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    crise do coronavírus

    Secretário da Saúde Dyego Matielo e prefeito Miki Breier no hospital de campanha

    Contágio em Cachoeirinha é próximo ao epicentro Porto Alegre

    por Rafael Martinelli | Publicada em 18/05/2020 às 16h37| Atualizada em 20/05/2020 às 21h29

    Cachoeirinha tem uma incidência de contágio próxima a Porto Alegre, epicentro da COVID-19 no Rio Grande do Sul. A projeção com a explosão de caso nos primeiros 18 dias do mês é de que os casos quadripliquem até o fim de maio em relação a todas as infecções confirmadas entre março e abril.  

    Cachoeirinha, com 130 mil habitantes, é a 19ª no ranking da contaminação, com 41 casos, nenhuma morte e 21 recuperados. A taxa de infectados é de 32.5 a cada 100 mil habitantes. Porto Alegre tem 40.8/100 mil, com 602 casos e 21 óbitos.

    Para efeitos de comparação, cidades vizinhas com 100 mil habitantes a mais, como Gravataí e Viamão, tem índices bem mais baixos. Gravataí, com 281 mil habitantes, 36 casos e uma morte, tem 12.8; Viamão, com 255 mil habitantes, 33 casos e uma morte, 13.1. Alvorada, com 190 mil habitantes, e também vizinha à Capital tem 23 casos, duas mortes e 11.1.

    A taxa de infecção de Cachoeirinha supera Canoas, que com 350 mil habitantes tem 48 casos, três mortes e uma incidência de 14.1 a cada 100 mil habitantes.  

    A ‘ideologia dos números’ mostra a explosão dos casos em maio. 58,5%, ou quase 6 a cada 10 infectados foram confirmados nos primeiros 18 dias do mês. A projeção é que mais termine com cerca de 70 casos.

    O alvo principal do novo coronavírus são as mulheres. Em Gravataí, mostrei os números em Ainda sem efeito da reabertura, contágio já cresce em Gravataí; mulheres são alvo. Em Cachoeirinha, corresponde a 60,5% dos casos. A faixa etária de maior incidência é entre 40 e 49, com 36,8% dos casos, mas o município também registra dois casos de crianças, de 9 anos, e um adolescente de 17.

    Pelo menos 3 a cada 10 dos casos aconteceram após contato com pessoa contaminada, o que que mostra a virulência do SARS-CoV-2. Conforme o ‘Índice R’, da Imperial College, no Brasil é de 1 para 3, ou seja, uma pessoa contamina 3. Na Alemanha, 1 para 1.

    Até o fechamento do artigo, o secretário da Saúde Dyego Matielo não retornou o pedido de entrevista do Seguinte: para analisar o aumento no número de casos.

    Em entrevista coletiva pelo aplicativo Zoom, na segunda-feira da semana passada, o prefeito respondeu à pergunta deste jornalista justamente sobre a alta incidência de contágio. Miki Breier apontou a proximidade com o epicentro, Porto Alegre, e a alta densidade demográfica de Cachoeirinha, com 130 mil habitantes distribuídos em apenas 42 quilômetros quadrados.

    A Prefeitura também testou mais. Se Gravataí testou apenas 0,1% da população, Cachoeirinha já aplicou testes em 0,2%.

    Importante observar que os números até o momento não refletem a reabertura das atividades comerciais, industriais, de serviços e administração pública, ocorrida há duas semanas. Como o período médio de incubação do vírus SARS-CoV-2 é de 14 dias, um crescimento exponencial nos casos a partir desta segunda podem até levar a uma mudança na bandeira laranja, de ‘risco médio’, no distanciamento controlado do Governo do RS.

    É possível evidenciar que o hospital de campanha, com 60 leitos, 6 de UTI, e mais 2 UTIs na UPA, ajudam a garantir o risco médio, no cálculo que leva em conta a ocupação das UTIs na Região Porto Alegre, da qual Cachoeirinha faz parte e registra nesta segunda 72.9% de ocupação.

    Ao fim, é como já referi em artigos anteriores, após consultar guarda-vidas. Em uma analogia com o mar, a bandeira laranja é uma das mais perigosas, porque dá uma falsa sensação de segurança aos banhistas, mas há possibilidade de correntes e buracos.

    No caso do vírus, um Tubarão (Jaws, 1975) como aquele de Steven Spielberg, que, como a praia não foi fechada, pode atacar a qualquer momento.

     

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