notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 31/03/2020

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    opinião

    Gravataí tem só 25 respiradores e 12 leitos de UTI; o serial killer de velhos pobres

    por Rafael Martinelli | Publicada em 25/03/2020 às 20h57| Atualizada em 25/03/2020 às 21h38

    "Sem rodeios, estamos a cerca de uma semana da falta generalizada de respiradores, máscaras cirúrgicas, as coisas necessárias para manter o sistema hospitalar funcionando".

    O grito foi do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, à CNN, mas poderia ser de Marco Alba, em Gravataí, ou de Miki Breier, em Cachoeirinha.

    A metrópole registra 6% dos casos de infecção por Covid-19 no mundo: 20.885 na última segunda-feira, 4 mil a mais do que no dia anterior, quase metade dos registrados nos EUA, que deve ser o novo epicentro da Covid-19 pandemia.

    São 19 respiradores no Hospital Dom João Becker, 3 na UPA e 3 no 24H da Gravataí com 15 casos em análise e uma confirmação, assessora da Prefeitura de Cachoeirinha que participou de um cruzeiro com outras 50 pessoas da região, e o jornalista Cristiano Abreu entrevistou para o Seguinte: em Primeiro caso confirmado em Gravataí, assessora relata como está superando o coronavírus.

    No artigo Gravataí prepara ’estratégia de guerra’ contra coronavírus; crise não é um meme, apresentei a ‘ideologia dos números’ que confirma que a falta de leitos em Gravataí é um fato. São 193, destes 121 pelo SUS, entre a Santa Casa, a UPA e o 24H. Seria necessário três vezes mais, pelo porte do município, conforme a Organização Mundial da Saúde.

    Dados da Secretaria Municipal da Saúde mostram que, em fevereiro, antes da pandemia, a taxa de ocupação de leitos pelo SUS chegava a 97%, superando a média nacional de 95%.

    Há no Dom João Becker 12 leitos de UTI (oito adultos e quatro pediátricos). 60% são reservados obrigatoriamente para o SUS, mas estados clínicos tem feito com que o atendimento público ocupe quase todos os leitos.

    Do total, só há quatro leitos com isolamento respiratório, especificidade recomendada para casos de coronavírus.

    Conforme epidemiologista em pesquisa publicada pela Science, ao lado da Nature uma das revistas acadêmicas mais prestigiadas do mundo, 86% dos portadores da covid-19 não terão sintomas relevantes, mas serão responsáveis por 79% das transmissões. Dos infectados, 15% poderão precisar de tratamento e 5% de internação em uma unidade de tratamento intensivo.

    No artigo São urgentes decretos ’fecha tudo’ em Gravataí e Cachoeirinha; sem ’quarentena’, pior cenário precisaria 8 mil leitos de UTI, trouxe levantamento devastador feito pelo premiado jornalista Eduardo Torres, do CG, com base em dados da Secretaria do Planejamento do Estado.

    Se a doença seguisse uma lógica linear, no pico daqui a três meses teríamos 553 casos confirmados entre as duas cidades, com uma necessidade de 28 leitos em UTIs, quando entre os hospitais Dom João Becker e Padre Jeremias há 233 leitos públicos e particulares e apenas 12 em UTI, todos em Gravataí.

    O Rio Grande do Sul dispõe de 12,8 mil leitos clínicos públicos e privados. Em UTIs são 1,6 mil e outros 200 serão abertos nos próximos dias.

    No pior cenário possível, no auge da infecção no país, até 40% da população pode ser contagiada pelo coronavírus, destes oito a cada 10 sem sintomas, ou com leves sinais. Em uma projeção da população locasl, seriam 112,6 mil pessoas em Gravataí e outras 52,1 mil em Cachoeirinha.

    O problema é que a média mundial demonstra que, se as práticas mais rigorosas de controle do contágio não forem tomadas, 15% dos infectados precisarão de internação. Significaria uma demanda impossível de cobrir pela rede hospitalar local ou de qualquer país, com 16,8 mil pacientes em Gravataí e 7,8 mil em Cachoeirinha.

    Seria uma catástrofe italiana, nas duas cidades onde quase duas a cada 10 pessoas são idosos e grupo de risco, já que em até 5% dos infectados, as complicações respiratórias determinam internação em unidades de tratamento intensivo, com respiradores. Aí, o quadro piora. Seriam inimagináveis 8,2 mil leitos.

    Muitos amigos de Facebook compartilharam hoje reportagem de fevereiro do El País Itália muda estratégia contra o coronavírus para combater o alarmismo e proteger a economia, que dizia que o governo se empenhava para garantir que turistas não correm risco ao viajar ao país.

    Clique acima e leia, o conteúdo está aberto e é informação essencial, principalmente após o pronunciamento do presidente que, como comentei em meu perfil, no qual você pode comentar clicando aqui, “Bolsonaro arrisca passar de inimputável para suspeito de crime contra humanidade.😷”.

    Preste atenção.

    Enquanto o governo chamava turistas, a Itália registrava 17 mortes por coronavírus. Desde então, o país mudou drasticamente a política para endurecer o isolamento e tentar estancar milhares de mortes que colapsam o sistema de saúde.

    Nesta terça o Brasil registrava 59 mortes quando Bolsonaro apareceu em TV e rádio para todo país demonstrando pensar mais em 2022 do que nos enterros sem velório destes dias, ao debochar da “gripezinha ou resfriadinho” e culpar prefeitos e governadores pelo ‘contágio econômico’ da crise do coronavírus.

    A taxa de transmissão de uma gripe comum é de 21%, enquanto a taxa de transmissão do coronavírus é de 80%. Coronavírus não é Influenza, Covid-19 não é H1N1.

    São os fatos, aqueles chatos que atrapalham argumentos e teorias conspiratórias.

    Investiguei o número de respiradores em Gravataí não para provocar pânico, mas para reforçar a necessidade de ficarmos em casa, o máximo que pudermos, para ajudar a retardar o contágio – 6 a cada 10 terráqueos serão infectados – e, ao diluir os casos em mais semanas, não colapsar nosso frágil sistema de saúde.

    Não se trata de uma ‘quarentena eterna’, e sim, neste momento, de um remédio amargo, porém necessário, receitado por especialistas do mundo inteiro e – apoiemos – seguido pelos nossos prefeitos.

    Comemoro Marco Alba e Miki Breier não terem embarcado no terraplanismo sanitário do ‘isolamento vertical’ proposto pelo ‘mito’, que no Brasil, 7º país mais desigual do mundo conforme o índice Gini, da ONU, significaria por em risco de morte os idosos cuja pobreza entra pelos buracos da roupa. A quarentena nunca será a mesma de pais e avós das classes média e alta.

    Ao fim, necessário botar máscara frente às diatribes cada vez mais letais de Bolsonaro. Compartilho o meme aquele: “somos o único país com o azar de ouvir o pronunciamento do próprio coronavírus”.

    FIQUE EM CASA!!!

     

    Assista vídeo em que Miki defende o isolamento social

     

    LEIA TAMBÉM 

    Médico de Gravataí com leucemia faz apelo sobre crise do coronavírus; entre a vida e a morte

    Quarentena em Gravataí e Cachoeirinha; o que abre ou fecha

    O caso do ’famoso empresário de Gravataí’ com Covid-19; ele mesmo explica

    Hospital suspende cirurgias e Prefeitura tele e especialidades; estamos em guerra em Gravataí e Cachoeirinha 

    Pirelli, Prometeon e GM paradas em Gravataí; o ’contágio econômico’ da crise do coronavírus

    Entendo a fake news de médico de Gravataí sobre o coronavírus; quem não?

    Clica aqui para ler mais sobre a crise do coronavírus no site do Seguinte:

    • crise do coronavírus
      Conselheira tutelar é segundo caso de Covid 19 em Gravataí
      por Redação
    • opinião
      O caso do maratonista de Viamão suspeito de COVID-19; atenção, ’marcha da morte’!
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Um ’populista’ segura pressão por adiar eleições e usar fundo eleitoral; Hiii...
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      A real sobre a falta de vacinas em Gravataí; o 6 e 9
      por Rafael Martinelli
    • 3º Neurônio | sociedade
      O mundo real morreu, viva o mundo real
      por Berna Gonzáles Harbour | El País
    • 3º Neurônio | opinião
      De quem é a mão que segurou o ministro Mandetta no governo?
      por Carlos Wagner | Histórias Mal Contadas
    • entrevista
      Gravataí não vai abrir comércio nesta semana; o que Marco Alba vai dizer na live de domingo
      por Rafael Martinelli
    • crise do coronavírus
      MC Capella, um voluntário pelas quebradas contra o coronavírus
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Parem Gravataí que eu quero descer!; declaro-me Inimigo do Povo, amigo da vida
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • opinião
      Glorinha cede respirador para Gravataí; agora é 1 para cada 11 mil pessoas
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Gravataí tem só 25 respiradores e 12 leitos de UTI; o serial killer de velhos pobres
      por Rafael Martinelli
    • crise do coronavírus
      Primeiro caso confirmado em Gravataí, assessora relata como está superando o coronavírus
      por Cristiano Abreu
    • opinião
      A real sobre ’gravataiense com coronavírus’ internada em Canoas; a cobra silenciosa
      por Rafael Martinelli
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Cristiano Abreu | EDITOR | cristiano@seguinte.inf.br
    Guilherme Klamt | EDITOR | guilherme@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.