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    Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara de Cachoeirinha é composta pelos vereadores Alcides Gattini (esquerda), Jacqueline Ritter e Duda Keller (à direita). FOTO | Arquivo Pessoal Jacqueline Ritter

    Questões sobre a CPI do Lixo de Cachoeirinha; do Fantástico ao Zorra Total

    por Rafael Martinelli | Publicada em 11/02/2020 às 17h14| Atualizada em 20/02/2020 às 13h41

    Quando chamo de amalucada a CPI da SKM, ou ‘CPI do Lixo’, não se trata de torcida ou secação, ser a favor ou contra o governo Miki Breier e sua oposição – ou ‘Situação B’. Até porque, se há irregularidades, seria o primeiro a reconhecer o trabalho da investigação.

    O que não é possível no momento.

    Só os ‘acusadores’, os vereadores, tiveram acesso ao relatório. O ‘réu’, o governo, ainda não.

    O que se sabe é a versão de um lado, que contou o experiente e premiadíssimo jornalista Eduardo Torres, no Diário de Cachoeirinha desta terça, na reportagem CPI revela que, em um dia, Cachoeirinha pagou para varrer até sete vezes a Flores da Cunha, que abre assim:

     

    “(...) Você consegue imaginar a Avenida Flores da Cunha, que tem em torno de cinco quilômetros de extensão, sendo varrida pelo menos sete vezes em toda a sua extensão em um único dia? Para cumprir essa tarefa nunca vista na cidade, seriam necessários, conforme levantamento dos auditores contratados pela CPI do Lixo, encerrada nesta segunda-feira (10) na Câmara de Vereadores de Cachoeirinha, 90 funcionários. É o triplo do que é empregado pela empresa SKM Empreendimentos nos últimos dois anos e meio de contrato emergencial com a prefeitura para varrer a Flores da Cunha e as ruas transversais à avenida.

    Ainda assim, em pelo menos 13 dias do período analisado pelos auditores, a empresa declarou ter varrido incríveis 137,2 quilômetros em um dia na avenida, tendo recebido, em cada um destes dias, conforme o relatório lido na seção aberta da CPI na manhã desta segunda, em torno de R$ 10 mil. O contrato em vigor prevê duas varrições diárias da principal avenida de Cachoeirinha, considerando os quatro meio-fios (duas extremidades e o canteiro central), o normal seria 40 quilômetros diários - menos de um terço do declarado naqueles dias (....)”.

     

    Em resumo, seria possível varrer de Gravataí a Atlântida Sul.

    Um escândalo de Fantástico, se comprovado.

    Aí moram minhas dúvidas e já acionei a Prefeitura para ter resposta. A promessa é que, quando a CPI liberar as 20 mil páginas, o governo manifestará a posição oficial.

    Como não sou engenheiro, investigador de polícia, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado ou um dos consultores contratados a mais de R$ 50 mil pela Câmara para apontar furos no contrato, por enquanto levanto algumas questões como jornalista, às quais espero chegar a respostas após confrontar as acusações e justificativas – e ler eu mesmo o relatório.

    A primeira é sobre a medição.

    No contrato consta metro linear, ou um metro e meio vezes quatro, totalizando seis metros. A Avenida Flores da Cunha tem quatro meios-fios: um em cada lado das calçadas e um em cada lado do canteiro central. O sistema de varrição considera o metro quadrado, pois é limpa toda a extensão.

    Confirmado o suposto conteúdo do relatório da CPI, é como se os medidores tivessem ido até Atlântida de vassoura em vassoura em uma linha reta. Parece-me um erro de análise das planilhas. Conforme apurei, mas ainda busco documentos, dúvida semelhante já teria tido apontamento do TCE, com resposta da Prefeitura aceita pelos técnicos do tribunal.

    Sobre suspeitas de ‘empresa fantasma’, seu diretor Gunnar Vieira Gosch, divulgou vídeo nesta quarta denunciando ser a SKM vítima de “fake news”, e atestando ter 150 funcionários com carteira assinada apenas em Cachoeirinha.

    No final do vídeo, funcionários que trabalham na varrição das ruas dizem em coro: “não somos fantasmas”.

    Assista e, depois, sigo.

     

    Ainda sob as suspeitas mais pesadas, não consigo entender o porquê de, se comprovada, a corrupção ter ‘recibo’. Sim, porque o lançamento de absurdos 131 quilômetros a mais nas planilhas comprovaria a irregularidade. É uma diferença monstruosa!

    Mais: além do que é lançado nas planilhas com a assinatura do engenheiro responsável pela empresa, antes do pagamento pela Secretaria da Fazenda a documentação passa por um fiscal concursado da Prefeitura e pelo secretário responsável.

    Aí, do ponto de vista político, se existe uma ânsia de atingir o prefeito, como a oposição já tentou no golpeachment frustrado primeiro judicialmente e depois no voto dos parlamentares, respingos do sangue inevitavelmente mancharão também o vereador Rubens Otávio, uma das estrelas oposicionistas, ou da ‘Situação B’.

    É que Rubinho foi secretário da área.

    Na reportagem do Diário, o relator Alcides Gattini (MDB) garante que a Prefeitura não fiscalizou e pagou o que a empresa lançou a maior nas planilhas. A presidente Jacqueline Ritter (PSB) foi afirmativa ao prever a necessidade de devolução de dinheiro aos cofres públicos.

    Já o governo Miki alega ter economizado R$ 100 milhões na revisão de contratos, e em novas contratações, como é o caso da SKM.

    – Isso sempre incomoda alguém – diz, num enigma nada pioneiro em política, e de fácil solução para bom entendedores, o atual secretário Gilson Stuart.

    Espero as contestações técnicas do governo ao relatório. Até cotejar ‘acusação’ e ‘defesa’, a prudência me recomenda desconfiar de uma irregularidade de CENTO E TRINTA E UM QUILÔMETROS – e com recibo!

    Confesso que meu crédito seria maior à CPI se a investigação não tivesse acontecido às vésperas do ano eleitoral e, envolvendo as mesmas personagens, concomitantemente à piada de mau gosto do golpeachment, e, principalmente, com redes sociais identificadas com a oposição apontando a CPI como a investigação que vai derrubar Miki.

    Ao fim, se comprovado esse erro absurdo, é coisa de ‘prefeito no Fantástico’. Se comprovado exagero da CPI, é coisa de ‘vereadores no Zorra Total’.

     

     

     

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