notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 20/02/2020

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    opinião

    Miki Breier é prefeito de Cachoeirinha

    Cachoeirinha está perdendo 3 empresas para Polo de Química; Miki não entrará em guerra fiscal

    por Rafael Martinelli | Publicada em 12/09/2019 às 16h58| Atualizada em 19/09/2019 às 18h07

    Assustou o prefeito a possibilidade de Cachoeirinha perder três companhias para o Pólo Integrado da Química RS, localizado entre Montenegro e Triunfo.

    Miki Breier encarregou o secretário do Planejamento Elvis Valcarengui de procurar a Crivella, a Quimicapar e a Tecpon para tentar reverter a adesão nesta segunda ao protocolo de intenções de transferência de operação para a nova área, a partir de 2021.

    Junto a outras quatro empresas de Porto Alegre e Campo Bom, a projeção do Sindicato das Indústrias Químicas do Rio Grande do Sul (Sindiquim) é de um investimento de R$ 200 milhões nesta etapa.

    – Empresas já saíram em troca de incentivos e depois voltaram porque, em escala, perdiam dinheiro. A logística de Cachoeirinha é melhor – alertou Miki Breier, há minutos, ao Seguinte:.

    O prefeito não entrará em uma guerra fiscal com Montenegro, onde o prefeito Kadu Müller já oferece auxílio na terraplenagem e vai enviar à Câmara um projeto de incentivos tributários para atrair empresas.

    – A guerra fiscal é extremamente predatória aos municípios. Não vamos ceder a barganhas. Nem temos condições. Como ajudar uma empresa e não todas as outras? – argumenta Miki, diferenciando o caso da atração da GM para Gravataí, quando era o vice-prefeito.

    – O retorno era inquestionável – resume, dizendo ainda aguardar um estudo sobre os impactos na receita municipal e empregos gerados pelas três empresas em Cachoeirinha.

    O Polo Integrado está há dois anos no papel. As sete empresas que assinaram o protocolo de intenção de instalação neste setembro ocuparão uma área de 700 hectares. O terreno pertence ao governo do Estado e fica próximo do pólo petroquímico de Triunfo.

    Conforme reportagem de Fernando Soares, em ZH, os lotes serão negociados para as empresas químicas ao custo aproximado de R$ 40 mil o hectare. Toda a estrutura de água, luz, saneamento, fibra ótica e pavimentação de vias foi feita pelo Estado. Na primeira fase de implantação são oferecidos 27 lotes, que vão de 4 mil a 71 mil metros quadrados.

    – Após estas fábricas de cosméticos, artigos de limpeza, tintas e saneantes, há intenção de posteriormente abrir espaço para a indústria do plástico – disse à ZH Newton Battastini, presidente do Sindiquim gaúcho, que defende o Polo como atrativo “principalmente para pequenas e médias empresas que querem ampliar a estrutura”.

    Ao jornalista, o diretor da Crivella, empresa que fabrica produtos de higiene no Distrito Industrial de Cachoeirinha, disse que pretende ampliar a área de produção.

    – Pretendemos ir para o pólo para ficarmos centralizados com outras empreas do setor e ao lado do pólo petroquímico – explicou Iberê Costa, cuja empresa sairá de uma área de 10 mil metros quadrados para um espaço de 30 mil metros quadrados entre a RS-124 e a BR-386.

    Caso o negócio se confirme, só na Crivella, serão 60 empregos perdidos em Cachoeirinha.

    Moda dos anos 90, a guerra fiscal provoca um prejuízo de R$ 100 bilhões por ano no Brasil, com renúncia fiscal provocada pelos cinco principais tributos (PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS), conforme o economista Bernard Appy, do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF). No RS, Gravataí é o ‘vilão da história’, já que, como já tratei em 2017 no artigo O dia em que a GM escolheu Gravataí e na seqüente série sobre os 20 anos do anuncia da GM, o município ganhou a guerra fiscal oferecendo nada e recebendo tudo.

    Na última barganha dos norte-americanos, em 1997, Gravataí ofereceu 30 anos de isenção de IPTU, cinco a mais que Eldorado. Até aquele ano, pré-Plano Diretor, o imposto era o ITR, por ser uma área rural, e não custava mais de R$ 1 por hectare. A cada ano, pouco mais de R$ 50 mil eram arrecadados. Isentou também o ISSQN da obra, que não chegou a R$ 100 mil. Além de batizar de Avenida GM o acesso ao complexo automotivo que inauguraria em 19 de julho de 2000.

    Já no combo dos polpudos incentivos oferecidos pelo governador Antônio Britto à época, as estimativas eram de que o contrato, até hoje aplaudido por muitos e contestado por tantos, chegaria a um investimento de 600 milhões de dólares. Contrário ao negócio, estudo da bancada do PT aponta perdas três vezes maiores para os cofres do Estado, além dos empregos não chegarem à metade dos 100 mil estimados em 97.

    - Incontestável que para Gravataí foi um grande negócio – resume Bordignon, que à época, ameaçado até de expulsão, virou o malvado favorito no partido e nas esquerdas gaudérias.

    Para efeitos de comparação, sem falar nos R$ 300 milhões que, mesmo em crise, a GM direciona para o Orçamento de Gravataí ano passado, dos empregos gerados até 2016, mais de 8 mil foram registrados no município.

    Ao fim, como diz o CEO no jatinho, “there is no free lunch”. Não há almoço de graça, seja para uma empresa média no Distrito Industrial de Cachoeirinha, ou para os 497 municípios gaúchos que pagam a conta para Gravataí passar bem com a GM.

    Por isso, não culpo Miki caso empresas químicas pioneteiem.

    • 3º Neurônio | opinião
      Cronofagia: o roubo do tempo, sono e ideias
      por Giuseppe Luca Scaffidi, em Dinamopress | Tradução: Antonio Martins | Outras Palavras
    • 3º Neurônio | ciência
      Por que é preciso proibir que manipulem nosso cérebro antes que isso seja possível
      por Javier Salas | El País
    • opinião
      As CPIs ’napoleão de hospício’ de Cachoeirinha; entendo Groucho
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Não tem Jesus para crise dos médicos em Gravataí; nem arminha
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Nada no Mato do Júlio será feito ao arrepio da lei ambiental; herdeiros escrevem
      por Rafael Martinelli
    • volta às aulas
      30 mil voltam às aulas na rede municipal nesta quarta
      por Silvestre Silva Santos com assessoria
    • 3º Neurônio | opinião
      Nunca um presidente foi tão vulgar com uma mulher. Espere o efeito bumerangue
      por Carla Jimémez | El País
    • opinião
      ’Trolador da Globo’ faz vídeos para Anabel em Gravataí; a esquerda vive
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      GM não faz festa na produção do carro 4 milhões
      por Silvestre Silva Santos
    • opinião
      Acordo do Mato do Júlio é bom negócio; Greta Thunberg fica para amanhã
      por Rafael Martinelli
    • volta às aulas
      Tuiuti perde 400 alunos por causa dos prédios interditados
      por Silvestre Silva Santos com assessoria
    • opinião
      Justiça cassa liminar que suspendia licitação do lixo em Cachoeirinha; o Dr. Golpeachment
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      CPI pode levar a rombo milionário em Cachoeirinha; não é ’jeitinho’, e sim alerta a quem paga
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      O custo do pórtico de Gravataí é fake news!
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Câmara de Viamão vota abertura de impeachment do prefeito
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Gravataí perde com sapos na frigideira; governo e oposição
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Todos contra o pedágio de Marchezan!; sorriam empresas de ônibus, vocês terão seu aumento
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Dimas não se escondeu após escândalo que envolveu aliado; a I Eleição das Fake News
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Silêncio é pena capital para prefeito afastado em Viamão; o herói incômodo
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Zaffalon, cada vez mais o prefeiturável de Marco Alba
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Pablo Hernandez agora é E-E-Eymael; a tara e o assombro dos ’petralhas’
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Político de Gravataí envolvido em suspeita de corrupção em Viamão
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Questões sobre a CPI do Lixo; do Fantástico ao Zorra Total
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Por que Gravataí ainda não abriu a ’creche de Jornal Nacional’
      por Rafael Martinelli
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Guilherme Klamt | EDITOR | guilherme@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.