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    crise do coronavírus

    Rubens Otávio foi o vereador mais votado em Cachoeirinha nas últimas eleições | Foto ARQUIVO

    Vereador poderia até ser preso por participar de sessão em Cachoeirinha; o Roque acertou

    por Rafael Martinelli | Publicada em 14/05/2020 às 18h12| Atualizada em 23/05/2020 às 18h31

    A notícia é estadual – Rubens Otávio (PSL) pode ter sido transmissor da COVID-19 para os colegas vereadores e assessores da Câmara de Cachoeirinha – mas trato sob um prisma local, já que é na cidade onde a gente pisa, e reputo didático para um ano eleitoral em que o jornalismo profissional é atacado diariamente, por desinformados e/ou informados do mal.

    Roque Lopes estava certo. Mesmo com mais de 3 décadas como jornalista, há quase 10 anos dono de empresa de comunicação que não se vende por anúncio ou CC, teve a credibilidade contestada e apanhou bastante nos últimos dois dias, no Grande Tribunal das Redes Sociais.

    Metralharam teclados desde milícias digitais, o baixo clero dos aspirantes à política, como tratei em artigos como A epidemia de ’secadores de hospital’ em Cachoeirinha e A Câmara de Cachoeirinha não é solidária nem na COVID 19, até textões de fala mansa tipo Regina Duarte.

    Tudo porque em seu site O Repórter alertou sobre o comportamento de Rubinho em Vereador teve contato com positivada por Covid e vai em sessão da Câmara.

    Durante a sessão, terça, o espírito de corpo possuiu parlamentares, que se preocuparam mais em atacar o jornalista (Roque narrou em detalhes em Se a prova é mostrada, ataque o jornalista?!) do que em tomar medidas sanitárias necessárias.

    A prioridade foi votar a amalucada ‘CPI dos Pardais’, cujo arquivamento tratei em Câmara de Cachoeirinha arquiva ’CPI dos Pardais’; saiba os votos.

    Nesta quinta, GaúchaZH confirmou o que Roque reportou na manchete “Após vereador ter contato com assessora com coronavírus, Câmara de Cachoeirinha suspende sessões presenciais e solicita testes”. No subtítulo, “Rubens Otávio (PSL) alega que soube da contaminação durante sessão legislativa ocorrida nesta semana, mas prefeitura informa que já havia comunicado o parlamentar”.

    O resultado é que a Câmara suspendeu as sessões presenciais, está higienizando o prédio e solicitando que todos os presentes na sessão realizada na última terça-feira (12) sejam testados para o coronavírus.

    Antes de concluir, reproduzo a matéria de Cid Martins na RBS, para que a turma do ‘ame-o ou deixe-o’ não queira, como de rotina, ‘matar o mensageiro’, ou me nomear advogado de defesa do jornalista Roque Lopes.

    "(...)

    O parlamentar disse que só soube da contaminação durante a sessão legislativa, mas a Secretaria da Saúde do município contestou a informação e ressaltou que já havia alertado o parlamentar.

    O presidente da Câmara, Edison Cordeiro (Republicanos), informou que o local já estava fechado para o público externo e que havia um revezamento de funcionários por horário, além de todas as medidas sanitárias possíveis. Mesmo assim, ele suspendeu as sessões, sempre nas terças-feiras e, de forma extraordinária, se preciso, nas quintas-feiras, e solicitou a higienização de todos os setores.

    – Também solicitei testes para covid-19 para todos que participaram da sessão do Legislativo na última terça. Tanto vereadores, quanto assessores e servidores em geral – diz Cordeiro.

    A sessão de terça-feira durou cerca de cinco horas. No mesmo dia e horário da atividade legislativa, por volta das 18h, Rubens Otávio disse que soube da contaminação de uma partidária.

    No dia 3 deste mês, durante ação social do PSL no município, o parlamentar manteve contato com a colega de partido, que não está tendo o nome divulgado. Segundo o vereador, ele estava de máscara e usou álcool em gel durante o evento.

    Em um primeiro contato feito por GaúchaZH, na quarta (13), ele informou que a mulher apenas era do mesmo partido dele, mas, nesta quinta-feira (14), confirmou que se tratava de uma assessora parlamentar.

    O secretário da Saúde de Cachoeirinha, Dyego Matielo, disse que o vereador já havia sido avisado da contaminação da assessora e que ele recebeu várias mensagens ao longo da terça-feira, inclusive antes da sessão parlamentar. Matielo enviou para GaúchaZH várias cópias de mensagens em texto e áudio, inclusive com respostas de Otávio a uma responsável pela Vigilância Epidemiológica do município.

    – Alertamos sobre a assessora ainda por volta de 15h da última terça-feira e informamos que ele deveria entrar em contato conosco – disse Matielo.

    Já o vereador Otávio ressaltou que conseguiu visualizar as mensagens pelo celular somente no horário da sessão, depois das 18h, porque estava envolvido em julgamento de comissão parlamentar na Câmara. Ele ainda afirmou que usou máscara em todas as atividades neste dia e que não soube em tempo hábil sobre a contaminação da assessora.

    – É uma questão de foro íntimo, ela não quis nos informar. Se soubesse antes da sessão, teria tomada providências. Quando soube, tratei de tomar todos os cuidados possíveis. Vou realizar o teste e mesmo assim afirmo que não tenho sintomas – explicou Otávio.

    (...)"

    Concluo.

    Soube que fizeram chegar ao jornalista ameaças de processo por ter feito a denúncia, o que duvido ter sido ideia de Rubens Otávio. Ou seria o vereador um rábula, não um advogado com OAB.

    Não é uma coisa qualquer ter tido contato com alguém infectado. O ‘Índice R’, da Imperial College, mostra que a taxa de contágio brasileiro é hoje a maior do mundo: 1 infecta 3, enquanto é considerado “preocupante” 1 para 2, da Suécia, e em queda o 1 para 1 da Alemanha (já quase 1,5 após a reabertura econômica no país europeu). 

    A orientação das autoridades de saúde é que qualquer pessoas que tenha contato com alguém com a COVID-19 permaneça 14 dias em casa. 

    Ao fim, entendo que Roque não errou ao divulgar o FATO de um vereador ter participado da sessão como potencial transmissor da COVID-19. Errou ao não ter alertado Rubinho para que fosse embora da sessão e, em caso de desobediência, ter dado voz de prisão ao vereador. Conforme os decretos estadual e municipal de distanciamento social “constitui crime, nos termos do disposto no art. 268 do Código Penal, infringir determinação do Poder Público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”.  

     

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