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GRAVATAÍ, 13/07/2020

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    crise do coronavírus

    Atividades econômicas não essenciais de Gravataí e Cachoeirinha estão abertas com restrições desde o dia 4 de maio

    ’Gripezinha’, ’carreatas da morte’, Páscoa, reabertura e Dia das Mães; a progressão da COVID 19 em Gravataí e Cachoeirinha

    por Rafael Martinelli | Publicada em 27/05/2020 às 19h21| Atualizada em 03/06/2020 às 11h35

    Preparei um levantamento que mostra o crescimento do contágio da COVID-19 em Gravataí e Cachoeirinha conforme cinco datas significativas da pandemia: o ‘pronunciamento da gripezinha’ de Jair Bolsonaro, a ‘carreata da morte’, a pressão para vender chocolate na Páscoa, os decretos reabrindo atividades econômicas e o ‘Dia das Mães Macabro’.

    É o que chamo de ‘ideologia dos números’. Você pode distorcê-la como quiser, mas um mais um continuará sendo dois. O crescimento exponencial de infectados vai de zero a 79 – com quatro mortes.

    Observe sempre um período de 14 dias entre uma data e o contágio, que é o tempo médio em que o vírus fica incubado em paciente com sintomas, ou assintomáticos, e é o período de ‘quarentena domiciliar’ recomendado pelos protocolos sanitários.

    Em 25 de março, quando em pronunciamento em rede nacional o Presidente da República cometeu crime contra a saúde pública (artigo 268 do Código Penal, "infringir determinação do Poder Público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”) ao tratar o novo coronavírus como “uma gripezinha, um resfriadinho”, Gravataí tinha um caso de infecção pelo SARS-CoV-2, registrado no dia anterior. Cachoeirinha, nenhum. Tratei em Após Bolsonaro falar ’gripezinha’, explosão de casos em Gravataí; a ’ideologia dos números’.

    Dia 27 de março, das carreatas da morte, que tratei em Parem Gravataí que eu quero descer!; declaro-me Inimigo do Povo, amigo da vida, Gravataí seguia com um caso e Cachoeirinha com nenhum.  

    Dia 12 de abril, Páscoa, quando a pressão pegava para reabertura do comércio, o que tratei em Sindilojas move ação para abrir comércio em Gravataí; das ‘carreatas da morte’ à Justiça, Gravataí tinha 13 casos, Cachoeirinha 6.

    Dia 26, a primeira morte foi registrada em Gravataí, e alertei: É moralmente homicida pressão pela volta da ’vida normal’.

    Dia 4, na reabertura, com restrições, das atividades comerciais, industriais, de serviços e administração pública nas duas cidades, Gravataí tinha 25 casos; Cachoeirinha 17. Questionei-nos, como sociedade em Gravataí está pronta para o comércio reabrir?; expectativa e realidade.

    Em 10 de maio, Dia das Mães, Gravataí tinha 27 casos, Cachoeirinha 29.

    Nove dias depois, Gravataí registrou a segunda morte. Um dia depois, a terceira morte. Dia 27, a quarta vítima.

    Neste 27 de maio, Gravataí registra 70 casos e Cachoeirinha 79. O crescimento nos casos da data da reabertura econômica foi de 64% em Gravataí e 78% em Cachoeirinha. Cachoeirinha supera Porto Alegre, o epicentro da COVID-19, na incidência por 100 mil habitantes: 61.1 a 40.8. Há mais de uma semana, como tratei em Cachoeirinha supera Porto Alegre em incidência da COVID; um dia de 23 confirmações.

    O argumento dos governos é que a testagem aumentou – o que é uma verdade, principalmente em Cachoeirinha. Gravataí testou 500 pessoas, ou 0,1% dos 281 mil habitantes. Cachoeirinha submeteu a testes 600 pessoas, ou 0,4% dos 130 mil habitantes.

    Inegável é, porém, a explosão de casos de maio. De seus 70 casos, Gravataí positivou 46 infectados nestes primeiros 27 dias do mês; Cachoeirinha, dos 79: 64.

    Não se trata de achar vilões para além da ‘cobra silenciosa’ que é o vírus. Mas são dados que – além de demonstrar que o isolamento é a melhor arma (se não a única) para conter a velocidade do contágio – ajudam a compreender o comportamento de uma doença nova e avaliar o experimento do ‘distanciamento social controlado’ do Governo do RS, ao qual Gravataí e Cachoeirinha estão submetidas a partir de maio.

    Academicamente embalado, o modelo posto em prática pelo governador Eduardo Leite – e que, aqueles que furam a ‘bolha’ dos palácios e pisam no asfalto ou barro das cidades sabem: depende da adesão da população, de comerciantes e de uma fiscalização rigorosa das prefeituras – não tem bons índices neste mês. O coeficiente de incidência do contágio passou de 33,0 por 100 mil habitantes na semana passada para 59,6.

    Ao fim, se a incidência da COVID-19 cresceu 80% após a flexibilização do isolamento social, é preciso hastear, se não uma bandeira preta ou vermelha, ao menos a mesma bandeira laranja, de risco médio, de Gravataí e Cachoeirinha, e torcer que seja vista do Palácio Piratini.

    Impressionante no site, na ‘ideologia dos números’, o ‘distanciamento controlado’ preocupa nos resultados de maio, um mês antes do inverno gaúcho.

     

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