59

    O 24 Horas vai fechar as portas de urgência e emergência e funcionar como um segundo ‘hospital de campanha’ (expressão minha), no novo plano de contingência de Gravataí no enfrentamento ao novo coronavírus. O novo fluxo de atendimento em toda rede de saúde municipal é detalhado no recurso apresentado pela Prefeitura para retorno da bandeira vermelha para laranja no Distanciamento Controlado do Governo do RS. 

    O Seguinte: teve acesso ao documento que você lê na íntegra clicando aqui.

    Como tratei sábado em Gravataí recorre de bandeira vermelha com promessa de 30 leitos de UTI para COVID 19; é difícil, parte da estratégia depende da chegada de 15 respiradores. Dos 20 solicitados ao Ministério da Saúde, apenas 5 foram entregues. Há expectativa de que mais equipamentos sejam entregues nesta segunda, também prazo de resposta do governo estadual ao recurso para classificação semanal da bandeira.

    Aceita ou não a apelação, a Secretaria da Saúde vai disponibilizar no 24H, “exclusivamente para casos sintomáticos respiratórios”, e por isso chamo de ‘segundo hospital de campanha’, 16 leitos de enfermaria adultos, 10 leitos de enfermaria pediátrica e 3 leitos de suporte ventilatório invasivo (os respiradores). Somados aos 10 leitos de UTI do hospital de campanha anexo ao HDJB, serão 39 leitos exclusivos para pacientes com suspeita ou confirmação da COVID-19, 13 deles com respiradores.

    O levantamento da Prefeitura mostra que o hospital de campanha tem capacidade de atendimento de 198 paciente por dia e “não alcançou limite” e “apenas casos de internações respiratórias acumularam a ponto de completar vagas na enfermaria” – quer dizer que os leitos estão sempre ocupados, mas há alta rotatividade já que a maioria dos pacientes não precisa internação e recebe alta para cumprir o tratamento em ‘quarentena domiciliar’.

    O recurso também detalha o reforço na atenção primária, que é a porta de entrada de atendimentos respiratórios leves e moderados nas unidades básicas de saúde e nas unidades de saúde da família: “Havia falta de 10 médicos de saúde da família (carga horária de 40h semanais que equivalem a capacidade de 120 atendimentos semanais por profissional), 6 clínicos (carga horária de 20h semanais que equivalem à capacidade de 60 atendimentos semanais por profissional), 5 médicos do Programa Mais Médicos (carga horária de 32h semanais, que equivalem à capacidade de 96 atendimentos semanais por profissional). Nesta semana completamos o chamamento de todos profissionais, gerando mais 2.040 atendimentos semanais”.

    Na reestruturação, a UPA e o HDJB, que hoje estão operando com 50%, devido à reserva para suspeitos da COVID-19, funcionarão exclusivamente para casos não-respiratórios. Pacientes serão orientados a procurar primeiro o hospital de campanha anexo ao Becker, que possui quatro ambulatórios e acesso a exames de imagem, principalmente a tomografia – o mais exigido por profissionais médicos e também pelo sistema de regulação estadual para internação em hospital de referência.

    – São leitos que não estavam na conta do Governo do Estado. Temos profissionais de saúde e capacidade instalada para nesta semana retroceder aos efeitos da bandeira laranja. Na semana passada não recorremos porque trabalhávamos para garantir essas condições e a mudança de fluxos, tantos para pacientes com suspeita do coronavírus ou não – resume o secretário da Saúde Jean Torman, que confirmou as informações apuradas pelo Seguinte:, mas anunciou para amanhã uma apresentação detalhada do novo fluxo de atendimento.

    Sobre a preocupação entre servidores – e que já chegou aos políticos – de que o fechamento das portas de urgência e emergência do 24H seja o início do fim da tradicional estrutura como “portas abertas”, o secretário explica que o novo modelo de atendimento foi construído junto com as equipes para buscar maior proteção aos profissionais e pacientes durante a pandemia.

    – Já tivemos profissionais infectados no 24H. Com o novo fluxo, as equipes terão espaços físicos adequados e os devidos EPIs (equipamentos de proteção individual). Um exemplo é o que ocorreu na UTI do Becker, que acabaste de noticiar. Médicos testaram positivo para a COVID-19, mas nenhum paciente contraiu o vírus, não houve surto – compara Jean Torman, referindo-se ao artigo Testagem descarta surto da COVID 19 na UTI do hospital de Gravataí.

    Ao fim, conforme o último boletim epidemiológico divulgado sábado, Gravataí tem 337 casos confirmados, com 128 recuperados e 11 óbitos. Como já tratei em artigos como É tudo com a gente em Gravataí e Cachoeirinha; o Distanciamento Controlado fake não segura a COVID 19, o sistema de bandeiras é um 'experimento descontrolado', em que brasileiros são suecos – e nem lá deu certo.

    Resta aos CPFs e CNPJs sobreviver com esse 'abre-e-fecha', contar casos e esperar o sorteio das UTIs. Canoas, onde o Universitário é um dos hospitais de referência para Gravataí, já comunicou hoje ao Estado que o sistema de saúde colapsou.

     

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